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Em busca de paz: Prefeitura de Macaé recua e propõe diálogo com UFF e UFRJ

Publicado em 13/01/2021 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


Vereadora Iza Vicente pediu, através de proposição, para a prefeitura o não prosseguir com o despejo das instituições

Vereadora Iza Vicente pediu, através de proposição, para a prefeitura o não prosseguir com o despejo das instituições

Após a polêmica notícia de despejo da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Campus Macaé (UFRJ-Macaé) de algumas salas da Cidade Universitária, a manifestação de estudantes em frente à Prefeitura de Macaé, no último domingo, 10 de janeiro; o abaixo assinado eletrônico elaborado pelo corpo docente das instituições e a repercussão negativa nas redes sociais e imprensa local, a Prefeitura resolveu recuar e buscar um diálogo com as instituições de ensino, para conseguirem entrar em um acordo sobre a ocupação da Cidade Universitária. 

Após polêmica sobre despejo das universidades, Prefeitura busca acordo com UFF e UFRJ
Após pressão de alunos da Cidade Universitária, onde estão localizados os campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Campus Macaé (UFRJ-Macaé) e Universidade Federal Fluminense (UFF); a criação de um abaixo assinado eletrônico pelo corpo docente das instituições de ensino e a grande repercussão nas redes sociais e na imprensa local, a Prefeitura de Macaé recuou e busca as instituições para tentar um diálogo. No último domingo, dia 10 de janeiro, os alunos estiveram em frente à Prefeitura de Macaé para protestar contra o despejo das instituições de algumas salas da Cidade Universitária.

Na última semana, o RJ News noticiou a ordem de saída das instituições localizadas no Bloco Administrativo da Cidade Universitária. Segundo ofício encaminhado à direção da entidade no último dia 30 de dezembro de 2020, a atual gestão da Secretaria Municipal de Educação assumiria as dependências e os professores da UFRJ e da UFF teriam que deixar o local até o último dia 04 de janeiro. Daí então começaram as manifestações, envolvendo alunos, funcionários e comunidade acadêmica de Macaé.

Nessa segunda-feira, dia 11 de janeiro, em nota, a Prefeitura de Macaé reafirmou o compromisso com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e reiterou a importância do papel destas instituições e da parceria firmada, como o prédio entregue no ano passado, que teve um investimento orçado em R$ 1,5 milhão.

Segundo a nota da prefeitura, será instituído um grupo de trabalho para pensar a gestão dos espaços, com objetivo de beneficiar o sistema educacional presente na Cidade Universitária, que engloba a Secretaria de Educação, as universidades federais UFF e UFRJ, a Faculdade Municipal de Macaé (Femass) e as outras instituições presentes no campus. O objetivo é, ainda segundo a nota da prefeitura, que possam continuar atuando em prol do investimento na ciência, tecnologia e desenvolvimento. O RJ News entrou em contato com a Prefeitura de Macaé, para obter informações de como o grupo será integrado, bem como as pessoas que farão parte dele, mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

Ainda segundo a nota divulgada nessa segunda-feira, o objetivo do prefeito Welberth Rezende é chegar a um consenso envolvendo os representantes das instituições federais e fortalecer a atuação do município na disseminação do conhecimento, pesquisa, extensão, educação e cultura em Macaé.

Repercussão
Logo depois que o corpo acadêmico da Cidade Universitária soube da ‘ordem de despejo’, na semana passada, os professores criaram uma petição eletrônica e destacaram que não são contra a transferência da secretaria de educação para o campus. “Somente pedimos diálogo e negociação para que ninguém possa sair prejudicado nessa situação. E, considerando que a situação não está equacionada, afirmamos que a luta continua e, por isso, hoje (último final de semana) lançamos essa petição pública e esperamos contar com o seu apoio em nossa justa demanda.

A repercussão da situação da Cidade Universitária também foi parar no Legislativo macaense.
A vereadora Iza Vicente (REDE), também por meio de nota, se manifestou quanto à situação. Ex-aluna da Cidade Universitária, a vereadora esclareceu que entende a importância do espaço solicitado, um lugar que representa muito para ela. “Faz parte da minha trajetória e formação cidadã e política. Sem dúvidas é um espaço muito importante para a comunidade acadêmica ali instalada”, disse.

Na nota, a vereadora também destacou que na semana passada recebeu um pleito de professores, estudantes e servidores sobre a desocupação de salas para instalar a Secretaria de Educação de Macaé no prédio administrativo da Cidade Universitária. “Esse pedido de desocupação foi feito de forma repentina. Vale ressaltar que isso não significa que a UFF e a UFRJ vão sair do município. A desocupação trata-se de um dos prédios que compõem a Cidade Universitária. A grande questão é que essa decisão afeta diretamente a Comunidade Acadêmica ali instalada. São salas que têm laboratórios e centros de pesquisa, além de projetos que atendem diretamente ao cidadão, como o Centro de Assistência Jurídica da UFF e o NAF, que faz atendimento contábil”, destacou.

A vereadora encaminhou à Secretaria Municipal de Educação, um documento solicitando que não prossiga com a decisão da retirada dos espaços da UFF e UFRJ. “Caso não seja possível reverter o pedido, que isso seja feito com diálogo e com tempo hábil para as devidas mudanças. Na perspectiva de quem usou muitos anos a Cidade Universitária, transitando como estudante, sei da importância do espaço e, por isso, tomei iniciativa de me posicionar a favor da comunidade acadêmica. Acredito que, com diálogo e planejamento, as decisões podem e devem ser tomadas para atender ambas as instituições, respeitando a comunidade afetada, que é a comunidade acadêmica que está na Cidade Universitária”, concluiu.

› FONTE: RJ NEWS ONLINE (www.rjnewson.com.br)


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