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SC: 287 votos 'perdidos' podem mudar resultado do pleito

Publicado em 31/10/2014 Editoria: Eleições 2014 sem comentários Comente! Imprimir


A eleição ainda não acabou em Içara, no sul de Santa Catarina: uma urna eletrônica quebrou na pequena cidade de 58.883 habitantes no primeiro turno e 287 votos foram perdidos. O número seria suficiente para alterar o resultado da corrida por uma vaga na Assembleia Estadual. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a Justiça Eleitoral, 8.755 urnas foram trocadas ou substituídas em todo o Brasil – e apenas na seção 458 da 79ª Zona Eleitoral houve um problema desse tipo.

Ao detectar-se a falha na urna, diversas tentativas foram feitas para reaver os votos e manter o equipamento operando. A memória da máquina com defeito foi trocada, mas nada surtiu efeito. A questão atrasou por duas horas o fechamento da seção. Cerca de 60 eleitores desistiram e foram embora. Partiu-se então para a votação com cédula. Outros 43 eleitores votaram e tiveram os votos computados. Mas, como não foi possível recuperar os eletrônicos, a junta responsável pela seção anulou os 287 votos anteriores.

O deputado estadual Dóia Guglielmi (PSDB), que não se reelegeu por apenas 38 votos, é natural de Içara e teve uma média de exatos 38 votos nas outras três seções da mesma escola onde estava a urna com problema. Quem acabou eleito pela coligação, contudo, foi o ex-deputado federal Dr. Vicente (PSDB), que tem base eleitoral no outro extremo do Estado e teve apenas três votos em Içara, onde Guglielmi foi o mais votado (obteve 4.489 votos, ou 15% do total da cidade).

Para tentar reverter o resultado, a coligação do PSDB e um advogado indicado por Guglielmi recorreram à Justiça Eleitoral e pediram que uma perícia fosse feita na urna.
No último dia 15, a juíza eleitoral Bárbara Thomaselli acatou o pedido. "Tudo leva a crer que a contagem de todos os votos modifique sua situação [de Guglielmi]", disse.

Nesta semana, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina ratificou a decisão e aprovou a realização de uma audiência pública para a perícia na urna, que está lacrada.
Determinou ainda que técnicos do Tribunal Superior Eleitoral acompanhem a audiência para, se preciso, tentar a recuperação de dados previamente criptografados, acessados apenas por técnicos, e finalmente determinar o resultado da eleição no Estado.

› FONTE: Abril


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