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Quase 11 mil casos de Covid-19 e Macaé beira faixa amarela de contaminação

Publicado em 21/11/2020 Editoria: Coronavírus sem comentários Comente! Imprimir


Praia também é local de contaminação e população precisa evitar aglomeração e deve usar máscara

Praia também é local de contaminação e população precisa evitar aglomeração e deve usar máscara

Macaé fechou a semana com 10.617 casos confirmados de Covid-19 e um aumento na taxa de reprodução do vírus, que passou de 0.98 para 1,10, em uma semana, segundo informações do Covidímetro da prefeitura municipal. O Grupo de Trabalho (GT) da Covid-10 da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Macaé informou que a cidade vem registrando cerca de mil casos por semana e a preocupação com as festas de fim de ano e o verão é grande. De acordo com a coordenadora do GT Covid-19 da UFRJ Macaé, Karla Santa Cruz Coelho, é preciso manter o isolamento e as pessoas precisam se conscientizar, usando a máscara de maneira adequada e mantendo as medidas de higiene pessoal.

Desde agosto na faixa verde, isto é, com baixo grau do risco de contaminação da Covid-19, o município de Macaé volta a se aproximar da faixa amarela, ou seja, risco moderado de transmissão da doença. Diariamente, pelas redes sociais, a Prefeitura de Macaé mostra a seta do Covidímetro, que a cada dia, está retrocedendo. Os números da Covid-19 até essa quinta-feira (19), eram de 10.617 casos confirmados. Há uma semana atrás, ou seja, no último dia 13 de novembro, a cidade estava com 10.345 casos, o que demostra que em uma semana, 272 novos casos foram confirmados.

Segundo o Covidímetro de Macaé, a taxa de reprodução do vírus também aumentou. No dia 13 de novembro estava em 0,98 e agora o registro é de 1,10. Quanto ao número de óbitos, de acordo com boletim divulgado pelo Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus, o município registra, até o momento, 183 óbitos devido à doença. Mas segundo o portal da transparência Centro de Informações de Registo Civil (CRC) Nacional, desde o início da pandemia, dia 16 de março, até essa sexta-feira, dia 20 de novembro, Macaé registra 219 mortes. Em comparação com os números divulgados pela prefeitura, a diferença é de 36 óbitos.

O CRC Nacional acompanha o levantamento de óbitos em cidades com mais de 50 casos suspeitos ou confirmados de Covid-19.

Segundo GT Covid-19 da UFRJ Macaé, a cidade registra mil casos da doença por semana
Segundo a médica epidemiologista e Coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) de Enfrentamento da Covid-19 da UFRJ Macaé, Karla Santa Cruz Coelho, Macaé está registrando, por semana, mil casos, um número muito maior do que o divulgado pela prefeitura. O aumento, de acordo com ela, é atribuído ao relaxamento às medidas de prevenção ao novo coronavírus, como uso de máscaras e, principalmente, o distanciamento e isolamento social. “Quando alguns setores de Macaé começaram a ser reabertos, as pessoas logo foram às ruas, às academias, ao comércio e, consequentemente, se aglomeraram principalmente em ambientes fechados. E é aí que está o perigo”, alertou.

A médica explicou que a epidemia da Covid-19 em Macaé começou na 13ª semana epidemiológica, ou seja, em março, mas o município registrou o primeiro caso no final de fevereiro. “A epidemiologia trabalha o ano dividido em semanas e vai fechando as primeiras semanas do ano para fazer uma comparação”, explicou.

O GT Covid-19, de acordo com Karla Santa Cruz, possui um gráfico em que mostra o número de atendimentos em Macaé. “Macaé foi uma cidade que se organizou com o Centro de Testagem Rápida, no Jorge Caldas, que avalia os casos diariamente. Tivemos um aumento de casos da 19ª a 23ª semana epidemiológica. Entre a 36ª e 37ª semanas realmente houve uma queda. A partir da 40ª semana ela voltou a subir. Hoje nós estamos na 45ª, indo para a 46ª semana. Os números de casos atendidos, em Macaé, têm subido, chegando a mil por semana. Na 20ª e 25ª semana, os casos chegaram a 1500. Depois houve uma queda, chegando a 500, 600 casos, mas agora voltou a subir para mil”, explicou.

A médica epidemiologista do GT Covid-19 alertou que o aumento dos casos não é somente em Macaé, mas em todo o Brasil. “Algumas pessoas falam em segunda onda e outras afirmam que nem da primeira saímos. O que tivemos foi um recrudescimento e, com isso, muitas pessoas relaxaram, mas medidas de prevenção e que são reconhecidas como efetivas são indispensáveis, pois ainda não temos nenhuma medicação eficaz contra a Covid-19. Nós não temos a vacina. As pessoas estão colocando a esperança numa futura vacina, que na previsão, sairia ainda neste ano. Os testes estão sendo feitos e estão bem adiantados, mas aqui no Brasil talvez a vacina seja liberada no início do ano que vem”, avaliou.

Karla destacou que a população precisa ficar atenta com o fim de ano. “As festas de final de ano se aproximam e são ocasiões em que as pessoas se aglomeram. As famílias podem se reunir, mas façam isso em locais arejados, ao ar livre, sem aglomeração, mantendo o distanciamento e com máscaras”, pontuou. Ela lembrou que muitas pessoas que estão restritas em seus domicílios, em isolamento, são aquelas com comorbidades (outras doenças como diabetes, hipertensão arterial, imune deficiência), e devem continuar tomando os cuidados.

