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Conscientização e prevenção no Dia Mundial do Diabetes

Publicado em 14/11/2020 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Segundo a OMS, a cada minuto, três diabéticos são amputados

Segundo a OMS, a cada minuto, três diabéticos são amputados

O dia 14 de novembro é lembrado como o Dia Mundial do Diabetes. A iniciativa foi criada em 1991 pela International Diabetes Foundation (IDF), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), dedicada à conscientização e prevenção da doença. O diabetes é uma patologia metabólica crônica, que segundo dados da OMS, atinge 16 milhões de brasileiros, sendo que metade dessas pessoas desconhece o diagnóstico. A taxa de incidência aumentou 61,8% mundialmente nos últimos dez anos e o número crescente de casos da patologia está diretamente relacionado a má alimentação, sedentarismo e ganho de peso.

O diabetes ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente ou quando o organismo não pode mais usar a insulina de forma eficaz. A insulina é usada pelo corpo para estimular as células a absorver a glicose advinda dos carboidratos digestíveis para a corrente sanguínea. Dessa forma, o diabetes pode ser classificado em mellitus tipo 1 e mellitus tipo 2. O tipo 1 é aquele em que o corpo apresenta, desde o início, deficiência na produção de insulina pelo pâncreas, sendo geralmente diagnosticado na infância ou adolescência. Já o tipo 2, o corpo não consegue utilizar adequadamente a insulina que produz, e pode ser evitado, pois é resultado do excesso de peso, má alimentação e sedentarismo.

Como prevenir o diabetes
O diabetes tipo 2 pode ser evitado por meio da alteração no estilo de vida. De acordo com a OMS, a mudança mais eficaz é a adoção de uma dieta saudável e equilibrada, que inclua muitos vegetais, frutas, carboidratos de digestão lenta, proteínas magras e gorduras saudáveis. Uma alimentação saudável é o caminho mais eficaz para evitar o diagnóstico da doença.

Consumir alimentos não processados mantém os níveis de açúcar no sangue estáveis, e alimentos processados causam picos de glicose que podem, ao longo do tempo, causar graves efeitos. Ainda segundo a OMS, para quem já tem uma alimentação saudável e quer reduzir o risco de desenvolver diabetes, é recomendável o consumo de refeições pequenas e frequentes ao longo do dia, evitando níveis erráticos de glicose no sangue e fornecendo um suprimento regular de energia. Combinar uma dieta saudável e equilibrada com exercícios regulares pode fazer toda a diferença para as chances de desenvolver diabetes. Estudos mostram que se exercitar apenas uma vez por semana durante 60 minutos pode reduzir o risco de diabetes em 40%. 
O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, rins, nervos e olhos, tendo relação direta com a catarata e possível cegueira.

Estimativas indicam que entre 30% e 35% das pessoas não sabem que têm diabetes, ou seja, um terço da população diabética ainda não foi diagnosticada e, portanto, não se cuida e não faz o controle da glicemia.
Paulo Miranda, de 50 anos, descobriu que tinha diabetes há mais de dez anos. Na época, a madrinha, que também tinha diabetes, foi passar uns dias na casa dele e percebeu algumas características comuns para quem tem a doença, como muita sede e sono. Ela deu o alerta. “Quando procurei para saber, realmente minha glicose estava nas alturas. Foi um susto, entrei em uma dieta bem rígida. Fiquei a base de salada, sem nem pensar em doces ou massas. Depois voltei a me alimentar normal, tomando remédio, mas, mesmo assim, de vez em quando ela ficava alta. Um ano atrás, eu fui em um outro médico, que acabou me passando uma medicação diferente. Hoje já consigo me alimentar normal e manter a doença controlada, só aumenta muito se eu ficar muito estressado ou exagerar na alimentação”, explicou.

O eletricista Paulo Sérgio de Mattos, 42 anos, também é portador da doença. Segundo ele, os primeiros sinais apareceram há pelo menos três anos, quando começou a ganhar peso. “Eu sempre tive meu peso balanceado, mas de repente comecei a engordar, tinha muita sede e muito sono também. Como eu tenho casos de diabetes na família, fiz o exame de sangue e descobri que tenho. De lá para cá, faço dieta, consegui emagrecer, não como doces e nem massas e, felizmente, hoje ela está controlada”, declarou.

Segundo a OMS, a cada minuto, três diabéticos são amputados
Formigamento, dor, sensação de ardência ou picada, perda de sensibilidade são alguns dos sinais de danos aos nervos do pé e má circulação, causados pelo diabetes. Uma das consequências mais graves desta doença é a disfunção conhecida popularmente como “pé diabético”, a manifestação indelével da neuropatia diabética, que é uma das maiores causas de amputação de membros inferiores nas sociedades modernas, só atrás de incidentes traumáticos, como conflitos armados, acidentes de trânsito e guerras civis.

O “Pé Diabético” afeta a sensibilidade dos nervos e a circulação, levando a mudanças nas estruturas ósseas e musculares. A doença arterial periférica diminui o fluxo de sangue para os pés e é um dos problemas que acomete muitas pessoas com diabetes com úlceras e infecções que podem ocasionar amputação do(s) membro(s). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada minuto, três pessoas são amputadas no mundo por consequência de diabetes.

Segundo o Ministério da Saúde, um quarto dos diabéticos desenvolve úlceras nos pés e 85% das amputações de membros inferiores são feitas em pessoas com diabetes. O “Pé Diabético” ocorre com a evolução do diabetes mal controlado.  Os casos de amputação ocorrem quando o paciente, sem sensibilidade, fere os pés e não dá a devida atenção ao ferimento. O machucado se agrava e pode evoluir a ponto de ser irremediável a retirada de uma parte ou de todo o membro inferior.

A dona de casa Valéria Ribeiro de Aguiar, de 45 anos, tem a perna esquerda amputada devido ao diabetes. Isso, segundo ela, aconteceu há cinco anos. “Foi um choque saber que perderia uma das pernas em decorrência da doença, mas infelizmente, tive que amputar. Quando eu descobri que tinha diabetes eu tinha 33 anos, e foi tudo muito rápido. Poderia ter morrido, segundo o médico. Agora, reforcei os cuidados e a mantenho a doença bastante controlada”, declarou.

› FONTE: RJ News


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