Boom imobiliário impulsiona ingresso de estudantes na Engenharia Civil

Publicado em 21/03/2014 Editoria: Educação
Coordenador do curso de Engenharia Civil, José Mauro Martins, mostra um dos aparelhos usados nas aulas práticas

Coordenador do curso de Engenharia Civil, José Mauro Martins, mostra um dos aparelhos usados nas aulas práticas

Uma das tradi­cionais enge­nheiras tem chamado a atenção dos estudantes e futuros profissionais, não só pelos salários pagos, mas também pela deman­da de mão de obra que só tende crescer nos próxi­mos anos. Este é o curso de Engenharia Civil, que em uma das instituições de ensino superior de Ma­caé foi responsável por li­derar a procura daqueles que prestaram o vestibu­lar, passaram e se matri­cularam. Isso fez com que o cenário mudasse, já que nos últimos anos o curso mais procurado era o de Engenharia de Petróleo.

Essa realidade foi al­terada pelo boom imobiliário da região e tam­bém pelas obras a serem realizadas em todo o país por meio do Programa de Aceleração do Cresci­mento (PAC). E, apesar de a maior parte dos en­genheiros estarem locali­zados no Sudeste e Sul, o coordenador do curso de Engenharia Civil da Es­tácio de Sá, José Mauro Martins, ressalta: “Ain­da há muitas oportuni­dades de emprego nesta região”, disse. Um dos motivos, segundo ele, é que as empresas podem estar optando por aque­les com mais experiência. “Entretanto, as oportuni­dades são muitas, princi­palmente em Macaé, onde elas não param de cres­cer e se manifestam por meio dos visíveis cantei­ros de obras, das grandes construtoras que chegam a cidade e também pe­las chances de estágios e empregos que recebemos aqui”, completou o reitor da Estácio em Macaé, Vi­nícius Machado.

Mas, o estudante que resolver seguir esta car­reira deve ficar atento e não deixar se levar pela média salarial de um pro­fissional formado que chega a nove salários mínimos para uma carga horária de oito horas se­manais. “Mas estes nú­meros não são suficientes para gerar tanta atração. Estima-se que em todo o Brasil a taxa de alunos que desistem do curso nos período iniciais che­gue a 35%. Uns porque não conseguem acompa­nhar, outros porque en­tram mesmo na emoção, só pensando em ganhos financeiros”.

VEJA SE VOCÊ TEM O PERFIL

Se a intenção é mesmo seguir esta carreira saiba que os estudos até chegar ao final não são fáceis. A grade cur­ricular básica é pesada e tem muita matemá­tica, física, resistência de materiais entre outras. De acordo com José Mauro Martins, o principal de quem está afim de enfrentar é gostar de matérias relacionadas a racio­cínio lógico. “Outra coisa é ter prazer em criar e enfrentar novos desafios. Não menos importante, é ser apai­xonado pelo que faz”. 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)