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Robson Oliveira acredita na força da mulher para mudar Macaé

Publicado em 29/10/2020 Editoria: Eleições 2020 sem comentários Comente! Imprimir


Robson Oliveira, filho de um barbeiro e uma merendeira, radialista, Chegou à Macaé há 15 anos

Robson Oliveira, filho de um barbeiro e uma merendeira, radialista, Chegou à Macaé há 15 anos

Robson Oliveira, filho de um barbeiro e uma merendeira, radialista, casado, pai de quatro filhos. Chegou à Macaé há 15 anos, convidado por um grupo, para eu tomar conta e coordenar a emissora de rádio deles. Durante 15 anos de programa na rádio, através de um quadro, Café Amargo, foi vendo as dificuldades enfrentadas pela população e o distanciamento do poder público. Há dois anos na Câmara Municipal de Macaé, Robson foi um dos últimos candidatos à Prefeitura de Macaé a ser divulgado esse ano. Apaixonado por Macaé, hoje ele se sente preparado para assumir o executivo da cidade e, por isso, disputa a vaga pelo PTB. Ao lado da sua vice Renatinha do Vôlei, da coordenadora do plano de governo, Luciana Thomaz, e de sua esposa, Magali Oliveira, ele destacou que no seu mandato as mulheres serão protagonistas.

RJ News: A candidatura do senhor foi uma surpresa para muitas pessoas, foi anunciada mais tarde. Por que resolveu se candidatar a prefeito de Macaé?
Robson: Demorou porque a gente realmente estava pensando se íamos encarar esse desafio ou não. Quando você coloca seu nome à disposição, você já vira telhado de vidro, vira alvo. Então eu fiquei pensando: será que é isso mesmo? Será que é o momento? Por isso demorei. Só que quando visitei um lugar chamado Ilha Leocádia e vi um senhor, em uma cadeira de roda, e o genro dele tentando empurrar e não conseguia. Quando o senhor me viu, ele me disse: ‘Robson, tenho vontade de gritar aqui nessa rua esburacada, para ver se alguém me escuta, porque todos nós aqui não somos ouvidos, a gente não tem voz. Por favor, seja nossa voz’. Aquilo, naquele momento, foi um choque... Eu comecei a me lembrar dos 15 anos de rádio, que eu sempre fiquei ali e o poder executivo não respondia ninguém, então eles começaram a enxergar em mim... ‘essa pessoa pode ser nossa voz’. Como a gente não constrói nada sozinho, a gente chamou a Luciana, pessoa maravilhosa, que coordena hoje nosso plano de governo. Ela é cuidadora da Apae, tem expertise com os assistidos, com os invisíveis da cidade e sabe da importância da acessibilidade. A Renatinha do Vôlei dispensa qualquer comentário. Jogadora, veio de uma camada humilde, filha de limpador de fossa, jogou na seleção brasileira de vôlei, hoje é atleta, mãe, negra, mulher, também não é escutada, não é ouvida na nossa sociedade, se juntou ao nosso projeto e a gente caminha com ele. Então por que demorou? A coragem de dizer se vamos aceitar esse desafio e ouvir a voz das ruas.

RJ News: Em seu plano de governo cita “Saúde para todos”. Como pretende trabalhar para realmente a saúde chegar para todos?
Robson: Hoje a gente não tem saúde para ninguém, só para alguns. Hoje se tem uma rede de saúde que está no CTI. Por que eu falo isso? Porque a gente está na ponta todos os dias ouvindo. Acabei de vir de uma reunião com uma moça que está com o braço quebrado, esperando cinco meses uma cirurgia. Ela está morrendo de dor. A saúde concentrou tudo no Dona Alba, mas a saúde não se fala. Não existe um sistema integrado digital para se comunicar, não existe um prontuário eletrônico. Existe quase R$50 milhões de verba do SUS, que não vem para Macaé, porque não tem um prontuário eletrônico. Macaé não faz o dever de casa, o SUS não paga e a população sofre, a senhora que fica sem cirurgia. Então saúde para todos é acessibilidade. Nós vamos criar um aplicativo de saúde. Vamos informatizar todo o sistema de saúde. Nós vamos criar dois sistemas de diagnósticos, um no Centro e um na Serra, com raio-x, tomografia e ultrassom.  Então, saúde para todos é você ter dignidade na hora que você pede o médico, você faz o exame e quando você volta ao médico o seu exame está lá na tela do computador.

