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Sininho dá sua versão sobre a história de paixões e traições entre militantes

Publicado em 04/08/2014 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


A militante conta nos bastidores de seu relacionamento com Game Over, que veio à tona após depoimento da ex-mulher do manifestante, com quem ele já reatou o casamento

Nas cerca de 3 mil páginas do inquérito aberto pela polícia fluminense contra atos violentos cometidos em protestos residem alguns ingredientes improváveis. Além do curioso indiciamento do filósofo russo Mikhail Bakunin, teórico do anarquismo morto em 1876, um sentimento tão prosaico como a paixão permeia o documento que denuncia 23 manifestantes.

Exemplo emblemático, o depoimento de cerca de cinco horas prestado pela estudante de tecnologia da informação Anne Josephine Rousencrantz, de 21 anos, foi crucial para que se efetuassem as prisões preventivas na véspera da final da Copa do Mundo, em junho deste ano. O que Anne contou a agentes da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) teve raízes em uma batalha amorosa.

Trata-se do triângulo composto por ela, o namorado Luiz Carlos Rendeiro Júnior, conhecido como Game Over, de quem se separou entre abril e setembro de 2013, e Elisa Quadros, a Sininho, com quem Game Over manteve um relacionamento nos bastidores dos protestos.

De acordo com seu testemunho, obtido pelo iG, Anne conta que “mentiu para Game Over dizendo que estava grávida” para que o namorado abandonasse uma greve de fome realizada em prol de sua ideologia e deixasse de vez de participar dos movimentos de ocupação, pois acreditava que ele estava “sendo manipulado” por Sininho. Logo em seguinda, Anne afirma que Sininho se valeu da mesma tática para reconquistar o amante: “[Ela] disse, por telefone, para Game Over que estaria grávida dele, no intuito de trazê-lo de volta ao movimento.”

Sininho contestou, em entrevista , as informações da testemunha. "Eu não menti sobre gravidez, não preciso disso. Se quiser ter um filho sozinho eu vou ter e vou criar. Essa é uma maluquice com a qual eu sabia que ela ia jogar”, respondeu Sininho, contrariada. “Foi o que eu falei pra ele na época: &39;você sabe muito bem o que você fez, e cada um sabe das consequências dos seus atos&39;. Não abortei, mas houve essa questão da gravidez sim."

Segundo a ativista, ambos estavam separados e tiveram um com o outro o único relacionamento desde então. “Ele foi meu único namorado depois do meu casamento, a única pessoa com quem acabei me envolvendo. Eu também fui a única mulher com quem ele se envolveu. Mas agora já voltou pra mulher.” Ainda assim, conta ter sido ameaçada por Anne. “Quando aconteceu essa maluquice toda, ela me procurou e me fez muitas ameaças, mas eu disse que não tinha nada pra falar com ela, que minha questão era só com ele.”

Apesar de ter sido preterida, Sininho conta que durante a greve de fome mantida por Game Over em novembro de 2013, que durou 12 dias e foi realizada na Cinelândia, foi ela quem esteve ao lado do manifestante. “Ela não estava lá, quem ficou do lado dele fui eu. E eles já estavam juntos de novo. Ela podia ter ficado. Por que não ficou?”

 "É muita adrenalina", justifica. "Você não pode confiar em ninguém de fora. Nunca falei as coisas da militância pros meus amigos. Se eles não querem se envolver, não vou ser eu que vou falar sobre isso pra eles. Então isso aproxima muito as pessoas de dentro, você acaba falando as coisas com teu parceiro de movimento, teu companheiro. Como o Game Over não estava casado, não teve traição."

Seu advogado, Marino D&39;Icarahy, qualifica o inquérito como "uma rede de intrigas". "Estão todos agindo e sofrendo juntos. É uma história de muitas paixões: muitas não correspondidas, muitas com traições. É a fulana que pegou ciclano, que transou com o ex de não sei quem. Um negócio afofocado, um absurdo."

Entre os denunciados envolvidos romanticamente estão seu filho, Igor, e a ativista Camila Jourdan; entre as fontes da polícia fluminense para a elaboração do inquérito, constam Felipe Braz Araújo e a ex-namorada, que teria sido assistente de Camila Jourdan na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

"Tem sempre uma desconfiança de relações dentro do grupo, às vezes você se envolve dentro da militância e isso te complica depois. Foi o que aconteceu comigo. A gente tenta tomar muito cuidado nos envolvimentos, mas acaba se tornando inevitável", afirma Elisa. (US)
 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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