Dia Mundial de Conscientização do Autismo: Mopam é exemplo de atuação

Publicado em 02/04/2020 Editoria: Geral
Em Macaé, o tratamento do autismo pode se feito pelo Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil Oficina da Vida (Capsi)

Em Macaé, o tratamento do autismo pode se feito pelo Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil Oficina da Vida (Capsi)

Devido à pandemia do Coronavírus e, como medida para contenção do contágio do Covid 19, a 4ª Caminhada em prol do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, de Macaé, que seria promovida em 5 de abril, foi cancelada. O evento celebraria o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (hoje - 2 de abril) que, em 2020 não passará em branco. Para 21 de setembro, data que marca a luta da pessoa com deficiência, está sendo programada caminhada para integração, engajamento e conscientização da população.

Em Macaé, a sociedade tem a colaboração do movimento Motivados Pelo Autismo Macaé, o MOPAM, que tem por objetivo ajudar a conscientizar e informar as pessoas sobre o que é o Autismo e como lidar com ele.
Segundo Lucia Anglada, uma das fundadoras do Mopam, celebrar a data ajuda a derrubar preconceitos e trazer esclarecimentos às pessoas. “O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi determinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar sociedades e governantes sobre transtorno do neurodesenvolvimento que acomete, atualmente, 1 a cada 59 nascimentos em todo o mundo”, afirma. 

O movimento comemora, também, a publicação do decreto municipal que subsidia a CIPTEA, Carteira de Identificação da Pessoa com Espectro Autista. O decreto, que pode ser acessado aqui (http://sistemas.macae.rj.gov.br:84/sim/midia/anexolegislacao/1579631511.pdf), colocará em prática a lei federal Romeo Mion (lei número 13.977). A carteira será fundamental para contabilizar os portadores do transtorno e, com isso, ter indicadores importantes para a implantação de políticas públicas.

O Mopam - Uma das expectativas do movimento é que, ainda esse ano, se torne uma organização formalizada, já que, atualmente, são administrados grupos em redes sociais com a representatividade de cerca de 450 mães de portadores de autismo, de 1 a 30 anos de idade. Quem deseja participar do movimento  pode fazer contato pelos telefones: (21) 983709557  e  (21) 986661299. A página do facebook do movimento pode ser acessada aqui: https://www.facebook.com/motivadospeloautismomacae/ .

O Autismo – O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito e movimentos repetitivos). Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com outras doenças e condições associadas (comorbidades), como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.

As causas do autismo cada vez mais apontam para a genética. Estudos recentes demonstraram que fatores genéticos são os mais importantes na determinação das causas (estimados entre 97% e 99%, sendo 81% hereditário — e ligados a mais de 900 genes), além de fatores ambientais (de 1% a 3%) ainda controversos, também possam estar associados, como, por exemplo, a idade paterna avançada ou o uso de ácido valpróico na gravidez. Existem atualmente 913 genes já mapeados e implicados como fatores de risco para o transtorno — sendo 102 genes os principais

Alguns sinais de autismo já podem aparecer a partir de um ano e meio de idade. É importante se iniciar o tratamento o quanto antes, pois quanto antes comecem as intervenções, maiores são as possibilidade de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O tratamento psicológico com mais evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental — aplicada por psicólogos.

Tratamento - O tratamento para autismo é personalizado e interdisciplinar. Além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com intervenções de fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outros profissionais, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer grandes benefícios, no aprendizado e na socialização.

Alguns sintomas como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade, desatenção, insônia e outros podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um médico.

Em Macaé, o tratamento do autismo pode se feito pelo Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil Oficina da Vida (Capsi). O trabalho é feito por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, psiquiatra, assistente social, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional, musicoterapeuta, fisioterapeuta, enfermeiro e técnico de enfermagem. O Capsi funciona no endereço Rua Dr. Francisco Portela 239, ou pelo telefone 2796-1352.

› FONTE: Secom Macaé