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Projeto Canguru trabalha preventivamente com mais de 200 gestantes

Publicado em 01/08/2014 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Secretária de Bem Estar Social, Rose Santos, mostra kit enchoval a gestante do projeto Ivana Miranda

Secretária de Bem Estar Social, Rose Santos, mostra kit enchoval a gestante do projeto Ivana Miranda

Um dos projetos de referência citado pela diretora do departamento de Programas de Saúde, Andréa Viana, é o projeto Canguru, que desenvolve ações preventivas e educativas para melhor atender mulheres gestantes e nutrizes (que estão amamentando) em Rio das Ostras – Embora muitas pessoas não conheçam, este trabalho atende, atualmente, 233 mulheres em fase gestacional no município. Segundo dados da secretaria de Bem Estar Social, de onde o projeto faz parte, de 15% a 18% das assistidas são adolescentes. Para a formação dos grupos de gestantes e nutrizes, a identificação das demandas são apresentadas através dos plantões sociais dos Centros de Referências de Assistência Social (Cras). Os bairros que mais atendem adolescentes grávidas são Cidade Praiana, Nova Cidade e Âncora. 
 
De acordo com a secretária de Bem Estar Social, Rose Santos, o projeto surgiu por conta da quantidade de grávidas na cidade, principalmente, de jovens. Ela explica que nas visitas domiciliares, as assistentes sociais percebiam que, além de jovens carentes, dentro de grande parte das famílias havia também esse perfil. “Sentimos a necessidade de acolher essas mulheres, oferecendo um trabalho, inclusive em parceria com a Saúde e Educação, para que elas pudessem se informar, saber a importância de um pré-natal, conhecer seus direitos e ter um acompanhamento para uma gravidez saudável”, ressalta a secretária, lembrando que no projeto também são criados meios para atrair a presença masculina no acompanhamento pré e pós gestação. 
 
A inclusão no projeto Canguru se dá até o sexto mês de gestação, com sua permanência até o sexto mês de vida do bebê. No oitavo mês de gravidez, é fornecido um kit enxoval para a criança. Segundo a assistente social, Marilena Sardinha, uma vez por semana, são feitas reuniões nos Centros de Referência de Assistência Social de Rio das Ostras (Cras), com equipes de psicólogos e assistentes sociais, que trabalham a família como um todo. Ela destaca que no atendimento a família da gestante, são identificadas várias demandas. Ao analisar as situações, as reuniões são realizadas sempre com objetivo de prevenção e proteção a fim de evitar situações mais graves para as gestantes, futuramente. “O que mais chama a atenção delas é o kit enxoval, mas através do contato conseguimos saber como aconteceu a gravidez, sobre a relação com o companheiro, que métodos utilizavam, entre outras referências. A falta de informação ainda é muito grande. Daí, trabalhamos as palestras, dinâmicas de grupo, oficinas, que contribuam com informações sobre cuidados com o bebê, planejamento familiar, buscando também parcerias para falar sobre outros assuntos como sexualidade, paternidade responsável, direitos e cidadania como um todo”,  informa Marilena. 
 
Ivana Miranda, de 27 anos, está na terceira gravidez e mora no bairro Âncora. Ela conta que resolveu se inscrever no projeto, porque seu marido sofreu um acidente e, por enquanto, não pode trabalhar. A gestante de cinco meses espera um menino. “Conheci outras meninas grávidas que participaram do projeto e acabei me interessando. Faço faxina, às vezes, e como não tenho condições financeiras precisava ter uma ajuda a mais e um acompanhamento melhor na gravidez”, comenta Ivana, que se diz ansiosa para receber o kit para seu bebê. 
 
Ainda segundo a secretária Rose Santos, buscando as demandas pelo caminho da assistência social é possível localizar casos que não passam pelo projeto. Ela ressalta que a denúncia “amiga”, ou seja, de vizinhos ou parentes também é de suma importância no trabalho com mulheres gestantes e nutrizes em vulnerabilidade ou risco social no município. “Às vezes, pegamos um caso que vai desmembrando a família por inteiro. Dessa forma, temos que trabalhar todos. É o papel da assistência fazer essa compreensão, de que a ajuda da família tem uma enorme significância para se ter uma gravidez completa e saudável”, completa.  

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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