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Macaé deverá encerrar 2020 com saldo de três mil carteiras assinadas

Publicado em 11/11/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Francisco Navega acredita que Black Friday e fim do ano serão fundamentais para a recuperação do comércio

Francisco Navega acredita que Black Friday e fim do ano serão fundamentais para a recuperação do comércio

Uma boa notícia para a economia da cidade. Após perda de 12 mil carteiras assinadas em Macaé, de março a agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (CAGED), a expectativa é de retomada com o fim do ano. De acordo com o empresário e presidente da Associação Industrial e Comercial de Macaé (ACIM), Francisco Navega, a cidade deverá encerrar o ano com a recuperação de três mil carteiras assinadas. A expectativa é para a expansão do horário do comércio. 

Faltando um mês para terminar 2020, o município de Macaé, deverá encerrar o ano com o saldo positivo e recuperação de três mil carteiras assinadas, segundo o empresário e presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Francisco Navega. De acordo com ele, tais projeções de recuperação de empregos formais na cidade são as mais positivas das regiões Norte e Noroeste Fluminense. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março até agosto, o Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (CAGED), órgão vinculado ao Ministério da Economia, registrou perda de 12 mil carteiras assinadas, ou seja, empregos formais, no município.

Ao RJ News, o empresário afirmou que na última semana, a ACIM recebeu as perspectivas de retomada do emprego na área industrial. No Brasil e no estado do Rio de Janeiro, segundo ele, o setor já recuperou o que foi perdido durante a pandemia da Covid-19, principalmente na área automobilística. “O setor industrial já está com mesmo faturamento de antes da pandemia. Isso, do ponto de vista da recuperação econômica, é uma volta em ‘v’ maiúsculo e interessante. Mas, apesar das projeções de encerrarmos o ano com o saldo de três mil carteiras assinadas, os setores de comércio e serviços vêm num segundo momento. A área de serviços em Macaé não registrou ainda uma recuperação, apesar também de termos mais de 900 carteiras assinadas em saldos positivos”, explicou o presidente da ACIM.

Às vésperas do fim de ano, como sempre acontece, são esperadas as contratações temporárias, que, se não fosse a pandemia e o atual horário de funcionamento das lojas, já teriam sido iniciadas. Segundo Navega, irá haver contratações para o fim de ano, mas o fato do comércio de Macaé ainda não estar ‘reagindo’, principalmente devido à diminuição do valor do Auxílio Emergencial do Governo Federal, de R$ 600 para R$ 300. “O indicador mais difícil para Macaé é que antes da pandemia já tínhamos 30 mil pessoas com renda familiar abaixo de meio salário mínimo na cidade. O comércio está muito sensível ao auxílio emergencial. A nossa expectativa é que agora com a realização da Black Friday e aproximação do Natal, se conseguirmos repetir os números do ano passado, será um ganho muito grande para o comércio macaense. Mas eu acredito que a gente deva recuperar sim a contratação para o final de ano, como sempre acontece, mas não será superior a 2019”, analisou.

Ainda segundo o presidente da ACIM, Macaé, no acumulado de 2019, encerrou o ano com 13 mil carteiras assinadas. “Nós não vamos voltar com os 10 mil neste ano, que deverá terminar com sete mil carteiras perdidas. Os três últimos meses do ano, outubro, novembro e dezembro, é que deverão registrar o saldo de três mil”, informou. Para o empresário, os números negativos referentes às contratações previstas ainda para 2020 podem ser atribuídos a não liberação de licenças para a construção de termelétricas na cidade, o que para ele, seriam contratações importantes, mas que ainda não foram liberadas.

Outro setor que espera retomada é o do petróleo. Mas, com relação às contratações, deverão ocorrer em 2021, já que, de acordo com Navega, leilões foram adiados para o ano que vem. Segundo o empresário, o cenário do setor petroleiro é animador.

“Hoje, o preço do barril está em 42 dólares, com previsão de chegar a 50 dólares em 2021. Isso, sem dúvida, é injeção de emprego na veia em Macaé”, salientou.

Flexibilização do comércio para o fim de ano
No próximo dia 27, as lojas de Macaé iniciarão, oficialmente, mais uma edição da Black Friday, e os resultados são esperados com otimismo, de acordo com o presidente da ACIM. O pagamento da primeira parcela do 13º salário até o próximo dia 30 de novembro, também é animador. Mas ainda, segundo Navega, o atual horário de funcionamento do comércio de rua, precisa ser flexibilizado e estendido. Para ele, abrir o comércio em horários exclusivos para também atender pessoas acima de 60 anos de idade, com todos os protocolos de prevenção à Covid-19, seria uma das alternativas. “A ideia é adotar horários específicos para este público, como nas eleições do próximo domingo, em que os idosos terão das 7h às 10h para votar, mas eu não sei se conseguiremos ‘sensibilizar’ os comerciantes. Já solicitamos esse pedido à prefeitura, como também para as lojas ficarem abertas um pouco mais das 18h, inclusive aos sábados. Mas acredito que toda decisão com relação a horários e procedimentos, serão tomadas depois das eleições”, ressaltou.

Pagamento do 13º salário e rede hoteleira
O comércio entra agora na fase do pagamento do 13º salário. Além de injetar dinheiro na economia do setor, a rede hoteleira da cidade também tende a melhorar, principalmente com a chegada do verão. O município possui a segunda maior a rede hoteleira de Macaé do estado e funcionou durante a pandemia. “Todos os hotéis ficaram abertos e não tivemos nenhum protocolo de hotel que precisou ser modificado. Atualmente, existe uma segurança para se trabalhar e sabemos que muita gente, neste ano, não irá viajar para o exterior. Com isso, o turismo interno terá bons resultados, sem dúvidas. Temos informações de que em Búzios e Cabo Frio, na Região dos Lagos, não há mais vagas para aluguel de casas para a alta temporada. Então, o fluxo de pessoas vai ser distribuído para as cidades que apresentam uma taxa na rede hoteleira mais barata, que é caso de Macaé. Há perspectivas de finais de semana lotados na cidade, como nos restaurantes da orla da Praia dos Cavaleiros, e estamos pedindo ao prefeito que tenha mais sensibilidade de aumentar o horário de funcionamento dos estabelecimentos, adotando todas as medidas de prevenção à Covid-19, principalmente para bares e restaurantes, que estão fechando às 22h. Que o prefeito possa estender um pouco, por exemplo, até às 23h, até dezembro. Mas isso só será confirmado após das eleições, porque se flexibilizar agora, vai gerar aglomeração. Portanto, o nosso objetivo está em ampliar o horário de funcionamento para fazer o número que a cidade precisa”, ressaltou.

› FONTE: RJ News


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