“Outras pessoas podem fazer atividades, mas bem pontuais. A população precisa se conscientizar que deve sair de casa somente em caso de extrema necessidade. Se puder optar pelas entregas domiciliares e evitar este deslocamento, é melhor”, ressaltou a médica e coordenadora do GT Covid-19 da UFRJ Macaé.

De acordo com ela, no início da pandemia o vírus era transmitido, principalmente, no transporte público, no ônibus. Agora, segundo uma pesquisa divulgada, os principais lugares em que há a contaminação são restaurantes e academias, que são estabelecimentos fechados, com ar condicionado. “As pessoas precisam se proteger bastante nesses locais, porque isso pode aumentar sim o número da contaminação”, enfatizou.

O atendimento em hospitais e ambulatórios médicos voltou para pacientes que necessitam de acompanhamento com especialistas e de cirurgias eletivas. E isso, ainda segundo Karla Santa Cruz, também pode gerar aglomerações. Para a médica, essa medida é preocupante, porque o isolamento é justamente para evitar que muitas pessoas fiquem doentes ao mesmo tempo.

A forma de utilizar máscara e outros cuidados com a higiene devem ser observados e levados a sério. “A máscara deve ser usada corretamente. Não adianta andar na rua com a máscara, por exemplo, abaixo do nariz ou no pescoço; ou tirar a máscara para coçar o nariz, o olho e colocá-la novamente. Se precisar tirar a máscara, lave as mãos para retornar com ela. Para mim, é assustador, que em pleno século 21, a gente tenha que falar para as pessoas que elas devem lavar as mãos antes de comer, lavar as mãos após pegar um lixo, quando retornar da rua, deixar os sapatos no lado de fora da casa e depois limpá-los, tomar banho... Todas essas higienes não estavam sendo feitas e precisam ser colocadas em prática sim. Sabemos que há um esgotamento até pelo isolamento, mas ele precisa continuar”, frisou.

Praias cheias no verão são outra preocupação dos médicos especialistas
Desde o início da pandemia, muitas Fake News (notícias falsas) sobre o coronavírus vem circulando em aplicativos e redes sociais. E uma dessas informações, totalmente falsas, é de que na praia as pessoas estão ‘protegidas’ contra o vírus. Isso é mentira, segundo a médica Karla Santa Cruz: “O coronavírus gosta de gente, de gente aglomerada, desprotegida e é em qualquer lugar. Na praia não é diferente. Se as pessoas forem à praia, que escolham horários alternativos, diferentes de dias em que as praias ficam lotadas, como aos finais de semana e em horários de pico. As pessoas que vão à praia devem ficar de máscara a maior parte do tempo. Só retirem para mergulhar e, mesmo assim, mantendo o distanciamento. Ao sair do mar, a máscara deve ser colocada novamente. Se tiver aglomeração, o correto não é ficar na praia pegando sol.

O coronavírus é transmitido pelo ar. A maior parte de infecção são gotículas aéreas e que são espalhadas. É claro que se a pessoa estiver em um ambiente fechado, é mais perigoso. Mas mesmo em um ambiente aberto, se o distanciamento de dois metros não for cumprido, o perigo existe. Nas praias, muitos ambulantes não estão usando as máscaras. Então, ir à praia sem máscara e não manter o distanciamento entre as cadeiras e barracas podem ser sim grandes aliados para o contágio. Estamos cansados do coronavírus, isso vem sendo falado por autoridades da OMS (Organização Mundial da Saúde), mas ele não está cansado das pessoas. É preciso tomar os cuidados necessários, dia a dia. O vírus está aí e ele vai continuar infectando as pessoas se não redobrarmos os cuidados no verão, de festas de final de ano e evitar aglomerações”, concluiu.

Redes sociais
Desde o aumento dos casos em Macaé, a prefeitura tem reforçado campanhas de conscientização e prevenção ao novo coronavírus, pelas redes sociais. No Instagram @prefeiturademacae, posts como “A pandemia não acabou!”, “Faixa verde não é sinal verde para a vida normal”, “A pandemia continua”, “Mantenha o distanciamento social e use máscara” são postados diariamente.

Em seu twitter, o prefeito Dr. Aluízio, na última quinta-feira, dia 19, postou: “Retrocedemos na taxa de replicação do vírus, 1,10. O número de leitos Covid será ampliado. As atividades laborais serão mantidas. Nada será fechado. Use máscaras. Salva vidas. Salva empregos”.

Ainda em um dos postos na plataforma do Instagram, a prefeitura explica a diferença entre lockdown, quarentena e isolamento social. “Lockdown: bloqueio total, em que só é permitido sair para atividades essenciais; quarentena:  restrição para quem pode ter sido exposto ao vírus, mas não tem sintomas e isolamento social: separação de quem está doente de pessoas não infectadas.

Números da Covid-19 nas cidades de abrangência do RJ News
Rio das Ostras: 2.600 casos confirmados – 90 óbitos – Bandeira Amarela Nível 2
Casimiro de Abreu: 1.437 casos confirmados – 36 óbitos - Bandeira laranja
Carapebus: 311 casos confirmados – 08 óbitos -  Bandeira Amarela
Quissamã: 587 casos confirmados – 22 óbitos - Bandeira Amarela
Conceição de Macabu: 1.020 casos confirmados – 15 óbitos – Bandeira Laranja

› FONTE: RJ News


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