Campanha contra pequenas corrupções repercute entre os jovens

Publicado em 21/03/2014 Editoria: Cotidiano
Jovem Pedro Henrique de Carvalho acredita que campanha é justa e repercute bem os temas

Jovem Pedro Henrique de Carvalho acredita que campanha é justa e repercute bem os temas

Quem nunca pre­senciou alguma situação onde o ‘jeitinho brasi­leiro’ apareceu como uma solução? Tema intensamen­te discutido por escritores e antropólogos brasileiros, em destaque Roberto Da­Matta, o “jeitinho” é con­denado por muitos como o principal responsável pelo subdesenvolvimento do país por consistir, em grosseira generalização, em uma forma de transgressão de leis pré-estabelecidas para benefício próprio.

A fim de combater essa mentalidade, em meados de fevereiro desse ano, a Controladoria-Geral da União (CGU) resolveu lan­çar uma campanha através da rede social Facebook, intitulada “Pequenas Cor­rupções - Diga Não”. Ela, em apenas uma semana, obteve mais de 7,6 mi­lhões de visualizações proporcionadas pelos 135 mil usuários da rede que compartilharam o conte­údo em suas páginas pes­soais. Com surpreendente repercussão, a campanha tem ganhado espaço entre os jornais e revistas mais tradicionais do país, prin­cipalmente por estar en­volvendo majoritariamen­te um público jovem.

A campanha foi concebi­da a partir de uma pesquisa realizada pela Universida­de Federal de Minas Gerais em conjunto com o Institu­to Vox Populi que listaram, pela primeira vez, as dez práticas de corrupção mais comuns no cotidiano dos brasileiros que incluem: roubo de TV a cabo, a com­pra de produtos falsifica­dos, prática de furar a fila, colar na prova, falsificação da carteirinha de estudan­te, suborno de guardas para evitar multas, bater ponto pelo colega de trabalho e apresentar atestado médi­co falso. Cada uma dessas práticas ganhou um banner de combate que podem ser compartilhadas na página oficial da CGU no Facebook, ou baixadas gratuitamente em diversos formatos pelo site oficial do órgão.

Para o estudante Pedro Henrique de Carvalho, de Rio das Ostras, essa é uma campanha muito justa, pois serve para conscientizar mais as pessoas de que essas atitudes consideradas natu­rais no dia a dia são prejudi­ciais para a sociedade. “Eu, por exemplo, tento fazer a minha parte: não despejo de jeito nenhum qualquer tipo de lixo no chão e quando al­gum amigo comenta sobre alguma dessas práticas, ten­to ao máximo convencê-lo a mudar de ideia”.

O jovem Gabriel Gama, de 15 anos, disse nunca ter ouvido falar da campanha, mas acredita que essa é uma maneira eficiente de combate. “Tenho uma pri­ma pequena na família que os pais costumavam levá­-la, às vezes sem necessi­dade, à alguns lugares só por conta da gratuidade nos transportes públicos, conversamos recentemen­te e eles chegaram a con­clusão de que realmente não deveriam fazer isso”. Ainda segundo Gabriel, os jovens, de uma maneira geral, estão começando a cobrar por uma sociedade mais transparente.

Jovem Pedro Henrique de Carvalho acredita que campanha é justa e repercute bem os temas

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)