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Para 4 estádios, a festa da Copa já acabou - e agora?

Publicado em 29/06/2014 Editoria: Esporte sem comentários Comente! Imprimir


Dos 12 estádios escolhidos como palcos da Copa do Mundo, quatro encerram sua participação no evento nesta semana. As arenas Pantanal (Cuiabá), da Baixada (Curitiba), das Dunas (Natal) e da Amazônia (Manaus) receberam seus últimos jogos e agora têm pela frente o desafio de se justificar como investimentos sem as grandes torcidas do mundial.

Para algumas, a tarefa é mais hercúlea, já que estão em cidades com pouca tradição no futebol.

É o caso da Arena Amazônia, por exemplo, que teve média de público de 652 torcedores nos jogos do campeonato amazonense deste ano - enquanto na Copa do Mundo cerca de 160 mil torcedores foram assistir aos jogos.

Em todos os casos, a solução encontrada pelos administradores dos estádios foi parecida: torná-los arenas multiuso para receberem - além das partidas de futebol - grandes shows e eventos corporativos.

Desde o começo, a promessa é de que elas não se tornarão os malfadados e temidos "elefantes brancos".

Veja a seguir o que será desses quatro estádios, onde a festa da Copa do Mundo já acabou.

Arena Pantanal (Cuiabá)

Custo: R$ 646,5 milhões

Público na Copa: 158 717 torcedores em 4 jogos - Média de 39,5 mil por partida

De acordo com a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), a arena será licitada. Uma das opções da empresa que vencer o leilão é reduzir a capacidade do estádio de 41 mil para 20 mil lugares. O objetivo é fazer dela um espaço multiuso - e assim, rentável.

Cuiabá não é conhecida por sua tradição no futebol. Este ano, antes da Copa, a arena recebeu 4 jogos do campeonato brasileiro com média de 18,7 torcedores por jogo - bem abaixo dos números do mundial.

O estádio de Cuiabá se despediu da Copa na última terça-feira com o jogo entre Colômbia e Japão.

O estádio volta às mãos do governo no dia 1º de julho e a expectativa é que todo o processo de licitação (do lançamento do edital ao resultado do vencedor) dure cerca de 90 dias.

Arena das Dunas (Natal)

Custo: R$ 400 milhões

Público na Copa: 158 167 torcedores em 4 jogos - Média de 39,5 mil por partida

A capacidade do estádio de Natal também será reduzida após Copa - passa de 42 mil para 32 mil lugares. Segundo a Secopa, o projeto inicial da Arena - que é uma parceria público-privada entre o Estado do Rio Grande do Norte e a empresa Arena das Dunas - já previa que após o mundial ela operasse de forma multifuncional.

Isto é, além de palco para os jogos das principais equipes de futebol do estado, o estádio também será utilizado para a realização de eventos corporativos, shows e outros eventos culturais. 

A devolução da administração da Fifa para a Arena das Dunas está prevista para o início de julho, mas ainda sem data definida. 

Arena da Baixada (Curitiba)

Custo: R$ 330 milhões

Público na Copa: 157 200 torcedores em 4 jogos - Média de 39,3 mil por partida

Angelo Binder/Portal da Copa

Arena da Baixada, em Curitiba, pronta para a Copa

 

A Arena da Baixada já era a casa do Atlético Paranaense antes da Copa. Agora, após a reforma, deve se tornar uma arena multiuso.

"Das 12 sedes, a única que de fato é multiuso é a nossa. O projeto foi pensado para isso. Temos um diferencial que é a localização do estádio, estamos no centro de Curitiba", disse Mauro Holzmann, diretor de Marketing e Comunicação do clube.

Arena Amazônia (Manaus)

Custo: R$ 594 milhões

Público na Copa: 160 227 torcedores em 4 jogos - Média de 40 mil por partida

REUTERS/Bruno Kelly

Vista aérea do campo da Arena da Amazônia dois dias antes da inauguração

O Governo do Amazonas contratou a consultoria Ernest Young para desenvolver estudo para identificar o melhor modelo de operação para concessão da Arena da Amazônia. A previsão é que o estudo seja finalizado em agosto para que então inicie-se o processo de concessão do estádio. 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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