Primeiros micos-leões-dourados de 2015 nascem em Silva Jardim

Publicado em 27/02/2015 Editoria: Meio Ambiente
Atualmente mais de 3 mil animais da espécie vivem na Reserva Biológica

Atualmente mais de 3 mil animais da espécie vivem na Reserva Biológica

Uma boa notícia foi confirmada pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD). Nasceram os primeiros filhotes da espécie este ano na Reserva Biológica de Poço das Antas, localizada no município de Silva Jardim. Os dois miquinhos nascidos no dia 30 de janeiro fazem parte do grupo “Banana Ouro”, um dos cinco monitorados por biólogos da AMLD, agora contando com nove indivíduos. Ainda não se sabe o sexo, peso nem o tamanho dos novos integrantes, uma vez que essas informações só poderão ser capturadas para estudo quando completarem seis meses de idade. Na edição passada, o jornal RJNEWS fez uma matéria especial mostrando a importância da reserva na região.

Graças à fundação da Reserva Biológica de Poço das Antas, localizada no município de Silva Jardim, e a atuação da Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), a população da espécie natural da mata atlântica de baixada considerada em extinção, vem apresentando positivos índices de recuperação. Prova disso são os cerca de 3.200 micos que atualmente vivem na reserva e em fazendas que se estendem por oito municípios da região, um número bastante elevado se comparado aos 200 micos que viviam na localidade nos anos 80, em apenas 3 mil hectares de mata.

“O mico-leão-dourado continua em processo de extinção, porque o grande problema é a falta de habitat. A floresta está extremamente fragmentada. O que restou está no alto das serras, mas o mico não sobe serra. Ele disputa o território que também é ocupado pela pecuária, agricultura e pela expansão das cidades”, explicou a bióloga Andréia F. Martins.

Para obter um efetivo controle sobre a população da espécie, a equipe de Metapopulação da AMLD realiza o monitoramento diário na reserva, dentre outras ações, como a translocação das famílias para evitar problemas gerados pela consanguinidade, recupera e enriquece áreas degradadas para ampliar o habitat dos micos-leões-dourados, promove um trabalho de educação e conscientização ambiental nas comunidades locais ressaltando a importância da conservação dessa espécie. Frequentemente, pesquisadores brasileiros e estrangeiros contribuem com pesquisas para que se possa ter maior compreensão sobre mico-leão.

› FONTE: RJ News