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Câmara aprova fim do rodízio de carros em SP

Publicado em 29/05/2014 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em segunda votação, o fim do rodízio de veículos na cidade, nesta quarta-feira (28). O projeto, do vereador Adilson Amadeu (PTB), pretende acabar com as restrições à circulação de carros em dias de semana.
Para ser colocado em prática, no entanto, o projeto ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), que deve vetá-lo, segundo o vereador Arselino Tatto.

De fato, a aprovação do projeto não deu confiança nem a Amadeu:  "Eu acredito que ele não vá sancioná-lo, porque para fazer qualquer mudança em São Paulo precisa ter muita coragem."

A votação foi feita de maneira simbólica, ou seja, todos os vereadores que registraram presença, na prática, votaram a favor. Somente o PSDB, PSD, PT e PSOL registraram voto em contrário.

O rodízio municipal de veículos foi instalado em 1997 com o intuito de desafogar o trânsito da capital paulista. Por meio dele, carros são proibidos de circular pela cidade uma vez por semana nos horários de pico (7h às 10h e 17h às 20h). A ordem para isso é feita através do último digito das placas dos veículos.

A multa para o motorista que desrespeita a regra é de R$ 85,13 mais a perda de quatro pontos na carteira de motorista.

Articulação

A votação em primeira instância ocorreu em 2007 e voltou à pauta da Câmara em um momento de tensão para construir maioria para a votação do Plano Diretor (PDE). As votações de projeto de vereadores ganham maior importância para agradar a base e acalmar a oposição.

Amadeu disse que não fez nenhuma pressão para aprovar o projeto, parado há 8 anos. "Não precisei fazer nada, só estava sentando lá atrás. Nem vi que ia ser votado hoje", disse.

O líder do Governo, Arselino Tatto, disse que não tinha acordo para votar o projeto e que o ato foi feito à "revelia" do Executivo. "Eu cuido dos projetos do Executivo, dos vereadores é a casa que cuida", disse.

O presidente da Casa, vereador José Américo (PT), não quis falar com a imprensa e disse que quem pode explicar a questão é o líder do Governo.

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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