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Cresce o número de mulheres que consomem bebidas alcoólicas

Publicado em 21/11/2020 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


Pesquisa aponta que 17% das mulheres adultas afirmaram ter bebido uma vez ou mais por semana em 2019

Pesquisa aponta que 17% das mulheres adultas afirmaram ter bebido uma vez ou mais por semana em 2019

O consumo de bebidas alcoólicas aumentou entre as mulheres no Brasil. A afirmação veio através dos dados levantados na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em convênio com o Ministério da Saúde, com dados sobre a percepção do estado de saúde, estilos de vida, doenças crônicas e saúde bucal.

De acordo com as pesquisas, 17% das mulheres adultas afirmaram ter bebido uma vez ou mais por semana em 2019. O índice é 4,1 pontos percentuais maior do que era em 2013 (12,9%). Puxado por esse aumento entre as mulheres, 26,4% da população adulta afirmou ter bebido semanalmente em 2019 contra 23,9% em 2013.

A agente administrativa, Natália Souza, acredita que esse resultado seja motivado pela nova realidade de vida das mulheres. "Antigamente as mulheres eram mais julgadas quando sentavam na mesa de um bar, além disso, não trabalhavam e muitas não tinham seu próprio dinheiro. Hoje, nós trabalhamos tanto quanto os homens e além de termos nosso dinheiro para fazer o que quisermos, precisamos tomar uma cervejinha gelada no fim de semana para relaxar depois de tanto trabalho", avaliou.

Entre os homens, a variação não foi tão significativa: 36,3% para 37,1%, entre 2013 e 2019. No comparativo por faixa etária (ambos os sexos), a maior proporção de pessoas que beberam pelo menos uma vez na semana foi de adultos com 25 a 39 anos (31,5%), seguida de perto por jovens de 18 a 24 anos (30,4%). Apenas 17% dos idosos de 60 anos ou mais consomem bebida alcoólica no Brasil, a faixa com o menor resultado.

Os homens também acreditam que a bebida ajuda de certa forma a aliviar todo o stress do cotidiano.

"A vida está cada dia mais corrida. São muitos problemas, muita coisa para fazer, muito trabalho. Então, eu acho que quando você se reúne com os amigos e a família seja em um barzinho, em uma festa ou no churrasco em casa, ajuda a aliviar toda essa tensão acumulada. Normalmente, esses ambientes pedem uma cerveja gelada, um vinho ou a bebida, que preferir", comentou o segurança, Diogo Mello.

Já no comparativo por faixas de rendimento per capita, nota-se um padrão: quanto maior o rendimento, maior a proporção de pessoas que consomem bebida alcoólica. O índice começa com 18,6% entre os sem rendimento, chega a 27,8% entre os que estão na faixa de mais de 1 a 2 salários e dispara entre os que ganham mais de 5 salários: 49%.

Para Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE, tal padrão não se resume só ao preço dos produtos, afinal, há bebidas alcoólicas baratas. “O acesso ao consumo influencia, claro, mas não dá para cravar o quão determinante é. Tem a ver com estilo de vida de pessoas com maior renda também”, afirmou.

Um em cada cinco motoristas homens dirigiu após beber

Mas, nem tudo são flores. A bebida alcoólica pode ajudar a diminuir a pressão do dia a dia, mas também é um dos maiores fatores de risco para a população, sendo considerado uma das principais causas de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), bem como dos acidentes e violências.

A pesquisa também mostra a proporção de motoristas que conduziram carro ou motocicleta após o consumo de bebida alcoólica, independentemente da quantidade. O resultado aponta que 17% dos motoristas brasileiros dirigiram após beber, percentual que foi menor nas regiões Sul e Sudeste (14,8% cada) e maior no Norte (23,4%). Na área rural, a proporção foi maior que a média nacional, de 22,5%, enquanto na área urbana ficou em 16,2%.

No recorte por gênero, a proporção de mulheres motoristas que conduziram carro ou moto após o consumo de álcool foi de 7,8%. Já entre os homens motoristas, o percentual chegou a 20,5%, ou um em cada cinco. Na comparação por idade, adultos de 25 a 39 anos apresentaram a maior proporção: 21,2%, enquanto idosos de mais de 60 anos tiveram a menor, 11%.

› FONTE: RJ News


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