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Alta temporada: 27 toneladas de lixo a mais recolhidas nas praias

Publicado em 10/01/2014 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Michelle Neto/RJNEWS

Michelle Neto/RJNEWS

» Houve crescimento ainda na produção de lixo domiciliar e dos resíduos produzidos pela varrição das ruas
 
A alta temporada em Rio das Ostras só começou, mas os números do lixo produzidos por moradores e turistas já superou os registrados no mesmo período do ano passado. Um dos números que chama a atenção é do recolhimento de lixo nas praias que passou de 51.110 para 78.590 toneladas. 
 
O levantamento feito pela Secretaria de Ambiente, Sustentabilidade, Agricultura e Pesca (Semap) foi realizado entre os dias 23 de dezembro de 2012 a 2 de janeiro de 2013 e 23 de dezembro de 2013 a 2 de janeiro de 2014. Ele apontou ainda que o recolhimento de lixo domiciliar que antes era de 1.378.700 milhão de toneladas passou para 1.664,610. Já os resíduos juntados por meio da varrição nas ruas subiram de 158.490 toneladas para 181.090 toneladas.
 
Para se ter uma ideia do tamanho dos números deste início de alta temporada, em períodos normais, apenas com a movimentação normal, o recolhimento de lixo domiciliar chega a 120 toneladas por dia, o de varrição cerca de cinco toneladas e o de lixo das praias cerca de três toneladas.
 
De acordo com o assessor de Conservação e Limpeza Urbana, Adilson Farias, os bairros que mais produzem lixo domiciliar nesta época do ano são Âncora, Nova Cidade e Zabulão. Ele informou que no caso das praias, foi montado um planejamento especial para o verão. Estão sendo colocados três contentores, um tipo de lixeira bem maior do que as papeleiras, a cada 20 metros de areia. Alguns com a capacidade para caber 120 quilos. “Percebemos que às vezes os banhistas possuem boa vontade em jogar o lixo no local certo, mas em alguns casos falta espaço nas papeleiras, por isso, recorremos a este reforço”. Dentro do planejamento especial para esta época do ano ainda estão: o aumento da frequência da passagem de caminhões de lixo na rodovia e também de carros menores na orla.
 
PROBLEMAS
A destinação de todo este lixo produzido na cidade não é problema já que Rio das Ostras conta com um Centro de Tratamento de Resíduos. Um dos principais entraves para administrar essa quantidade está relacionada a falta de conhecimentos de muitos turistas dos dias adequados das rotas realizadas em cada bairro. “O veranista não conhece este calendário. Às vezes ele aluga uma casa e vai embora na quinta. Por isso, faz aquela limpeza e coloca o lixo para fora. O problema é que o caminhão só vai passar na sexta. Por causa disso, os sacos ficam expostos em via pública”, disse Adilson. O assessor apontou ainda que é comum os próprios moradores colocarem o lixo nas vias públicas após a passagem do caminhão e depois ligam reclamando que as sacolas não foram recolhidas. “Existe ainda aquele caso em que o lixo está mal embalado ou espalhado pela via”.
 
PARA ONDE VAI TANTO LIXO?
Quem trabalha no Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Rio das Ostras também sente a diferença de tantos resíduos. Segundo o supervisor de Serviço Público, Arnaldo Ribeiro, nesta terça-feira chegaram ao local 25 caminhões de lixo domiciliar. “Em baixa temporada é comum que este número seja de 30 ou 40% menor”. Ele informou ainda que no dia 31 e dezembro foram 37 caminhões de resíduos domiciliares. O CTR é um local que conta com uma impermeabilização do solo por meio de uma geomembrana e sobre ela o lixo é depositado. Em seguida ele é compactado e coberto com argila. A estrutura conta com drenos para recolher o chorume e o gás produzido. O líquido é direcionado para tratamento e depois para decantação antes de ser devolvido ao meio ambiente em condições adequadas.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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