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Casa de Cultura de Rio das Ostras abre espaço para a luteria local

Publicado em 29/08/2014 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


Alexandre foi um dos primeiros alunos da oficina de luteria desenvolvida pela Fundição Escola de Artes e Ofícios a partir de 2002

Alexandre foi um dos primeiros alunos da oficina de luteria desenvolvida pela Fundição Escola de Artes e Ofícios a partir de 2002

A Fundação Rio das Os­tras de Cultura mais uma vez abre as portas para que a população e visitantes a conhecerem a exposição de luteria na Casa de Cultu­ra Bento Costa Junior, no centro da cidade. A mostra ficará aberta ao público até sábado, dia 30, e exibe al­guns instrumentos realiza­dos pelo lutier riostrense, Alexandre Marinho.

Apaixonado pela pecu­liaridade do som da rabeca, Alexandre foi um dos pri­meiros alunos da oficina de luteria desenvolvida pela Fundição Escola de Artes e Ofícios a partir de 2002. Em contato com grandes profis­sionais do ramo, ele dedicou anos de sua vida estudando a arte de produzir instru­mentos de corda como violi­nos, violas e rebecas, desde o princípio acreditando que seria essa sua principal mo­tivação e vocação.

A qualidade dos primei­ros trabalhos realizados por Alexandre foi tão elogiada, que a Fundição lhe convidou recentemente para se tornar o novo instrutor das ofici­nas, dando continuidade a passagem do conhecimento e ajudando a manter viva no município uma importante tradição que provém antes mesmo do período medie­val. Além das aulas, o lutier vem desenvolvendo diver­sos projetos educacionais e culturais, com destaque para o ‘Violata’, que atingiu grade notoriedade e rendeu o Prêmio Cultura 2014, da Secretaria de Cultura do Es­tado do Rio de Janeiro ao município.

No projeto, que concor­reu com centenas de traba­lhos desenvolvidos em todo o Estado, Alexandre elabo­rou um novo instrumento a partir de lata e outros mate­riais descartados, cuja sono­ridade diferenciada impres­sionou até mesmo grandes concertistas e lutieres pre­sentes no dia da premiação, ocorrida esse ano no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. “O mais interessante do ‘Viola­ta’ é que é um projeto demo­cratizante, onde até as pes­soas mais humildes podem a confeccionar seu próprio instrumento utilizando um material de fácil acesso, ou melhor, transformando lixo em arte”, descreve o lutier.

Beneficiado por um edi­tal da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Alexandre Marinho também teve o prestígio de represen­tar no início desse mês não apenas sua cidade, mas o Brasil, no Festival ‘’Andan­ças’’, em Portugal, com um workshop de rabecas. Fasci­nado pelo encontro cultural e contatos estabelecidos nos 10 dias de viagem, Alexan­dre diz ter recebido diver­sos convites para tocar em outros festivais e até mesmo formar um conjunto para uma turnê. “O que mais me impressionou nessa viagem, foi perceber como a música e a arte de maneira geral é valorizada na Europa, pois não é tida como um simples entretenimento, mas sim como algo essencial da edu­cação. Acho que precisamos ampliar essa mentalidade no nosso cotidiano, pois não há nada mais enriquecedor do que arte”, acrescentou. 

› FONTE: RJ News


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