Macaé News
Cotação
RSS

Produtores da zona rural de Rio das Ostras recebem apoio técnico

Publicado em 30/05/2014 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Michelle Neto/ RJNEWS

Michelle Neto/ RJNEWS

» Além da tradicional produção de feijão, Centro de Apoio ao Produtor em Cantagalo incentiva a diversificação 
de culturas
 
Rio das Ostras está sendo comentada nacionalmente pelo seu desenvolvimento econômico e populacional, com um comércio cada vez maior e filiais de várias multinacionais se instalando em sua Zona Especial de Negócios. Entretanto, é preciso reconhecer que o município sempre apresentou uma forte atividade agrícola em sua área rural, com destaque para o bairro de Cantagalo, e que com o recente programa de apoio ao agricultor por parte da secretaria de ambiente, sustentabilidade, agricultura e pesca (SEMAP), a atividade econômica tem se tornado cada vez mais eficiente.
 
Através do Centro de Apoio ao Produtor, a SEMAP auxilia os pequenos produtores locais, fornecendo-lhes sementes ou mudas para o plantio, adubos e maquinário necessário para a viabilização e manutenção da terra e o acompanhamento técnico com profissionais especializados a disposição. Para participar do programa, o produtor deve se cadastrar no Centro de Apoio em Cantagalo, apresentando que tipo de cultura e suporte técnico vai precisar em sua propriedade. Conforme explica o Agrônomo responsável do programa, Edemir Oliveira, uma vez cadastrado, uma equipe técnica do departamento de agricultura fará uma avaliação do terreno solicitado, averiguando suas características, observando se o tipo de cultura desejado será adequado ou não. Ainda segundo Edemir, uma das condições para que o produtor seja beneficiado pelo programa, é comprovar que pelo menos 80% da renda da familiar provenham da atividade agrícola.
 
Por conta da adequação ao solo e por proporcionar uma produção perene, a cultura do feijão durante muitos anos vem sendo predominante em Cantagalo. Segundo o assessor de planejamento Edgar Rocha, apesar dos excelentes resultados que as safras do feijão vêm apresentando, a proposta do programa agora se voltará para uma maior diversificação, e assim poder atender ainda mais a demanda local. “Reduzimos de cento e vinte para oitenta produtores de feijão, transferindo-os para outros tipos de cultura como o maracujá, que já contamos com três hectares plantados, o abacaxi e a banana, com dois hectares cada, uva, por enquanto com um hectare e muitas outras” explica Edgar, também afirmando que a procura pelos produtores locais é cada vez maior e já totaliza cerca de 300 cadastrados, distribuídos nos 80 hectares cultivados em Cantagalo.
 
Edemir Oliveira ressalta a importância do projeto em meio à oportunidade econômica que é gerada a essa parcela da população, a partir de produções mais sustentáveis. Segundo ele, os próprios moradores e redes de restaurantes locais, além das feiras que acontecem aos sábados no Centro, e nos domingos em Cantagalo, constituem toda a demanda desses produtores, que se beneficiam também por não terem intermediários em suas transações e seus lucros tornam-se um pouco maiores. Evitando qualquer tipo de agrotóxico ou cultura que tenha grande necessidade de aplicação, como é o caso do tomate e do morango, o agrônomo diz que a intenção do programa é fortalecer a produção artesanal e saudável, com produtos que tenham qualidade como referência. “É preciso também informar que as pessoas que desejam fazer uma pequena horta em casa, apenas para o consumo próprio, podem contar com o nosso apoio. Disponibilizamos sementes e mudas dos mais variados tipos de hortaliças e fornecemos orientações em nosso horto e no Centro de Apoio ao Produtor, basta entrar em contato” complementa.
 
Um dos produtores de feijão mais antigos de Cantagalo, José Durso, se lembra das primeiras experiências com a lavoura, ainda sem o apoio desse projeto da secretaria: “Quando eu vim pra cá, em 1996, viver da terra era algo extremamente difícil, não tínhamos apoio nenhum. Não tinha dinheiro nem pra colocar uma cerca, o que dirá arcar com os preços da mão de obra que são muito caros, como é o caso do aluguel do maquinário, que pode custar mais de R$ 80 a hora. Na realidade, até hoje encontrar mão de obra para esse tipo de atividade é muito difícil”. Atualmente com 10 m²   dedicados ao cultivo do feijão, José recebe mensalmente apoio do maquinário do projeto em sua propriedade, adubos e algumas novas sementes, além do mais, foi aconselhado a utilizar o sistema de rodízio, que por lhe dar com diferentes tipos de cultura entre uma safra e outra, evita a proliferação de pragas ou insetos, protegendo mais a produção. Vendendo o quilo do feijão preto a R$ 2,50, do feijão vermelho a R$ 7,50 e o saco de 50kg de milho a R$ 38, José consegue sobreviver com muito mais estabilidade.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


sem comentários

Deixe o seu comentário