Macaé News
Cotação
RSS

Entidades criticam patrocínio do McDonald's para Copa

Publicado em 31/05/2014 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


 Entidades representativas de trabalhadores enviaram carta aberta à Federação Internacional de Futebol (Fifa) contra o fato de a rede de restaurantes McDonald&39;s ser uma das patrocinadoras da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

De acordo com o documento, as uniões de sindicatos e de associações da sociedade civil signatárias repudiam a escolha do McDonald&39;s como patrocinador oficial da Copa do Mundo.

As organizações pedem a exclusão da rede da lista de patrocinadores do evento, pois entendem que a empresa adota "práticas ilícitas de jornada de trabalho, submissão dos trabalhadores, alimentação inadequada, descontos indevidos na folha de pagamento, salários inferiores ao mínimo legal e o mais gritante, o trabalho infantil, entre outras práticas degradantes de exploração da mão de obra".

Endereçada ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, a carta é assinada pela Confederação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação e Agricultura (Uita), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), pela Associação Latino-Americana de Advogados Laboristas (Alal) e pelo Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame).

As entidades argumentam que a federação qualificou como patrocinadora oficial uma empresa conhecida pela "escassa salubridade de muitos dos alimentos do seu cardápio, como também por explorar, maltratar e discriminar seus trabalhadores e trabalhadoras".

"Esperamos no mínimo que o McDonald&39;s seja descredenciado como patrocinador. A Fifa tem de ser coerente com seu discurso, ou que cobre o posicionamento [da rede para] que se adeque aos bons costumes e aos bons hábitos trabalhistas", informou à Agência Brasil o presidente da Contratuh, Moacyr Auersvald.

De acordo com ele, a rede de restaurantes é geradora de muitos empregos no país - estima-se entre 40 mil e 42 mil postos de trabalho.

Para o presidente da confederação, as condições em que as pessoas trabalham, no entanto, são questionáveis.

"Quarenta e quatro mil pessoas trabalhando é bom? Sim, não resta dúvida. Mas quais são as condições em que elas trabalham? Normalmente é o primeiro emprego, em que as pessoas não têm experiência e eles se aproveitam dessa possibilidade", disse Auersvald.

Na carta, as entidades alegam que o Código de Ética da Fifa prevê que a federação deve zelar pela integridade e a imagem do futebol no mundo, assim como proteger a imagem do esporte "evitando condutas e práticas ilegais, imorais ou contrárias aos princípios éticos reguladores e que poderiam manchá-la ou prejudicá-la".

› FONTE: Exame


sem comentários

Deixe o seu comentário