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MP denuncia 43 no processo da boate Kiss

Publicado em 06/12/2014 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


O Ministério Público denunciou, nesta sexta-feira, 43 pessoas no processo que investiga os responsáveis pelo incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que deixou 242 mortos em janeiro do ano passado. A promotoria acusou novos suspeitos por falsidade ideológica, falso testemunho e fraude processual, porque teriam contribuído para fraudar a consulta popular exigida pela prefeitura para abertura do estabelecimento.

O MP ofereceu a denúncia contra sete pessoas diretamente ligadas à boate Kiss (Elissandro Callegaro Spohr, Tiago Flores Mutti, Santiago Mugica Mutti, Cíntia Flores Mutti, Élton Cristiano Uroda, Alexandre Silva da Costa, Eliseo Jorge Spohr) por fraudar a consulta popular exigida pela prefeitura para o alvará de abertura do estabelecimento. Outras 27 pessoas foram denunciadas porque assinaram a consulta aprovando a abertura da casa, mesmo não morando nos arredores da boate.

Ainda nesta sexta-feira, os promotores de Justiça pediram o arquivamento dos indiciamentos por crimes contra a Administração Ambiental, referentes a Alexandre Silva da Costa, Tiago Flores Mutti, Cristina Gorski Trevisan, Marcos Vinícios Ramos Moraes, Carlos Alberto Souza Buzatti e Luiz Alberto Carvalho Júnior. Arquivaram também o indiciamento por crime de fraude processual contra Elsa Maria Prola; por crimes de falso testemunho, quanto a Volmir Astor Panzer e Luciane Flores Prestes, e por crime de falsidade ideológica, para Cristina Gorski Trevisan.

Limpeza e descontaminação da boate

Os trabalhos de descontaminação e limpeza da boate Kiss devem eliminar as mais de 200 substâncias tóxicas que ficaram no interior do estabelecimento. Familiares das vítimas mortas no incêndio, que aconteceu em janeiro de 2013, montaram uma vigília em frente ao local para acompanhar a limpeza.

Dois contêineres com capacidade para 23 toneladas cada começaram a ser preenchidos com destroços e cinzas da boate. Eles são levados de caminhão até um aterro especial em capela de Santana, na região metropolitana de Porto Alegre. Nesta quarta-feira, foram encontrados no interior da casa noturna 366 sapatos e tênis, além de cerca de 40 camisetas, telefones celulares, brincos e carteiras pertencentes às vítimas.

Os objetos pessoais continuam no prédio, em uma sacola plástica especial, até que a Justiça autorize a descontaminação e a entrega aos familiares. Existe a possibilidade de os próprios familiares arcarem com os custos da desintoxicação dos objetos, segundo o juiz Ulysses Louzada, responsável pelo caso.

A descontaminação vai demorar no máximo uma semana. Os técnicos ainda vão aspirar as cinzas, retirar móveis e limpar o chão e teto da boate. O juiz que acompanha as investigações visitará o prédio na sexta-feira. Após a limpeza, poderá ser feita uma reconstituição da tragédia.

Relembre o caso

O incêndio, que ocorreu no dia 27 de janeiro de 2013, começou quando o vocalista da banda Gurizada Fandangueira acendeu um sinalizador que queimou a espuma que revestia o teto da casa noturna. Ao todo, 242 pessoas morreram. Dois proprietários da Kiss e dois músicos da banda respondem em liberdade por homicídio e tentativa de homicídio.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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