Macaé News
Cotação
RSS

Eleição presidencial é a mais incerta desde 1989, dizem analistas de mercado

Publicado em 30/07/2014 Editoria: Eleições 2014 sem comentários Comente! Imprimir


Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro turno. Já em 2002, o Lula abriu 22 pontos  frente a José Serra (PSDB), levando a disputa na segunda etapa da eleição. Essa ampla margem não deve se repetir em 2014, de acordo com o diretor da Eurasia Group. 

Com base num modelo que analisa os resultados de 200 eleições em quase 20 países, a Eurasia avalia que Dilma tem 60% de chances de vencer neste ano.  O percentual está abaixo dos 70% registrados até a semana passada, mas em geral, quem está no cargo continua nele, segundo o analista.
"A grande conclusão desta pesquisa é: os presidentes que concorrem à releição são fortes. Na hora H, a força do governo para angariar apoio é muito forte", constata Castro Neves. 

Chance de Aécio está no Sul

Por outro lado, o cenário também traz uma chance inédita de êxito para a oposição, avalia a consultoria Nomura. Em estudo divulgado na semana passada, o grupo japonês estimou que Aécio Neves (PSDB) conta com 70% de chances de vitória.
O cenário leva em conta a hipótese de que o tucano consiga conquistar a região Sul, explica Tony Volpon, analista do Nomura, que vê 2014 como o pleito mais competitivo desde o de 2002.

"O meu argumento é que  o Aécio Neves ainda não virou [a seu favor] o Sul porque ainda não é conhecido lá. E a vantagem de Aécio no Sudeste [49% contra 34% de Dilma no 2º, de acordo com o Datafolha de 15 e 16 de julho] deve se repetir no Sul [onde o tucano tem 37% ante 41% da petista]", afirma Volpon. "Se nas próximas semanas eu constatar que o Sul não está virando, a minha hipótese [de vitória de Aécio] está errada", reconhece Volpon. 

Cortez, da Tendências, também avalia que o PSDB tem uma oportunidade única para tirar o PT do Planalto e voltar ao poder central depois de 12 anos. "Se a oposição não ganhar em 2014, fará jus ao título de grupo político fraco."

Indefinição paralisa investimentos

Tendo os investidores como seus clientes, consultorias tentam adivinhar o resultado da eleição brasileira para que estes donos de capital possam tomar suas decisões de investimento. A incerteza sobre quem vai ganhar complica esse trabalho.

"Toda possível mudança na politica econômica impacta o mercado pelo efeito expectativa. Então, estamos em um processo de avaliação continua das diferentes posições dos candidatos mais competitivos", pontua Volpon, da Nomura.

Professor e diretor do MBA da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Tharcisio Bierrenbach de Souza Santos  ressalta que a incerteza decorre não só do desconhecimento do governante do País em 2015. Mas que o ocupante do cargo mais importante do Brasil, independentemente de quem seja, terá de enfrentar uma situação adversa.

"Eu acho que é a situação difícil da economia brasileira que afeta", pondera Santos. "[Isso] e o fato de que todo mundo está cansado de saber que cada candidato tem a sua receita para resolver [a situação]", prossegue o prossegue. "Eu imagino que a soma dessas coisas leva a um grau de incerteza muito grande. Será que o candidato A resolve [os problemas]? O B resolve? O C resolve?", completa.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


sem comentários

Deixe o seu comentário