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Pichação domina monumentos naturais em Rio das Ostras

Publicado em 30/05/2014 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Michelle Neto/ RJNEWS

Michelle Neto/ RJNEWS

» Costões Rochosos em Costazul e a península que liga Boca da Barra à Praia da Joana são os locais mais prejudicados pelos infratores
 
Um dos monumentos naturais mais bonitos e visitados de Rio das Ostras não está sendo respeitado. Quem pôde visitar os Costões Rochosos, compreendida em uma reserva ambiental situada entre a Praia da Joana e a Praça da Baleia em Costazul, há alguns anos atrás, ou conheceu o local através de fotos e materiais de divulgação turística, atualmente se depara com o cenário de vandalismo das pichações.
 
De longe é possível reparar a poluição visual que se estabeleceu na maioria das pedras que complementam a beleza da orla de Costazul, mas infelizmente, esse é um problema que tem atingido a todos os patrimônios naturais, como é o caso da península que liga Boca da Barra à Praia da Joana, e demais patrimônios públicos. De acordo com a guarda municipal Nalva Ferreira, o crescimento populacional dos últimos três anos trouxe tanto pessoas boas, como mal educadas também, e controlar essa situação está se tornando uma tarefa complicada. “O desrespeito é muito grande, se não houvesse essa nossa base aqui na Praça da Baleia, certamente o monumento já estaria completamente pichado e danificado” explica ela, afirmando que já presenciou duas tentativas de pichação apesar do patrulhamento na praça.
 
Segundo o salva-vidas César Almeida, que faz o patrulhamento junto a mais três profissionais, as pichações costumam ocorrer de madrugada e na maioria das vezes por adolescentes, entretanto, devido ao isolamento, é difícil e arriscado controlar o fluxo de pessoas na região. “A fiscalização à noite é complicada, não sabemos se estão armados” diz César, ressaltando que casos de assalto, baleamento de um guarda e até tentativas de suicídio são frequentes no local. A respeito do prejuízo das pichações, ele acrescenta: “Os pichadores costumam escolher as áreas de maior visibilidade para deixarem suas marcas, e com isso, perde-se a beleza do patrimônio natural da nossa cidade, e o que antes era bonito, torna-se feio”.
 
“Não adianta apenas colocar mais guardas e policiais, o que é preciso fazer aqui é investir na conscientização, na educação e os moradores também devem ajudar as instituições denunciando e zelando pelo seu patrimônio. É claro que um maior patrulhamento ostensivo da polícia e a implantação de câmeras no local, ajudaria bastante ao combate desse crime, e geraria maior segurança para os moradores e turistas” opina o turista de Volta Redonda, Edmilson Nascimento, que também sugere maior abertura para a expressão artística, como por exemplo, o grafite. “Em certos casos, esses pichadores podem ser revertidos em grandes artistas, o que lhes falta é a educação e um incentivo para aproveitarem seu potencial” sugere.
 
Conforme explica o guarda Márcio Souza, responsável pelo monitoramento da região de Boca da Barra, ele e mais um profissional estão presentes de domingo a domingo, no horário de   8h às 17h, entretanto, os delinquentes atuam de madrugada, muita das vezes arriscando suas vidas na perigosa travessia do canal da saída do Rio das Ostras para pichar as pedras da península e as pedras da Praia da Joana, no outro lado da encosta.
 
De acordo com o secretário de segurança pública do município, Paulo César Vianna, a Guarda Municipal vai contar com apoio da Polícia Militar para aumentar o número de contingentes, realizando apreensões, que podem chegar até dois anos de retenção além de multa por se tratar de crime ambiental e crime de dano. Ele esclarece que os infratores de pichação na cidade consistem basicamente em jovens e adolescentes, portanto, a guarda tem realizado um trabalho de conscientização nas redes municipais e estaduais de ensino, em parceria com a secretaria de educação.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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