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Em Macaé, 21 partidos disputam as 17 cadeiras disponíveis no legislativo

Publicado em 25/10/2020 Editoria: Eleições 2020 sem comentários Comente! Imprimir


Dos 33 partidos regularizados que existem todo o país, 21 estão na disputa por uma vaga no legislativo macaense. Com isso, os eleitores do município terão 457 nomes para votar, lembrando que apenas 17 ocuparão cadeiras no legislativo da cidade, nos próximos quatro anos, contando a partir dia 01 de janeiro de 2021.

Entre os 21 partidos, nove estão com a legenda completa em busca da votação necessária para fazer uma ou mais cadeiras, sendo eles: Cidadania, Patriota, Podemos, PROS, PRTB, PSD, PTC, Republicanos e Solidariedade. Isso significa que todos esses partidos possuem 26 nomes na disputa, número máximo permitido pela Justiça Eleitoral. Conforme a Lei 9504/97 e Resolução nº 23.373/2011/TSE, cada partido pode lançar a candidatura de até 150 por cento do número de vagas na câmara do município.

De acordo com o presidente do PTC de Macaé, Pablo Dias, chegar a esse total não foi uma tarefa fácil. "Estamos vivendo um momento que a sociedade ainda está aprendendo o quão importante é sua participação na política e quanto decisiva é para o contexto atual. Hoje, Macaé tem 21 partidos montados para disputar a eleição e mais de 400 Candidatos. Isso é muito importante tendo em vista a pluralidade de ideias e ideologias, além do respeito à proporcionalidade entre homens e mulheres, garantido por lei e respeitado por nosso partido", ressaltou.

Pablo comentou ainda que nesta eleição, mais que nunca, o número de candidatos demonstra a força do partido. "O número de candidatos faz total diferença. Nosso partido sai com 26 nomes disputando a eleição, dentre eles 18 homens e 08 mulheres, isso garante força, lógico, dentro das devidas proporções. O mais interessante aqui no PTC é que teremos um vereador novo, pois não temos nenhum vereador de mandado ou alguém que já tenha sido. Pensamos nisso justamente para garantir uma verdadeira mudança nos quadros do legislativo Macaense", ressaltou.

Ainda em Macaé, o PSL e o PDT chegaram próximo a completar a legenda e cada um vem com 25 candidatos disputando a vaga. Em seguida, a Rede Sustentabilidade tem 23 candidatos, o DEM tem 22 candidatos; o PSOL,  21; O PV e o PT com 20 nomes; o PTB com 18; Avante com 17; PMB com 16; e os dois partidos com menos candidatos são PCdoB e PSDB, com oito nomes.

De acordo com a presidente interina do PCdoB, Ilma de Souza, apesar do baixo número de candidatos, ela acredita que a população está buscando propostas reais, o que os candidatos do partido estão mostrando. "Nós acreditamos nos candidatos e candidatas do PCdoB de Macaé. São cinco mulheres e três homens, todos altamente capacitados para legislar de forma coletiva, todos passaram por treinamento e possuem valores. Nosso partido também visa muito a questão da legalidade, de seguir tudo de forma ética e séria, o que dificulta um pouco a questão da quantidade. Mas do que me adianta 26 candidatos, se muitos deles, não estão preparados para nos representar?", questionou Ilma.

Outro dado interessante sobre as candidaturas é que a maioria dos partidos ficou no limite com relação à participação das mulheres. A lei determina que a candidatura seja dividida, não podendo ultrapassar o limite de 70% de candidaturas de um dos sexos. Apenas o PCdoB teve uma expressão, com cinco mulheres do total de oito candidatos.

Vale lembrar que nas Eleições Municipais de 2020, pela primeira vez, candidatos ao cargo de vereador não poderão concorrer por meio de coligações. O fim das coligações na eleição proporcional foi aprovado pelo Congresso Nacional por meio da reforma eleitoral de 2017. Com isso, o candidato a uma cadeira na câmara municipal somente poderá participar do pleito em chapa única dentro do partido ao qual é filiado.

Apesar da mudança, o cálculo de quociente eleitoral ainda está valendo. Com isso, é considerada a soma de votos obtidos por todos os candidatos a vereadores de um partido mais os votos obtidos pela legenda, quando eleitor pode dar seu voto a um partido, sem escolher um nome específico lançado por ele.  O total será usado em uma conta que vai determinar o número de vagas ocupadas por cada partido.

