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Fraude na Caixa: suplente de deputado é preso

Publicado em 18/01/2014 Editoria: Segurança sem comentários Comente! Imprimir


O suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB) foi detido há pouco pela PF (Polícia Federal). Ele é suspeito de fazer parte do esquema que desviou cerca de R$ 73 milhões da Caixa Econômica Federal no final de 2013. O crime é tratado como a maior fraude já sofrida pela instituição.

Segundo o delegado federal Omar Pepow, o suplente foi detido entre as cidades de Carolina e Estreito, na região sul do Maranhão. Neto está sendo conduzido para Araguaína, onde deve prestar depoimento ainda hoje.

Pepow afirmou que, ao investigar a fraude - denunciada pelo próprio banco estatal -, a PF encontrou indícios de que Neto forneceu uma conta de luz de uma ex-empregada sua para que integrantes do esquema abrissem uma conta-corrente numa agência da Caixa de Tocantinópolis (TO).

Pouco tempo depois, os cerca de R$ 73 milhões foram depositados nessa conta, como se fossem o pagamento de um prêmio da Mega-Sena que nunca existiu. Por fim, o dinheiro foi transferido para várias contas.

Durante as investigações das denúncias apresentadas pela Caixa, a PF prendeu o ex-gerente-geral da agência de Tocantinópolis Robson Pereira do Nascimento. De acordo com o delegado federal, há gravações de conversas telefônicas, obtidas com autorização judicial, em que o ex-gerente, pouco antes de ser preso, pede ajuda a Neto para se defender, demonstrando já ter conhecimento de que a PF investigava o assunto e identificara alguns dos envolvidos no esquema.

Segundo a PF, aproximadamente 70% do total desviado já foram recuperados. As investigações continuam. Quatro pessoas estão sendo procuradas. Além de cinco mandados de prisão preventiva, a Justiça expediu dez mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva a serem cumpridos em Goiás, Maranhão e São Paulo.

Ao todo, 65 policiais federais do Tocantins, de Goiás, do Maranhão e de São Paulo participam da operação, que recebeu o nome de “Éskhara” e conta com o apoio do MPF (Ministério Público Federal).

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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