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Dia Mundial do AVC serve de alerta para segunda principal causa de morte no Brasil

Publicado em 31/10/2020 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Dr. Rangel Guimarães explica os cuidados que podem ser tomados para evitar o AVC

Dr. Rangel Guimarães explica os cuidados que podem ser tomados para evitar o AVC

Na última quinta-feira, dia 29 de outubro, foi celebrado o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC). A data traz um alerta para a população, tendo em vista que o derrame, como também é conhecido, é a segunda principal causa de morte no Brasil.

O AVC acontece quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando as células de oxigênio e de nutrientes, ou ainda quando um vaso sanguíneo se rompe, causando uma hemorragia cerebral. Entre as causas dessas ocorrências, estão a malformação arterial cerebral, hipertensão arterial, cardiopatia e tromboembolia (bloqueio da artéria pulmonar).

O neurocirurgião, Dr. Rangel Guimarães, explicou que o acidente vascular cerebral pode ser hemorrágico, ou isquêmico. "No hemorrágico ocorre a ruptura de um vaso e um sangramento no tecido cerebral, levando a morte de neurônios, no caso do isquêmico, há alguma obstrução de um vaso com falta de irrigação do tecido cerebral, ocorrendo assim a morte de neurônios", frisou.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, somente em 2017 foram registradas 101,1 mil mortes decorrentes da doença. Em levantamento encaminhado à Agência Brasil, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) destacou que, entre 1º de janeiro deste ano até o dia 16 de outubro, 78.649 pacientes com AVC foram a óbito. Os números se distinguem pouco da soma do ano passado, de 79.984 casos.

Os grupos entre os quais mais se confirmaram óbitos por AVC foram homens com idade entre 70 e 79 anos e mulheres com idade entre 80 e 89 anos. Em seguida, aparecem homens na faixa de 80 a 89 anos e mulheres de 70 a 79 anos, todos os dados demonstram que a idade é um fator que influencia nas chances de se desenvolver o quadro.

"Temos alguns sinais de alerta como dor de cabeça forte, aguda e déficits neurológicos como perda da fala, força em braço ou perna, tonteira ou perda de visão. Sempre que ocorrer um ou vários destes sintomas o paciente deve ser encaminhado para atendimento médico. É importante ter a ideia de que o AVC é uma doença de instalação súbita. Uma cefaleia que ocorre há várias semanas ou uma fraqueza que vai piorando progressivamente por semanas não é compatível com um AVC. A confirmação diagnóstica pode ser confirmada com uma tomografia, complementada com uma angiotomografia, para saber qual o vaso rompeu ou foi obstruído", explicou ainda o Dr. Rangel.

Para o tratamento, o ideal é o diagnóstico rápido, se for realizado dentro de 3 horas do início dos sintomas pode ser feito o tratamento para desobstruir o vaso, no caso do AVC isquêmico, podendo assim, reverter os sintomas neurológicos, minimizando as sequelas. Nos casos de diagnóstico tardio, as sequelas já instaladas deverão ser acompanhadas por um tratamento de reabilitação.

É possível prevenir

Informações recentes do estudo Global Burden of Diseases (Carga Global de Doenças) demonstraram que o risco de AVC ao longo da vida é de 1 em cada 4 pessoas. A Campanha do Dia Mundial do AVC de 2020 focou na prática de atividade física, que tem um grande impacto na redução do risco da doença.

O sedentarismo tem um risco atribuível para o AVC de 36% e a atividade física, idealmente 30 minutos por dia, 5 vezes por semana, reduz o risco de AVC. Além disso, outros fatores também são considerados de risco. "Obesidade, tabagismo, dislipidemia (colesterol) e diabetes são fatores de risco. É possível prevenir com uma alimentação balanceada, dando prioridades a peixes, salmão, evitando gorduras animais e frituras", enfatizou Dr. Rangel.

› FONTE: RJ News


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