RJ News: O senhor cita no plano de governo “Educação e futuro”. Como pretende melhorar a educação das crianças e dos jovens?
Robson: Nós temos um dos piores Ideb’s do Estado do Rio de Janeiro. A única escola que tem o melhor Ideb, que foi o segundo do estado do Rio de Janeiro, foi a Escola do Sana, que é a escola municipal que não tem gestão direta da Secretaria de Educação. É um diretor chamado Sol Gray, a escola é integral e ele enfrentou barreiras, bateu de frente para implantar esse sistema. A “Educação e futuro” tem que ser integral. A escola não é só um espaço físico, onde se coloca um monte de alunos jovens e crianças olhando para o quadro negro, vendo o professor escrever. Então você tem que criar cursos direcionados à tecnologia, de software, de hardware... tem que fazer com que ele entenda a tecnologia. No primeiro turno ele vai estudar normal e no contraturno ele vai aprender uma profissão, vai fazer esporte, vai humanizar a escola. Enquanto você que é mãe está trabalhando, o seu filho está na escola. Então vamos implantar essa escola em turno integral para dar um futuro melhor para os nossos jovens.

RJ News: O senhor propõe inovação na gestão pública. O que fará para inovar a gestão?
Robson: Tecnologia. Não dá para ter uma gestão pública hoje sem tecnologia. Macaé hoje tem a Macaé Startup, composta por um grupo de professores doutores da UFRJ, do IFF. São pessoas que tem uma expertise acima do normal. São mais de 50 profissionais disponíveis, que a prefeitura sequer conversa com eles. Quero montar aqui um sistema fotovoltaico, por exemplo, com energia solar; não poderíamos ter um sistema Macaé 100% digital? Colocar fibra ótica na cidade e deixar a cidade 100% digital, com wi-fi em pontos específicos, na sala de aula, para alunos poderem acessar os computadores. Então é inovar com a tecnologia.

RJ News: No setor cultural o senhor defende a democratização da cultura. Como?
Robson: O que a gente tem na cultura em Macaé hoje? Boi pintadinho, que era tradicional nas ruas de Macaé, não tem mais nenhum; carnaval não tem, as bandinhas de fanfarras, Lyra dos Conspiradores, Nova Aurora, tudo fechado, tudo parado, sem nenhuma subvenção da prefeitura, sem nenhuma atenção, está tudo parado. Cineclube a Petrobras terminou, chegou a dar a chave para o prefeito, mas ele recusou. Agora está acabando, porque abriu só para a inauguração. No dia que a Petrobras foi lá dar a chave para o prefeito, eu estava no gabinete vendo uma outra coisa com ele, e ele recusou. Então, democratizar é tornar acessível a todos. O Polo de Cultura da Fronteira está capenga, o Teatro Municipal de Macaé você não pode fazer nada porque o Bombeiro não libera. Vamos ter Polos de Cultura nos bairros, que funcionem de verdade, com aulas de música, teatro, dança... Não tem incentivo nenhum para a cultura. Queremos resgatar isso tudo e democratizar, dar acesso a todos.

