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NUPEM recebe aparelhos e espera fazer 300 testes diários de Covid-19

Publicado em 28/10/2020 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


O extrator é responsável por uma das etapas do processo de identificação do material genético do vírus SARS CoV-2

O extrator é responsável por uma das etapas do processo de identificação do material genético do vírus SARS CoV-2

Especialistas ressaltam que os países que obtiveram sucesso no controle da pandemia adotaram testagem em massa

O Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade – NUPEM, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) de Macaé, vem recebendo reforço para aumentar a velocidade e a reprodutibilidade das análises de amostras para diagnóstico da Covid-19.

O instituto recebeu um extrator automatizado de material genético (King Fisher da empresa - Thermo Fisher) capaz de aumentar a velocidade e a reprodutibilidade das análises de amostras para diagnóstico da Covid-19. Com o equipamento, o Laboratório do NUPEM/UFRJ pode alcançar o número entre 300 e 400 amostras analisadas/dia. A previsão é que ele comece a ser utilizado em breve, após a equipe realizar o treinamento necessário.

O extrator é responsável por uma das etapas do processo de identificação do material genético do vírus SARS CoV-2 contido nas amostras de secreções naso/faringe de casos suspeitos. “Atualmente esse processo é realizado manualmente e com a chegada do extrator ele poderá ser realizado de forma mais rápida e mais precisa”, informou Rodrigo Nunes da Fonseca, diretor do NUPEM/UFRJ.

O equipamento foi obtido a partir de destinação do Ministério Público do Trabalho em Cabo Frio nos autos do Inquérito Civil nº 000447.2017.01.005/7, no valor de R$ 305.843,35, decorrente de indenização paga por empresa, a título de danos morais coletivos por descumprimento a normas trabalhistas.

Segundo a Procuradora do Trabalho Dra. Cirlene Zimmermann, o NUPEM/UFRJ tem feito um trabalho primoroso e memorável em Macaé com a testagem e as pesquisas de Covid-19. "A pandemia confirmou o potencial científico da região e o Ministério Público do Trabalho acertadamente apoiou esse projeto em prol de toda sociedade”, frisou.

Mas, vale lembrar que para chegar a esses números, o fundo ainda precisa muito do apoio de toda a sociedade por meio de doações de qualquer valor, para aquisição dos insumos. A reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, assumiu a campanha e apela por colaboração. ‘‘A UFRJ Macaé e os demais campus da UFRJ estão unidos no combate a essa doença. Venceremos a Covid-19 com o apoio da sociedade”, lembrou.

Outro equipamento recebido pelo projeto foi o QuantStudio, que realiza a amplificação em tempo real do ácido nucleico do viral (RNA). O resultado pode ser liberado com pouco mais de uma hora após as etapas de coleta do swab nasofaríngeo e extração do RNA.

Esse equipamento já está sendo utilizado e fez com que o NUPEM conseguisse dobrar sua capacidade de testagem para 120 pacientes por dia. Os pesquisadores trabalham ainda no desenvolvimento de um método que poderá realizar a testagem de 180 pacientes por dia para cada equipamento de PCR em tempo real, alcançando o número de 360 amostras/dia.

Após a pandemia, a QuantStudio ficará à disposição do Laboratório de Microbiologia e Bioprocessos do NUPEM/UFRJ. O equipamento poderá ser utilizado no diagnóstico de muitas outras doenças assim como na pesquisa.

Sobre o projeto

O Projeto “Apoio ao NUPEM UFRJ-Macaé Para Implementação de um Laboratório de Campanha para Testagem e Pesquisa da COVID-19 (LCC-UFRJ-Macaé)” agrega Instituições Públicas, Privadas e diversos atores da sociedade civil para a Testagem e Pesquisa da COVID-19 no município de Macaé. Desde o início da pandemia já foram realizados mais de seis mil testes.

O projeto anseia em chegar a capacidade de 200 a 300 testes por dia, com laudo liberado entre 24 e 48 horas, o que vai auxiliar na tomada de decisões pelas autoridades do município.

Rodrigo Nunes da Fonseca, diretor do NUPEM/UFRJ, explicou que os países que obtiveram sucesso no controle da pandemia adotaram as seguintes estratégias: isolamento social, testagem em massa e quarentena dos indivíduos positivos. Porém, o Brasil é um dos países que menos realiza testes de Covid-19 no mundo. Logo, o número de casos reais pode ser pelo menos de 20 a 50 vezes maior do que o revelado.

Segundo o acadêmico Amilcar Tanuri, professor titular da UFRJ e chefe do Laboratório de Virologia Molecular, é preciso testar para parar a cadeia de transmissão desse vírus. "Estima-se que 80% dos casos de covid-19 no Brasil não sejam diagnosticados. Apenas 20% dos indivíduos sintomáticos necessitam de internação hospitalar”, observou o pesquisador.

› FONTE: RJ News


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