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Episódio com carrinho de pipoca aumenta preocupação sobre uso de botijão de gás

Publicado em 30/05/2014 Editoria: Entrevista sem comentários Comente! Imprimir


Michelle Neto/ RJNEWS

Michelle Neto/ RJNEWS

» Comfis e Corpo de Bombeiros se reunirão com ambulantes de Rio das Ostras para rever condições de uso de equipamentos

Após o episódio do carrinho de pipoca que pegou fogo na última semana, no centro de Rio das Ostras, a equipe do jornal RJNEWS procurou os responsáveis pela fiscalização a fim de esclarecer a população sobre este tipo de problema. As condições e normas sobre o uso do botijão de gás já estão sendo revistas e a Coordenadoria de Fiscalização do município, juntamente ao Corpo de Bombeiros, está agendando uma reunião para orientação dos ambulantes.

Segundo o subsecretário de Posturas e chefe da Coordenadoria de Fiscalização (Comfis), José Jorge Carvalho, Rio das Ostras conta, atualmente, com 140 ambulantes cadastrados que trabalham com manipulação de alimentos por fonte de calor, como pipoca, milho verde, cachorro quente e outros. Ele informa que a primeira reunião é para orientar os permissionários sobre o processo, documentação e prazo para eles se adequarem. “Apesar de ter sido um caso atípico, estamos intensificando a fiscalização e já passamos para todos os ambulantes que não usem botijão de dois quilos, que está proibido por lei. A intenção é para que tomem providências necessárias, evitando que ocorram casos como esse novamente”, declara Carvalhinho, lembrando que a reunião está prevista para a próxima quarta-feira, dia quatro, no Teatro de Rio das Ostras.

De acordo com o comandante do Destacamento 2/9 do Corpo de Bombeiros, capitão Rafael Brazão, pela legislação, a fonte de ignição para o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) deve ser de 50 cm e essa mangueira tem que ser revestida por malha metálica. A falta de utilização desse equipamento é o que pode ter provocado o incidente com o carrinho de pipoca. “Na reunião com os ambulantes, que trabalham com esse equipamento, vamos dar orientações e prazo para que eles regularizem junto ao Corpo de Bombeiros, a situação de uso de elementos básicos de segurança, como o extintor de incêndio, que a maioria não tem. Quanto ao botijão, o de 13 quilos é o adequado para este tipo de trabalho. A comercialização da botija pequena (de dois quilos) já foi proibida porque não tem válvula de segurança”, explica o capitão.

Ainda segundo comandante, também já foi dado início a fiscalização em estabelecimentos comerciais como restaurantes, supermercados e lojas de departamentos, lugares mais confinados, que oferecem risco maior ao público. “O que ocorre é que a utilização inadequada desse equipamento em espaço confinado pode ocasionar uma explosão, devido ao gás acumulado. Tem que estar fora de projeção da edificação, ambientes fechados e subsolos”, orienta.

Regularização

O subcomandante do destacamento, tenente Luiz André Aguiar, acrescenta que para se regularizarem, os responsáveis pelos estabelecimentos devem se dirigir ao quartel de Macaé, na seção de serviço técnico do 9º GBM. E para tirar dúvidas e saber da documentação necessária para dar entrada ao processo é só acessar o site da DGST: www.dgst.cbmerj.rj.gov.br , fazendo primeiramente o requerimento padrão. O 9º GBM fica na rua Alfredo Backer, nº 290, no Centro.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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