Rejeitada proposta de destinar 2% dos royalties para financiar pesquisas

Publicado em 14/05/2019 Editoria: Geral
Marcel Silvano disse sentir vergonha do resultado da votação

Marcel Silvano disse sentir vergonha do resultado da votação

Por sete votos a quatro foi rejeitada a proposta de emenda à Lei Orgânica Municipal (LOA) para destinar 2% dos recursos dos royalties ao financiamento de pesquisas científicas na cidade. A iniciativa do vereador Marcel Silvano (PT) era garantir que, anualmente, R$ 10 milhões fossem destinados às pesquisas acadêmicas que pudessem melhorar a qualidade de vida da população local. A votação foi realizada na sessão desta terça-feira (14), na Câmara de Macaé.

O objetivo do projeto de emenda à LOA era dar continuidade às pesquisas científicas locais após o anúncio do Governo Federal de corte de 30% das verbas das universidades e institutos federais. “Quando o prefeito orienta a sua bancada a votar contra um projeto desse, deixa claro que está alinhado com a política do governo Bolsonaro de ataque à educação e às universidades públicas”, lamentou Silvano.

O parlamentar também ressaltou a incoerência do governo municipal que iniciou um projeto de financiamento de startups, mas não quer que uma pequena porcentagem dos royalties seja destinada ao desenvolvimento da ciência e tecnologia. “Em Macaé, são realizadas pesquisas científicas importantíssimas como a que estuda uma cura para o Mal de Parkinsson, por exemplo. É contra isso que a maioria dos vereadores votaram hoje”, esclareceu Marcel.

Bancada governista é contra

Alguns dos parlamentares da bancada governista justificaram o seu voto contrário. Márcio Barcelos (MDB) alegou uma possível inconstitucionalidade no projeto. Já Cristiano Gelinho (PTC) disse não ter sido convencido sobre a proposta e pediu respeito ao seu posicionamento. “Não me envergonho do meu voto. Quero ser respeitado, pois votei com consciência”, disse. O presidente Eduardo Cardoso (PPS) não votou no projeto, mas defendeu que o governo possui outras prioridades no momento. 

› FONTE: ASCOM CMM