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As potências mundiais em tecnologia limpa; Israel lidera

Publicado em 29/06/2014 Editoria: Mundo sem comentários Comente! Imprimir


 

Assim como a inovação tecnológica facilitou mudanças incríveis no consumo, estilo de vida e produtividade nos últimos 200 anos, o desenvolvimento das chamadas tecnologias verdes será essencial para catalisar e facilitar a revolução da sustentabilidade no século 21.

Na lista, entram as fontes renováveis, como eólica, solar e biomassa, soluções de eficiência energética, tratamento de lixo e sistemas de reúso de água. Mas quais países têm o maior potencial para produzir e comercializar esse futuro limpo?

Para responder a essa pergunta, a consultoria Cleantech e o grupo ambientalista WWF avaliaram 40 países a partir de indicadores relacionados ao desenvolvimento de empresas de soluções ecológicas, a políticas públicas e regulações, estímulos acadêmicos, investimentos privados no setor, número de patentes ambientais registradas, entre outros.

Veja a seguir quem são os países que lideram a revolução verde, segundo o The Global Cleantech Innovation Index 2014.

1. Israel

Desde o início dos anos 50, Israel assumiu o compromisso de desenvolver tecnologias ambientalmente corretas para lidar com seus escassos recursos energéticos e com a disponibilidade limitada de água. Atualmente, pelo menos 90% das residências israelenses usam energia solar para aquecer a água.

Israel é o país que mais recursos investe no tratamento e reciclagem de água e também é o criador em irrigação por gotejamento, técnica que transforma desertos em terras cultiváveis. Dois fatores contribuem para o sucesso do setor no país: incríveis esforços de pesquisa e de desenvolvimento e a capacidade de atrair investmento externo. Soma-se a isso, o espírito empreendedor incorporado ao sistema sistema educacional que predispõe suas startups a inovar como um mecanismo de sobrevivência.

2. Finlândia

O clima severo do interior, a falta de recursos ligados a combustíveis fósseis e a recente contração da indústria de TI (como a Nokia que enfrenta forte concorrência de produtos da Apple) são fatores que impulsionaram a Finlândia à criação de novas perspectivas de emprego em atividades de tecnologia limpa.

Atualmente, empresas da área empregam cerca de 50.000 pessoas, e 40.000 novos postos de trabalho deverão ser criados até 2020 (uma quantidade significativa dada a sua  população de apenas 5 milhões de pessoas). Empresas como a MetGen estão inovando em torno da indústria de celulose e papel bem conhecida do país, e muitas outras (mais de 50 por cento) estão focadas em soluções de eficiência energética.

3. Estados Unidos

A terceira colocação no ranking verde ficou com os Estados Unidos, que somam os maiores investimentos no setor, um montante vultoso de US$ 5 bilhões em 2013. O país combina ambiente propício à inovação com uma cultura empresarial sólida e tem uma infraestrutura atraente para energias renováveis, além de acesso excepcional ao financiamento privado.

Políticas públicas de apoio às tecnologias  limpas, contudo, não são o forte do país, que encabeça a lista para investimento de capital de risco, ao lado de Israel.O estudo destaca ainda que os EUA não têm forte consumo de energia renovável e que a perspectiva de mudança nessa seara pode ser adiada devido à revolução do gás de xisto, que puxa pra baixo os preços da energia.

4. Suécia

Segundo o relatório, o governo da Suécia oferece financiamentos relevantes para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas. Para enfrentar os desafios ambientais, o país possui centros de excelência e know-how que mantém parcerias estratégicas com indústrias de ponta.

A tradição no desenvolvimento de soluções ambientais está presente em vários setores – da construção verde à reciclagem mecânica e energética do lixo. O ponto fraco, segundo o relatório, é lacuna entre as "evidências de inovação em tecnologia limpa" e a "evidência de comercialização da inovação”.

5. Dinamarca

A Dinamarca se destaca pela capacidade em apoiar novas empresas que desenvolvem tecnologias limpas até que esse conhecimento se torne lucrativo e beneficie tanto a economia quanto o meio ambiente. Não à toa, a produção do setor de tecnologia limpa representa 3% do PIB do país.

Por lá, o setor de energia eólica é um dos mais avançados e, segundo o plano ambicioso do governo de reduzir suas emissões em 40% até 2020, os ventos deverão  contribuir com mais da metade do consumo energético dinamarquês na próxima década. O país também tem a maior quantidade de empresas de capital aberto em tecnologia limpa, considerando o tamanho de sua economia. Exemplos importantes incluem a Novozymes, Vestas e Rockwool.

6. Reino Unido

Facilidade de crédito, pesquisa e educação colocam o Reino Unido na lista de potências em tecnologias verdes. Bom acesso ao financiamento privado e uma infraestrutura atraente para todas as energias renováveis aumentam as chances de inovação no país.

Entre as diversas fontes, o país se sai melhor na energia eólica, com uma capacidade total de 8,4 mil MW (cerca de 3% de participação mundial). O empresariado entusiasmado com as novas tecnologias ajuda. Segundo pesquisa feita pela consultoria Carbon Trust, 99% dos líderes empresariais britânicos enxergam oportunidades de crescimento no desenvolvimento e uso de tecnologias verdes.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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