RJ News: No seu plano de governo tem o item “Consolidação do Turismo”. Falta muito para isso?
Robson: Falta. Falta força de vontade, de querer. Por exemplo, eu estive com o pessoal do Polo Gastronômico da Praia dos Cavaleiros e eles falaram comigo que é tão difícil conseguir alguma coisa nessa cidade. Eles foram fuzilados na pandemia com tudo fechado e o decreto autoriza um funcionando em um horário péssimo. Por que não usar areia da praia? É tão bom comer na beira da praia. No Rio o garçom sai do quiosque e leva lá na areia e é tão gostoso. Aqui não tem isso... Também não tem banheiro, para uma pessoa ir ao banheiro tem que pedir nos restaurantes. Não tem incentivo. Você tem que criar um evento: um Fest Verão, uma Expo, feiras corporativas, aulas de dança na praia, música, tem que trazer isso de volta.
A região serrana, que coisa mais gostosa, mas a região está abandonada. A estrada do Sana quebrada, ninguém consegue entrar. Lá tem cachoeiras maravilhosas, foi polo de rafiting; em Glicério, canoagem... Hoje não tem mais nada... Então é você fomentar, aquecer e acelerar. Tudo isso com parceria. Se faz isso, ouvindo as pessoas. Se eu for imperador, ficar trancado no gabinete achando que eu sou o dono do mundo, que eu sou o segundo Deus, não vai para lugar nenhum. É o que está acontecendo com a cidade hoje.

RJ News: O senhor falou da serra. Vi que ela é pouco citada no seu plano de governo. Qual é o seu planejamento para a região?
Robson: O plano de governo é participativo, ele não é lacrado, cada semana ele vai sendo modificando. A serra na verdade vai ter que ter um choque de gestão, pois parece que é um lugar segregado, parece que não pertence à Macaé. Primeira coisa: transporte de qualidade. Atualmente o transporte para a serra é péssimo. O ônibus sai catando todo mundo e na hora de voltar, por exemplo, você não tem ônibus do Terminal Central ao Sana, só vai até o último ponto do Frade. O passageiro desce: ou ele pega uma carona ou, quando a estrada permite, pega outro ônibus no valor de sete reais e pouco. Não dá para acreditar que a prefeitura de Macaé, com orçamento de R$ 2,5 Bi, esqueceu a serra.  Segundo: Vamos fazer um portal na entrada da serra, em Córrego do Ouro, com policiamento, porque a serra está literalmente abandonada, a insegurança é muito grande, a violência gigante. O único policiamento que tem ali é em Córrego do Ouro, atrás da praça. Então vamos colocar o policiamento na entrada, com sistema de câmera, monitoramento, para levar os projetos que temos, como a “Fábrica da Esperança”. Quem mora na serra não pode morrer, porque não tem cemitério para enterrar, estão todos lotados, e nem pode velar, porque não tem capela mortuária. Vamos dar dignidade a essas pessoas, fazer uma capela mortuária e um cemitério decentes. A agroeconomia da serra é riquíssima, mas os produtores não têm por onde escoar. Existe uma feira sábado, ao lado do Extra, que o pessoal desce com um caminhão que a prefeitura banca. O produtor joga tudo no caminhão às 00h e tem que esperar aqui no centro às 2h, para descer tudo do caminhão, arrumar a mercadoria, para expor até 10h. Temos que levar dignidade para essas pessoas. Tem tanta coisa que a gente pode fazer na serra, é muito triste ver esse abandono.

RJ News: Estamos em uma pandemia, começamos a sair de uma crise gerada pelo momento de isolamento social. Como pretende fomentar a economia no próximo ano?
Robson: Macaé tem mais de 30 mil desempregados. A pandemia veio acabar de estrangular ainda mais os desempregados. Então primeira coisa: aquecer o comércio local. O comércio hoje é estrangulado, vi o prefeito comemorando durante a pandemia que ele havia fechado um depósito de cerveja. Ridículo. Temos que trazer o cara, ele paga imposto, gera emprego. Tenho que dar incentivo. Vamos abrir linhas de crédito para o comércio, porque na pós-pandemia vai estar todo mundo fuzilado. Limpar o Calçadão e transformá-lo em um local digno para circular, com infraestrutura, segurança. Aquecer o turismo de lazer. Estamos conversando com a Marinha para ver como a gente consegue fazer visitas à Ilha de Sant’Anna, vamos criar um deck. Estamos conversando com o pessoal do Forte Marechal Hermes, para ser ali na Pororoca. Vamos promover eventos, feiras... isso tudo gera emprego, gera renda. Vamos desburocratizar, criar isenções para as empresas virem para cá. Hoje nós não temos uma zona de negócios. Se uma empresa quiser se instalar em Macaé, temos que abraçá-la.
Vamos montar um condomínio de negócios para o pequeno e microempreendedor. Essa foi uma ideia dos nossos vereadores, da Coligação, para a prefeitura dar um espaço para a pessoa tirar o seu negócio do fundo do quintal e colocar nesse espaço, onde será ser mais reconhecido, ter CNPJ, alvará, gerando emprego e renda.