Com essa mudança, os partidos com números pequenos de candidatos tendem a sair em desvantagem.

Outros municípios dentro da área de cobertura do RJ News

Em Casimiro de Abreu, 19 partidos disputam as nove cadeiras do legislativo. Quase todos preencheram a cota máxima de candidatos no partido ou pelo menos chegaram perto.
Na cidade, cada partido pode te no máximo 14 candidatos, o que foi preenchido pelo Cidadania, Patriota, PDT, PMB, PSD e Solidariedade.

Em seguida, os partidos DEM, Podemos, PP, PROS e PSDB ficaram perto do limite, com 13 candidatos cada. O PTC vem com 11 candidatos; o PSL com 9 nomes na disputa; o PV e o Republicanos com seis cada e, por último, o PSOL que tem apenas três candidatos.

Assim como em Macaé, todos os partidos ficaram próximo à margem obrigatória de 30% de mulheres dentro da legenda.  O único que se diferenciou nesse quesito foi o PMB, que de 14 candidatos trouxe seis mulheres.

Em Rio das Ostras, 22 partidos estão na disputa. Entre eles, mais da metade conseguiu atingir o número máximo de candidatos, que é 20. Esses partidos são o: Cidadania, DC, MDB, Patriota, PL, PMN, PSD, PSL, PTC, PV, Republicanos e Solidariedade.

Em seguida o DEM, que tem 19 candidatos, o PMB e PSC com 18 candidatos cada, PTB com 13 candidatos, Podemos, PP e PSB com 10 candidatos, sendo três mulheres. Por fim o PCdoB, que veio com apenas 4 candidatos, sendo dois homens e duas mulheres e o PSOL, que com 12 candidatos também foi um dos poucos partidos que conseguiu fazer a divisão igualitária entre o gênero dos candidatos.

Winnie Freitas, que é presidente do PSOL na cidade explicou que o partido realiza todo um trabalho para que as mulheres estejam presentes na política. "O PSOL possui uma organização interna que favorece e incentiva a participação de mulheres - nossas atividades sempre levam em conta a necessidade de adequar o espaço, o horário e o tempo de duração às necessidades das mulheres mães e suas crias - pois não adianta se dizer comprometido com as mulheres e não garantir sua participação nos espaços. Repudiamos e buscamos a todo o tempo evitar manifestações de machismo, além de fortalecer nosso Setorial de Mulheres (espaço interno previsto no nosso estatuto partidário) para que as mulheres tenham espaço de auto-organização e formação política. Entendemos que para que as mulheres se sintam fortalecidas para participar e disputar politicamente a cidade, esse espaço deve ser primordial, onde nós elaboramos as pautas e políticas que devem ser apresentadas por todo o partido. Defendemos também que os homens se formem politicamente para não só entender, mas também defender nossas pautas, afinal, o fim da exploração e opressão das mulheres deve sim ser também um compromisso dos homens"

Em Conceição de Macabu, 13 partidos estão na disputa. Os maiores partidos trazem 17 candidatos, são eles: DEM, PDT, PSD, PSL, PV e Solidariedade. Em seguida, o Patriota vem com 15 candidatos, o PROS com 14, O Cidadania, DC e PL com 12 e por fim o PT e o Republicanos com três candidatos cada.

Na cidade de Carapebus, 14 partidos estão na disputa pelas nove cadeiras do legislativo carapebuense. Os partidos com maior número de candidatos são o Cidadania, Democracia Cristã e o MDB com 18 candidatos cada.

O Avante, PP, PRTB e PSD buscam a vaga com 17 candidatos cada. O PMB e o Solidariedade trazem 16 candidatos cada, Republicanos com 15 candidatos, Podemos e PSB com 12, PSC com 10 e, por fim, o PV com 4 candidatos. Na cidade, o único partido que conseguiu dividir bem a questão de gênero foi o PSB, que com 12 candidatos no total, tem 6 mulheres.

Quissamã é a cidade com menor número de partidos na disputa pelo legislativo. Ao todo, 9 siglas disputam nove vagas. Os maiores partidos são o Republicanos, PP, PRTB, DEM e MDB com 17 candidatos cada. O PSC tem 16 candidatos, o PL com 11, Avante com 10 e Podemos com 9.
 

› FONTE: RJ News


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