Pesquisadores alem„es buscam soluÁűes para uma agricultura de baixo impacto ambiental no Rio

Publicado em 13/03/2014 Editoria: Economia

Projeto Intecral levará equipes de pesquisa a diversos municípios fluminenses para que proponham o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis adaptadas às comunidades rurais

Setenta pesquisadores alemães e brasileiros estão reunidos hoje e amanhã (12 e 13 de março), em Teresópolis, para discutir soluções em agricultura e gestão sustentável da paisagem rural. Eles integram a equipe do Projeto de Integração de Eco-tecnologias e Serviços para o Desenvolvimento Rural Sustentável no Rio de Janeiro (Intecral), uma parceria do Programa Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura, e o Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF).

Cenário da maior catástrofe ambiental de que se tem notícia no Brasil, a Região Serrana fluminense sedia o primeiro seminário do projeto Intecral que, entre seus objetivos, busca desenvolver tecnologias agrícolas de baixo impacto para o meio ambiente, propondo atividades que reduzam a degradação das terras e dos recursos hídricos nas microbacias hidrográficas do estado.

Na abertura do evento, o secretário estadual Christino Áureo afirmou que o objetivo do encontro é transformar as ideias em produtos concretos, que contribuam para facilitar o trabalho cotidiano do produtor do Estado do Rio de Janeiro.

Ele destacou também que, durante o processo histórico de ocupação da serra fluminense por agricultores europeus, não se tinha acesso a tecnologias adaptadas àquele ambiente. “O fato de a Região Serrana estar sediando esse encontro é muito significativo, porque foi colonizada por alemães e outros povos europeus, que não tinham à época técnicas para a agricultura de montanha e tecnologias que ajudassem a prevenir riscos ambientais”, disse.

Representante do Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha, Lothar Mennicken lembrou que seu país possui grande tradição em cooperação nesta área. “Hoje temos aqui pessoas que trabalham com isso há mais de dez anos. Nosso propósito é possibilitar que pesquisa e desenvolvimento sirvam à população local, para assegurar a implementação e uso dos resultados do projeto”.

O especialista em prevenção de riscos ambientais baseados em ecossistemas, Udo Nehren, da Universidade de Colônia, informou que o projeto possui um pacote de trabalho específico sobre áreas degradadas. “Será interessante também se pudermos promover a prevenção de riscos ambientais no projeto, através do gerenciamento de ecossistemas e das águas, com ações de reflorestamento de matas ciliares, entre outras”.

Nos próximos dias, os pesquisadores percorrem outros municípios do estado, em excursões de campo, divididos em grupos de trabalho sobre temas como áreas degradadas, lavoura de cana-de-açúcar e café, sistemas silvipastoris (criação de gado junto com plantio de árvores), monitoramento de água e saneamento.

Agenda:

13 a 18/3 – Água e saneamento (Nova Friburgo / Cachoeiras de Macacu / São Fidélis)

14 a 16/3 – Recuperação de áreas degradadas e paisagens (Nova Friburgo, Itaocara, Itaperuna, Varre-Sai)

14 a 15/3 – Sistemas silvipastoris e café (Itaocara, Itaperuna e Varre-Sai)

14 a 16/3 –Colheita mecanizada de cana-de-açúcar (Campos dos Goytacazes)

Visita a unidades de produção familiar de cana-de-açúcar e à Cooperativa Agroindustrial do Rio de Janeiro (indústria sucroalcooleira COAGRO).

Visita à unidade industrial arrendada pela empresa.

Participantes: Pesquisadores das universidades alemãs, Pesagro-Rio, Emater-Rio.

14/03 - 10h - Auditório da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) - Campus Campos. O grupo de pesquisadores vai discutir com a Coagro e agricultores, modelos de colheitadeiras para o desenvolvimento de um protótipo, bem como outros equipamentos de processamento de cana na indústria. O grupo que virá ao Norte Fluminense está sob a coordenação da pesquisadora Sabine Schlüter e do pesquisador Juan Carlos Torrico.

› FONTE: Macať News (www.macaenews.com.br)