‘Lugares de Memória’ agora é no domingo

Publicado em 18/04/2019 Editoria: Cultura
‘Lugares de Memória’, que integra o Programa de Educação Patrimonial de Macaé

‘Lugares de Memória’, que integra o Programa de Educação Patrimonial de Macaé

A edição 2019 do projeto ‘Lugares de Memória’, que integra o Programa de Educação Patrimonial de Macaé, teve início este mês e agora aos domingos. Na edição anterior, o projeto era realizado às quartas-feiras. Outra mudança foi a inclusão da Fazenda Airis na programação. Os prédios reformados e restaurados da antiga usina de açúcar na Estrada Macaé Glicério abrigam uma coleção permanente que reúne peças dos séculos XIX e XX. Entre elas estão cadeiras Luís XV e neorrococó, cristaleiras, oratórios, escrivaninhas e muitos móveis feitos de jacarandá, árvore que hoje está em extinção e teve o corte proibido.

No domingo (28), o ‘Lugares de Memória’ será na sede da antiga usina. O projeto consiste no acompanhamento de dois historiadores da Secretaria Municipal de Cultura, guiando grupos de visitantes a espaços históricos da cidade. Este mês, no domingo (7), alunos da Escola Municipal Amil Tanos, no Morro de Santana, participaram do roteiro: Solar dos Mellos e Forte Marechal Hermes/9ª Bateria de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro. Além desses, é oferecido ainda o Roteiro Urbano, uma caminhada que parte do Solar dos Mellos e segue o trajeto ‘De praça à praça’ (da Washington Luís à Veríssimo de Melo), apresentando dez patrimônios histórico-culturais. Há também um quarto roteiro, a visita ao Parque Atalaia, esse em parceria com a Secretaria de Ambiente. No último domingo (14), uma turma do 3º período do curso de Arquitetura da Faculdade Estácio de Sá visitou a Fazenda Airis.

"O ‘Lugares de Memória’ expandiu os roteiros de patrimônios materiais históricos de Macaé com a proposta de contribuir cada vez mais para a memória, cultura e identidade macaense. Agradeço a Dona Ângela e ao Senhor Gonçalo, por abrirem as porteiras da Fazenda Airis, mantendo viva a memória de mais um espaço histórico do município. A visita é enriquecida com um acervo mobiliário dos séculos XIX e XX, coleção particular do casal. O prédio está totalmente salvaguardado. A fazenda está ativa, produtiva, com criação de gados e produtos de subsistência. Vale a pena conhecer esse belíssimo lugar", disse o coordenador do Programa de Educação Patrimonial de Macaé, Bruno Rodrigues.

A fazenda abriga valiosa coleção de móveis reunida por Gonçalo e Angela Meirelles Dias. O espaço interno da usina, constituído de salões onde ficavam as máquinas, é usado para a exposição permanente de dezenas de peças de construção de móveis de madeiras pre­ciosas. Há ainda a também restaurada capela, consagrada a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Fazenda Airis, com santos originais e três telas a óleo do artista plástico Ribeiro Moysés, atrás do altar.

O nome da fazenda se origina da palmeira airis, bastante presente na propriedade e em toda região. A antiga usina de açúcar e álcool, desativada em 1950, foi comprada pelo empresário Gonçalo e sua esposa, em 1999. Depois de ser totalmente restaurada, o local foi transformado em Museu de Mobiliário na cidade de Macaé. A paixão de Ângela Meireles por mobiliário começou com móveis herdados da família Pinho (da Bahia). A partir de então, ela começou adquirir peças em antiquários e leilões.

Para a visita do dia 28 já não há mais vagas. Os grupos de dez a 40 pessoas, com veículo próprio, devem agendar o programa cultural pelo telefone 2759-5049, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A marcação também pode ser feita pessoalmente no Solar dos Mellos, Rua Conde de Araruama, 248, no Centro.

› FONTE: Secom Macaé