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Grupo Cria se prepara para apresentação no Teatro Municipal de Macaé

Publicado em 29/08/2014 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


Elenco de a Farsa da Mulher Trancada - Grupo Cria

Elenco de a Farsa da Mulher Trancada - Grupo Cria

Entre o final do mês de ju­lho e o início desse mês, o gru­po de teatro Cria representou Rio das Ostras em dois impor­tantes festivais. Os mesmos levaram para a cidade cinco troféus, doze indicações a prê­mios, além de convites para se apresentarem em outros festivais. O grupo volta a se apresentar, mas desta vez no Teatro Municipal de Macaé, durante os dias 4 e 5 de ou­tubro com o espetáculo ‘Brin­quedos de Heloísa’.

A peça propõe questiona­mentos sobre o quanto vale a pena ser gente a partir da história de quatro brinque­dos. Ela concorreu com 20 outros trabalhos e foi ava­liada pelo júri e pelo público como uma ‘obra contunden­te, com estética cênica de extrema poesia e sutilezas para mostrar uma metáfora da vida humana’, ganhando por isso a premiação de me­lhor espetáculo, melhor ator, sonoplastia e composição original.

Outra será no Teatro Armando Gonzaga, em Ma­rechal Hermes – subúrbio do Rio, nos dias 24 e 25 de setembro do subúrbio cario­ca. A primeira participação foi no 36º Festival de Teatro da Fetaerj - Federação de Teatro Associativo do Rio de Janeiro – Prêmio Paschoali­no 2014, em Paty do Alferes no interior. Na ocasião, a Cia apresentou o espetáculo “Brinquedos de Heloísa”.

Apresentando projetos artísticos interruptamente desde 1990, antes mesmo do município de Rio das Ostras ser emancipado, o Grupo Cria foi fundado pela atriz e diretora Cláudia Byspo em sua própria casa. Atualmen­te o grupo conta com um nú­cleo permanente de criação, produção e pesquisa com 15 artistas que se mantém com a realização de alguns tra­balhos particulares e editais públicos, tais como o ‘IN CENA Rio das Ostras’, ofere­cido pela prefeitura, através do qual foi possível conceber o espetáculo ‘Brinquedos de Heloisa’ em junho desse ano.

“Incentivar o teatro em Rio das Ostras é uma ação de política pública que leva a democratização cultural. Te­mos uma escola de formação na cidade, e os atores forma­dos precisam ter mercado de trabalho em sua própria cidade para atuar. Temos também o Teatro Popular que precisa ter o repertório local em sua pauta”, afirma Cláudia Byspo.

Segundo ela, quando um espetáculo sai de Rio das Os­tras para ganhar outros pal­cos, é a identidade artística da cidade que é defendida e exportada. “A troca com outros grupos e outras lin­guagens teatrais, realimenta o fazer teatral”, acrescenta. O grupo apresentou ainda a peça “A Farsa da Mulher Trancada” no IX Festival de Teatro de Paranavai, no Pa­raná, também no início desse mês. O espetáculo de rua foi selecionado entre 154 ins­crições de todo o país e con­quistou o prêmio de melhor atriz coadjuvante, cuja eleita foi Cláudia Byspo, e indica­ção para melhor ator coadju­vante para Marcelo Thomas.

Segundo o ator Car­los Jorge, as indicações e prêmios refletem sempre o caráter artístico da obra. “Participar desses festivais é uma oportunidade de es­tudo, intercâmbio e aquisi­ção de muito conhecimen­to, além de apresentar ao mundo o que se faz de teatro em Rio das Ostras”, afirma. Carlos integra o grupo des­de 2007 e ressalta sua im­portância. “Posso dizer que não sou mais o mesmo ator de quando comecei no gru­po. Os espetáculos, o estudo, os festivais, só me fizeram crescer”, percebe.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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