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Pais de alunos recebendo orientações sobre meningite

Publicado em 13/08/2014 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Nesta terça-feira (12), pais e responsáveis pelos  alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Maria de Maris Sarmento Torres, situada na Imbetiba, receberam orientações da equipe da  Vigilância  Epidemiológica  da Secretaria de Saúde sobre a meningite.  A escola conta com 268 alunos na faixa de dois a cinco anos. No último domingo (10), uma criança que estudava na unidade, faleceu com um quadro sugestivo de meningococcemia grave - o nome que se dá aos casos suspeitos de meningite grave, enquanto não se tem a comprovação com exame laboratorial da doença.
 
Durante o encontro, realizado na tarde desta terça-feira auditório do Colégio Estadual Irene Meireles, na Imbetiba, os alunos da turma da criança foram  atendidos pelo infectologista e   gerente da Vigilância Epidemiológica da rede municipal de saúde, André Luis Faria. Os colegas de turma do menino - que tiveram contato direto e íntimo por no mínimo quatro horas - receberam a quimioprofilaxia (antibióticos). 
 
A aluna da unidade, Ana Luísa  da  Cunha, foi uma das atendidas.  De acordo com a mãe, Elaine da Cunha, as  informações transmitidas pelo médico foram importantes. “Agora estou mais tranquila. O médico tirou todas as minhas dúvidas. Minha filha continuará indo para a escola normalmente”, falou. Da mesma opinião é o pai da estudante, Evelin Barbosa. “Fiquei apreensivo com a situação, mas depois que recebi as orientações da equipe, vou seguir as dicas e ficar mais atento quanto  às questões como atualização da vacina e melhor  higiene dos ambientes”, contou Leonardo Barbosa.
 
O encontro contou com a participação da secretária de Educação, Lúcia Thomaz, que ressaltou a importância de os pais receberem informações no sentido do cuidado e da prevenção quanto à doença. Também estiveram presentes a  subsecretária  de Educação Infantil, Cristina Burle, e o coordenador do Programa Saúde na Escola (PSE) da Secretaria de Educação, Marcelo Machado, que seguirá o cronograma de atividades, divulgando a importância da atualização da vacina  e orientando quanto à cobertura vacinal dos estudantes da rede municipal.
 
Limpeza - Nesta segunda (11) e terça-feira (12), a escola de Educação Infantil Maria de Maris Sarmento Torres foi limpa e higienizada. A diretora da unidade, Elizeth Ferreira, contou que todas as salas estão com portas e janelas abertas para facilitar a ventilação.  
 
De acordo com o médico infectologista André Luís Faria, não há necessidade de suspender as aulas na escola, pois  a bactéria de meningite só é transmitida por contato prolongado e íntimo, acima de quatro horas. Segundo ele, também deve ser levado em consideração que não há risco de transmissão de meningite em situações como compartilhamento de objetos, como copos e brinquedos.  Alunos da mesma escola que estudem em salas diferentes ou que frequentem o mesmo espaço, em turnos diferentes, também não correm tiscos.
 
- Também nesses casos o aluno não  está propenso a ter a doença - pontuou o infectologista.
 
A incidência de casos de meningite no inverno é comum em todo o Brasil. Porém, de acordo com registros da Vigilância Epidemiológica, nos últimos dez  anos não há  registro do surto da meningite em Macaé. Conforme normas do Ministério da Saúde, no caso de Macaé não existe indicação de vacinação da meningite (que tem o prazo de duas semanas para fazer efeito). Uma campanha de vacinação é indicada na ocorrência de surto. Fora disso, o Ministério da Saúde diz que apenas as crianças até dois anos devem ser vacinadas.
 
Prevenção
 
A Prefeitura de Macaé  está adotando todas as medidas cabíveis quanto às informações sobre a meningite. Para isso, as secretarias de Saúde, por meio da Vigilância  Epidemiológica, e de Educação, com o Programa Saúde na Escola (PSE), estão orientando pais e responsáveis de alunos da rede municipal quanto à importância da  atualização do cartão de vacina, reforço das medidas de higiene e deixar ambientes arejados e ventilados, evitando assim a umidade.
 
A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, conhecidas como meninges. Os sintomas mais comuns de meningite são forte dor de cabeça e rigidez de nuca associados a febre alta, confusão mental, alteração do nível de consciência, vômitos e a intolerância à luz (fotofobia) ou a sons altos (fonofobia). 
 
Algumas vezes, especialmente as crianças pequenas podem apresentar somente sintomas inespecíficos, como irritabilidade e sonolência. Os pais e responsáveis devem ficar atentos para o estado da criança, se ela está diferente do normal. A presença de erupção cutânea pode indicar um caso particular de meningite: a causada por bactérias do tipo meningococos. 
 
Em 2013, foram 18 casos de meningite em Macaé, sendo cinco de meningite meningocócica. Em 2014, foram 11 casos, sendo um caso de meningite meningocócica e um de meningococcemia. 
 
Definição de caso suspeito de meningite
 
·         Crianças acima de 1 ano e adultos com febre, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez da nuca, convulsões e/ou manchas vermelhas no corpo.
 
·         Em crianças abaixo de um ano de idade, os sintomas clássicos podem não ser tão evidentes. É importante considerar para a suspeita diagnóstica sinais de irritabilidade, como choro persistente, sonolência, convulsões, anorexia.
 
Proteção individual e da população –  O isolamento do paciente está indicado apenas durante as primeiras 24 horas do tratamento com o antibiótico adequado. Nos casos de doença meningocócica ou meningite por Haemophilus influenzae está indicada a quimioprofilaxia do caso e dos contatos próximos. O medicamento de escolha para a quimioprofilaxia, prevenção por intermédio de remédio, é a rifampicina, que deve ser administrada em dose adequada e simultaneamente a todos os contatos próximos, sob orientação de um profissional da Vigilância Epidemiológica.
 
Doença Meningocócica – caracteriza-se pela presença de quadro clínico suspeito associado a petéquias/sufusões hemorrágicas pelo corpo ou exame laboratorial compatível com Neisseria meningitidis.
 
Contato íntimo: moradores do mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório e/ou ambientes de trabalho e estudo, comunicantes de creches e pessoas diretamente expostas a secreções do paciente.
 
Proteção dos profissionais de saúde - A quimioprofilaxia não está indicada para pessoal médico ou de enfermagem, sem uso de EPIs, que tenha atendido pacientes com meningites bacterianas, a menos os que tiveram exposição às secreções respiratórias durante procedimentos como respiração boca a boca e/ou entubação e/ou exame de fundo de olho.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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