RJ News: Macaé sempre foi reconhecida como uma cidade que incentivou bastante o esporte. O senhor tem interesse em voltar a apoiar o alto rendimento?
Robson: Para começar, eu quero tanto falar de esporte que eu coloquei a minha vice a Renatinha do Vôlei. Ela chegou aqui em 98, no primeiro time de Vôlei de Macaé. Então, a gente tinha um programa chamado Programa de Iniciação Esportiva, há muito tempo, acabou. Se tinha aqui um templo do futebol, o Moacyrzão, que recebeu os principais times do país, acabou. Você tinha o vôlei, o basquete... o Léo tentou, e tentou, e tentou, coitado. Nadou e morreu na praia. Tudo isso foi acabando. A primeira coisa que tem que fazer é inserir o esporte nas comunidades mais carentes, voltar com os projetos e programas de esportes. Ginásio Poliesportivo caindo aos pedaços: vai fazer esporte aonde? Vamos consertar aquilo lá, continuar aquela obra e se não der para tocar, faz uma concessão para uma empresa cuidar. O que não dá é para ficar daquele jeito. Vai ter esporte sim e precisa ter. Voltar com as escolinhas e com os de alto rendimento. Nós temos a Samara Jardim, que é uma das incentivadoras, ela quer fazer. Então vamos tocar isso, com certeza.

RJ News: O senhor fala muito nas suas redes sociais em Fake News. Como está a campanha?
Robson: Como a gente demorou a pensar e a encarar esse desafio, os nossos adversários ficaram quietos. Até então, o nosso projeto poderia ser um projeto aliado deles. Quando a gente faz a convenção e assume a candidatura, aí começa a chamar atenção, mas ainda todo mundo imaginava que era um cavalo paraguaio, vai a lugar nenhum.  Só que nossa campanha está crescendo, está séria, as pesquisas apontam crescimento e inclusive eles perceberam que podemos ganhar a eleição. Quando os nossos adversários viram que a gente pode ganhar as eleições, começaram a atirar de tudo quanto é jeito. A última foi que eu estava na rua com Covid-19 fazendo campanha, contaminando os outros. Para resumir, a Fake vem para embargar, para tentar denegrir imagem da família, dos amigos, mas não vão conseguir porque graças a Deus eu não acredito e nossa campanha está se consolidando, está crescendo e nós vamos ganhar a eleição.

RJ News: Qual é a importância da sua vice no seu mandato?
Robson: Foi uma escolha demorada, porque todo mundo coloca o vice na intenção de fazer acordos políticos. E a gente não conseguiu fazer isso. Renatinha, uma mulher, mãe, negra, esportista, mulher do esporte. Passa para gente que, aqui tem uma gestação de um novo tempo. Renatinha, hoje, transmite, ela transporta, a mensagem que está gerando um novo tempo na cidade. É o que eu vejo nela. Então eu acho que isso encaixou muito bem a composição. A composição da Luciana, coordenadora da APAE, conhece muito bem essa questão da acessibilidade, dos invisíveis e na nossa candidatura, vocês mulheres, são protagonistas. Minha esposa está ao meu lado o tempo inteiro. Então a importância da vice é fundamental. A mulher macaense vai ter voz. O grupo está muito unido, muito gostoso de trabalhar.

› FONTE: RJ News


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