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Pesquisas alertam para o desinteresse dos jovens pelas eleições

Publicado em 12/09/2014 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


Uma das preocupações dos jovens é a falta de estímulo nas escolas e sociedade, para que voltem a se interessar pela política e queiram participar das eleições

Uma das preocupações dos jovens é a falta de estímulo nas escolas e sociedade, para que voltem a se interessar pela política e queiram participar das eleições

O Brasil inteiro já se prepara para a próxima eleição, cujo primeiro turno vai ocorrer no dia 5 de outubro, e serão eleitos o presidente da república, de­putados federais, deputados estaduais, senadores e go­vernadores, para exercerem o próximo mandato de qua­tro anos. Com 142.822.046 eleitores aptos a participar do plebiscito, segundo dados do Tribunal Superior Eleito­ral (TSE), cerca de 24,8 mi­lhões condizem à faixa etária jovem, entre 16 e 24 anos, um número que pode fazer a diferença nos resultados.

Entretanto, um fato que tem preocupado candidatos, sociólogos e cientistas polí­ticos é o crescente desinte­resse nas eleições por parte dos jovens, principalmente, após a onda de protestos que tomou as ruas do país, em ju­nho e julho do ano passado. Dados esses que se concre­tizam em recentes pesqui­sas, realizadas pelo Instituto Brasileiro de Opinião Públi­ca e Estatística, Ibope, onde 17% dos jovens entre 18 e 24 anos pretende anular ou vo­tar em branco nessa eleição, um índice superior aos 10% da eleição passada. Há uma preocupação também muito grande com os adolescentes de 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo e correspondem a cerca de 2,9 milhões de elei­tores. Segundo as pesquisas do Ibope, enquanto a reti­rada do título de eleitor nas eleições de 2006 e 2010 ficou entre 36% e 37%, em 2014 o mesmo índice caiu para 26%.

Em Rio das Ostras, o es­tudante Jhonatan Costa, está entre os 996 jovens que rea­lizaram o alistamento mili­tar esse ano e, a exemplo da maior parcela do grupo, re­solveu tirar o título de eleitor só agora, quando este passou a ser obrigatório. Desestimu­lado com o atual cenário po­lítico do país, Jhonatan pre­tende votar nulo em todas as opções e se diz contra o voto obrigatório. “Acredito que a corrupção e os escândalos abalaram a nossa confiança, não temos muitas opções. Creio que falta também um maior diálogo entre os can­didatos e os eleitores, não é possível que essa interação fique restrita somente ao pe­ríodo eleitoral”, opina.

No entanto, por mais que o desinteresse por parte dos jovens seja cada vez mais comum, ainda existem as exceções, como é o caso do universitário de 21 anos, Ca­íque Soares. “Mesmo saben­do que não existem grandes propostas de renovação, as eleições são muito impor­tantes para o país. Depois de muita dificuldade e pesqui­sas, já consegui definir todos os meus candidatos”, afirma Caíque, citando as manifes­tações do ano passado como um exemplo concreto da in­satisfação da população, e apontando as eleições como melhor ferramenta na busca pela mudança.

Já na opinião da univer­sitária Carol Lopes, de 22 anos, faltam estímulos para que o jovem volte a se inte­ressar pela política e queiram participar das eleições. “Nas escolas deveria ser ensina­do educação política, noções básicas de direito, filosofia, sociologia e outras discipli­nas que incentivam um maior conhecimento sobre a nossa sociedade e as maneiras que temos para melhorá-la”, des­creve. Com todos os candida­tos escolhidos para a próxima eleição, Carol lamenta reco­nhecer que jovens como ela estão se tornando exceções em um momento onde novos pontos de vista nunca antes foram tão necessários.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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