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Combate à dengue reduz casos de suspeita da doença em Rio das Ostras

Publicado em 18/07/2014 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Para orientar o trabalho preventivo, a secretaria de Saúde mapeou as áreas com maior risco de avanço da dengue

Para orientar o trabalho preventivo, a secretaria de Saúde mapeou as áreas com maior risco de avanço da dengue

Que o mosquito da dengue se proli­fera em silêncio, isso não é novida­de. Ainda há quem diga que ele gosta de sombra e água limpa e que o melhor jeito de combatê-lo é eliminando os criadouros que estão dentro das residências ou em áreas como piscinas, jardins e co­berturas. Um dado, recém­-divulgado pela prefeitura de Rio das Ostras, confirma que este ano a dengue não assustou o município, que fechou o período considera­do crítico de incidência da doença com índices, bem baixo das notificações.

Os casos foram reduzi­dos de 5.971 registros de sus­peitas da doença, no primei­ro semestre do ano passado, para 170, em 2014. Vale lem­brar que os criadouros estão presentes, e que adotar pe­quenas mudanças de hábitos no cotidiano pode tornar-se necessário no combate ao mosquito transmissor da doença. Para alcançar o ob­jetivo de redução de casos, a prefeitura investiu na pre­venção, atuando de forma antecipada ao período mais propício, durante a estação mais quente do ano, o verão.

De acordo com a secre­tária municipal de Saúde, Ana Cristina Guerrieri, a se­cretaria elaborou um plano de contingência, submeti­do ao Conselho Municipal, para controlar o que pode­ria ser uma nova epidemia, de acordo com as previsões do Governo do Estado. “Es­tamos investindo na saúde preventiva, de forma plane­jada, e unindo forças entre poder público e comunida­de. Essa é a melhor forma de conseguirmos os avanços que precisamos na saúde pública”, disse.

Os números registrados neste semestre superam, em muito, as metas do Plano de Contingência da prefeitura. Segundo Jorgito Pinheiro, Coordenador do Programa de Controle da Dengue em Rio das Ostras, a meta era reduzir em 50% o número de casos em relação a 2013. Outro objetivo alcançado foi a redução significativa dos possíveis criadouros dos mosquitos.

A subsecretaria de Vigi­lância em Saúde renovou as estratégias de atuação e o trabalho de campo, passan­do a concentrar esforços nas áreas com maior incidência. Segundo avaliação técnica, o trabalho permanente da Prefeitura, a colaboração dos moradores e a redução das chuvas no início deste ano acabaram por se trans­formar numa fórmula posi­tiva e levaram à drástica re­dução dos casos suspeitos.

Para orientar o traba­lho preventivo, a secretaria de Saúde mapeou as áreas com maior risco de avanço da dengue e prevalência do mosquito. O mapa de risco da doença identificou 35 lo­calidades mais suscetíveis à incidência da doença e a proliferação do mosquito transmissor. Com mais de 100 servidores atuando di­retamente na prevenção da dengue, o trabalho de cam­po se divide em 98 zonas, que cobrem 100% dos imó­veis da cidade.

A Vigilância em Saúde de Rio das Ostras realiza palestras nas escolas, asso­ciações de moradores, em­presas e escolas. De acordo com o público e faixa etária, a equipe desenvolve ati­vidades lúdicas para falar da importância da preven­ção da dengue. As crianças pequenas se divertem e aprendem sobre a doença e o mosquito transmissor a partir de esquetes de te­atro, jogos e brincadeiras desenvolvidas pela própria equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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