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Cuidados com a saúde devem ser redobrados no inverno

Publicado em 08/08/2014 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Imunologista, Tatiana Monteiro, chama atenção para os problemas respiratórios que se agravam nesse período do ano

Imunologista, Tatiana Monteiro, chama atenção para os problemas respiratórios que se agravam nesse período do ano

Recentes pesquisas, tal como a realiza­da pela TNS Global Marketing Rese­arch, apontam o brasileiro como campeão na quan­tidade de banhos em todo o mundo, com uma média de 19 banhos por semana. Acontece que, se por um lado o banho é considerado sinô­nimo de higiene, seu excesso pode ser prejudicial à saúde, principalmente no inverno, quando as pessoas costu­mam abusar da temperatura da água para fugir do frio.

Para entender melhor a reação imunológica do cor­po, a equipe de reportagem do jornal RJNEWS conver­sou com uma profissional da área. A imunologista, Tatiana Monteiro, explica que o banho quente, o uso excessivo do sabonete e da bucha vegetal, por exemplo, retiram a camada natural da pele, chamada também de manto lipídico, que tem por função proteger o organis­mo de invasores como vírus e bactérias, responsáveis por causar a gripe, resfriado, pneumonia, sinusite, dentre outras doenças.

De forma bem objetiva, ela explica que no inverno, quando a umidade do ar cos­tuma ficar mais baixa do que as demais estações do ano, a pele fica mais ressecada, por isso, é necessário ter um cui­dado redobrado. “A questão do banho gelado como algo que faz bem é um mito, mas o ideal é que se evite o banho muito quente, preferindo a água morna, e evitar os sabo­netes antibacterianos, afinal, precisamos dos organismos vivos que atuam como uma barreira em nossa pele. Tam­bém é muito importante o uso de cremes hidratantes para a pele, principalmente, os que contenham ureia ou cerami­da”, recomenda Tatiana.

Ela também chama aten­ção para os problemas respi­ratórios que se agravam nes­se período do ano, tais como amigdalite, bronquiolite, gri­ pe, otite, pneumonia, resfriado sinusite, rinite alérgica e asma. “No inverno, a baixa umidade do ar, as mudanças bruscas de temperatura são os principais motivos de preocupações, es­pecialmente para quem já tem doenças respiratórias crônicas. Os ambientes mais fechados e com uma menor ventilação facilitam a transmissão dos agentes como o vírus, que fica suspenso no ar por até 24 horas, e os bacilos, até 18 horas”, esclarece.

Tatiana disse ainda que Rio das Ostras, por ser uma cidade com alto índice de umidade, devido sua pro­ximidade mar, ocorre uma proliferação muito grande de fungos e de ácaros nas moradias, portanto, devem­-se tomar certos cuidados. “No inverno, é recomendá­vel que se lave todos os aga­salhos e cobertores antes de entrarem em uso, após o ba­nho, estender as toalhas mo­lhadas, se possível expô-las ao sol para que não acumule fungos, manter os cômodos da casa arejados, trocar se­manalmente as roupas de cama e evitar o acúmulo de poeira”, indica.

› FONTE: RJ News


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