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Iniciação à Robótica envolve alunos de 10 escolas municipais

Publicado em 06/08/2014 Editoria: Educação 1 comentário Comente! Imprimir


Moisés Bruno

Moisés Bruno

O projeto de Iniciação à Robótica da rede municipal envolve cerca de 100 alunos da rede municipal. Os jovens pesquisadores de dez unidades municipais de ensino se destacam na montagem e programação de robôs ao associar conceitos básicos de Mecânica e Eletrônica. A oportunidade apresenta possibilidades de aprender mais sobre outras matérias curriculares, normalmente consideradas complexas, como Ciências, Matemática e Física. O projeto contribui para o desenvolvimento de habilidades como concentração, raciocínio lógico e resolução de problemas 
 
O trabalho foi iniciado com o projeto piloto junto aos estudantes do Colégio Municipal Elza Ibrahim e envolve alunos de outras nove unidades municipais; Eda Moreira Daflon, Amil Tanos, Antônio Alvarez Parada, Professora Elza Ibrahim, Professora Maria Letícia Santos Carvalho, Polivalente Anísio Teixeira, Sana, Colégio Aplicação (CAp) e Natálio Salvador Antunes. 
 
Para o projeto coordenado pela especialista Luemy Ávila, a rede municipal vai utilizar kits didáticos NXT (Lego), cedidos pela empresa Lego, que serão utilizados na montagem de robôs. O próximo passo das equipes é a participação na Feira Educacional de Robótica-Torneio Municipal, que vai acontecer no  próximo dia 26, das 10h às 17h, na sede da Fundação Educacional de Macaé (Funemac). Para fazer parte da programação, os jovens são orientados pelos professores das unidades e por 15 alunos do curso de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ- Funemac). 
 
A feira terá como assunto central “Corpo em Movimento”, que vai destacar pesquisas tecnológicas mais avançadas voltadas para o corpo como exames, profilaxia e protótipos com processos ligados à cura. Já pensando como futuros cientistas e engenheiros, os alunos do colégio Ancyra Gonçalves estão pesquisando a respeito da Ostegenesis Imperfecta (doença conhecida como ossos de vidro). A iniciativa visa procurar possibilidades que podem ajudar na saúde da aluna da escola, Jhennefer de Melo Carvalho, do 8º ano, que apresenta da doença.
 
Os alunos que formaram a equipe “CyberCyra” se mostram interessados em soluções que podem ser apresentadas no “tapete Lego”. Richard Bitencourt, de 12 anos é um deles. “Além da oportunidade de estudar Ciências, montagem e  programação, temos a chance de saber mais sobre a doença dos  Ossos de Vidro, quanto aos avanços tecnológicos, que poderiam ajudar a nossa colega”, disse. O aluno Lucas Alves afirmou que está estudando também outras disciplinas. “Temos que ter muita concentração e dedicação para  que a nossa equipe consiga se classificar no torneio”, conta.
 
O trabalho dos alunos recebeu, nesta terça-feira (5), a coordenadora de Tecnologia da Informação, Thais Pessanha. Durante visita ela sensibilizou os estudantes quanto à pesquisa, tirou dúvidas sobre doença que afeta os ossos e contou a trajetória de vida, que é marcada pela superação e luta. “Mesmo com a Ostegenesis Imperfecta, estudei normalmente, trabalho e faço atividades domésticas com auxílio de um skate e o uso de acessórios como cotoveleira, capacetes e luvas especiais”, detalhou Thais, usa cadeira de rodas e luta em prol da acessibilidade.
 
- Tenho o grau mais avançado da doença, mas pude perceber a solidariedade dos alunos, que estão interessados pela saúde da colega. Esta é a prova que a nova geração se preocupa com o desconhecido. Estes alunos poderão ser novos médicos e pesquisadores, que podem investir na cura da doença”, comentou Thais.
 
Pensando como futuros cientistas e engenheiros, os alunos foram elogiados pelos monitores universitários. “Me surpreendi com o empenho dos alunos e professores. A recepção quanto ao projeto foi maravilhosa, eles estão curiosos e se dedicam a todas as atividades apresentadas. Sempre me interessei por robótica e poder atuar com adolescentes é uma oportunidade e tanto”, ressaltou o aluno do curso de Engenharia, Pietro Santiago.
 
Para a secretária de Educação, Lúcia Thomaz, a proposta da rede municipal é ampliar o projeto para outras unidades municipais, universalizando o trabalho para toda rede. “A robótica é uma ferramenta motivadora e instigadora, que visa ampliar a formação de competência e valores dos estudantes”, ressaltou.  
 
First Lego - Durante a Feira Educacional de Robótica, as quatro melhores equipes terão a chance de participar do First Lego League-2014 (FLL), evento coordenado no Brasil pelo sistema Sesi-Firjan, previsto para acontecer no final do segundo semestre com a finalidade de buscar novas formas de aprendizagem. Na ocasião, as equipes vão resolver questões do mundo real no projeto de pesquisa. Além disso, ao longo da experiência, eles vão atuar diante de valores fundamentais como cooperação.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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