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Aluno de Rio das Ostras é único representante brasileiro em intercâmbio de tecnologia na Califórnia

Publicado em 01/08/2014 Editoria: Educação sem comentários Comente! Imprimir


Para Caio, o fato de estar na universidade de Stanford é algo mágico, a realização de um sonho

Para Caio, o fato de estar na universidade de Stanford é algo mágico, a realização de um sonho

O gosto por tecnologia é algo que tenho desde criança, para mim funciona como se fosse o meu sexto sentido” – Foi com este es­pírito que Caio Schettino de Meirelles Maia, de 17 anos, embarcou para a Califórnia, especialmente, para o pro­grama de intercâmbio “Líde­res em Tecnologia”, realiza­do na Universidade de Stan­ford, EUA. Caio estuda no 3º ano do Ensino Médio, do Colégio Casulo, em Rio das Ostras, e é o único represen­tante brasileiro participando do programa.

Em entrevista ao RJ­NEWS, Caio contou que a oportunidade para entrar no programa surgiu em uma feira de intercâmbio, Edufin­dme, realizada no início do ano em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ele disse que a feira tinha várias faculdades para quem quisesse estudar em outro país e empresas de intercâmbio, em parceria com a Word Study. Então, deci­diu se inscrever. O estudante chegou à Califórnia no dia 23 de julho e volta ao Brasil no dia dois de agosto. “Quando criança, minha maior diver­são era desmontar aparelhos eletrônicos para saber como funcionavam, e brincar com lego (algo que eu faço até hoje). Mas, o gosto por tecnologia foi muito “pro­movido” pelos meus pais, uma vez que eles sempre me deixaram mexer com todas as ferramentas possí­veis e me davam aparelhos quebrados, como compu­tadores, eletrodomésticos. Desde então, me apaixonei por eletrônica, robótica e mecânica”, ressaltou.

Quanto a sua rotina em Stanford, Caio contou que é bem corrida. Os alunos acordam por volta das 6h, e após o café, conversam sobre algumas questões ligadas ao tema, assistem palestras sobre tecnologia dos drones, programação de jogos, funcionamento de sensores e novas tecno­logias. Eles também já visi­taram empresas do Vale do Silício, como Intel, Adobe e Apple. “Depois de tudo, vol­tamos para o laboratório de robótica para trabalhar no projeto de um robô. O cur­so é muito bom para quem se interessa por tecnologia e engenharia. É muito bom estar num lugar onde tudo é voltado para área que você quer seguir. Além disso, o fato de estar na universi­dade de Stanford já é algo mágico, e ter vindo para o Vale do Silício, onde toda a história do computador co­meçou, é a realização de um sonho”, declarou.

Para a mãe de Caio e diretora do Casulo, Rosekel Meirelles, é um orgulho para a família e também para a escola ter um jovem representando o país num programa como esse. Ela lembrou que Caio sempre gostou de brincar com Lego e que há anos participa de com­petições e eventos de robótica. “Durante o processo seletivo, a empresa viu que o aluno ti­nha perfil para o intercâmbio. Agora ele está se preparando e também sendo orientado para possíveis avaliações como can­didato a estudar no exterior. É isso que Caio sinaliza que quer para o futuro”, destacou Ro­sekel.

E é isso mesmo que ele quer. Caio afirmou que, futu­ramente, espera passar para a universidade de Toronto, onde pretende fazer engenharia mecânica, e logo depois, fazer pós-graduação em nanotec­nologia, para então, projetar próteses e melhorar a tecno­logia para a vida. “A tecnolo­gia facilita muito a vida das pessoas, mas também é algo sem limites, que “não pode ser controlado”. Nunca é uma boa idéia se tornar dependen­te dela, uma vez que antes de sermos zumbis tecnológicos, nós somos humanos e não po­demos deixar acabar as suas relações com a família e ami­gos. Limitar a tecnologia que eu digo é se desconectar por alguns momentos para viver a vida, como se fazia antes dela surgir”, orienta Caio a jovens e crianças que “respiram” tecno­logia hoje.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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