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Tornar Rio das Ostras polo de captação de órgãos é uma das metas da gestão pública

Publicado em 31/10/2014 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Servidores da rede municipal estão sendo capacitados sobre as etapas da doação e captação de órgãos até o transplante

Servidores da rede municipal estão sendo capacitados sobre as etapas da doação e captação de órgãos até o transplante

Em fevereiro deste ano, o Hospital Mu­nicipal de Rio das Ostras realizou a primeira captação de órgãos para doação, a partir do ato de solidariedade da espo­sa de um paciente que teve morte encefálica. Essa pode ter sido a primeira de outras oportunidades de salvar vi­das. A pedido da secretaria municipal de Saúde, técni­cos do Programa Estadual de Transplantes do Rio de Ja­neiro (PET) estiveram na ci­dade, capacitando servidores da rede municipal sobre as etapas da doação e captação de órgãos até o transplante.

O encontro aconteceu no Hospital Municipal, reunin­do cerca de 20 profissionais. Ministrado pela assistente social do Programa Estadual, Priscila Paura, e pelo médico Sandro Montezano, o Curso Básico de “Processo Doação-Transplante” tratou das especificidades de todo o processo, desde a doação até transplante. Os especia­listas também falaram sobre aspectos técnicos da morte encefálica e da avaliação do potencial doador de órgão e tecido para o transplante. Eles ainda informaram sobre o acolhimento, que inclui a entrevista familiar.

De acordo com a secre­tária de Saúde, Ana Cristina Guerrieri, para que o muni­cípio seja incluído na rede de captação é preciso contar com uma unidade de saúde com um leito de ventilação mecânica (que permita man­ter o organismo funcionan­do por aparelhos) e pessoas qualificadas para identificar e fazer o contato junto ao Pro­grama de Transplante. “No início deste ano, o trabalho da nossa equipe possibilitou a doação de órgãos de um pa­ciente que veio a óbito na UTI do Hospital. A qualificação dos profissionais de saúde inclui o Município na rede de captação, ampliando o núme­ro de novos doadores no Es­tado e no País. Isso significa mais esperança para aqueles pacientes que aguardam na fila do transplante”, disse.

Participaram da qualifi­cação, médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólo­gos, que atuam no Hospital, UTI e atendimento de emer­gência, além de profissionais do laboratório e administra­tivo da Rede Municipal de Rio das Ostras. Os profis­sionais de saúde entende­ram melhor como acontece a doação de órgãos no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro, inteirando-se de alguns as­pectos legais, éticos e técni­cos do diagnóstico de morte encefálica.

De acordo com o médico Sandro Montezano, de 100 internações realizadas na rede de saúde, cerca de 10% a 14% evoluem para mor­te cerebral. Esses pacientes poderiam vir a salvar ou­tras vidas, se mais hospitais contassem com equipes ca­pacitadas para promover, a tempo, a comunicação entre o Programa de Transplantes e os familiares.

O médico ressalta que já houve um avanço na cap­tação de órgãos no Estado do Rio de Janeiro, fruto do trabalho que vem sendo re­alizado nos hospitais e que também tem resultado na sensibilização de mais fami­liares. “É necessária muita habilidade no primeiro con­tato com a família do pos­sível doador que vive um momento de dor”, completa Montezano.

O Estado do Rio de Ja­neiro atingiu a segunda po­sição nacional em captação de órgãos, de acordo com dados da Associação Brasi­leira de Transplante de Ór­gãos. O Programa Estadual de Transplantes registrou 124 doações e 305 trans­plantes realizados este ano. No ano passado, foram 225 doadores. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.transplante.rj.gov.br ou pelo Disque-Transplan­te: 155, telefone pelo qual o Programa também recebe informações sobre possíveis doadores.

› FONTE: RJ News


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