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MOPAM fala sobre a importância do cadastro para Carteira Municipal de Identificação do Autista em Macaé

Publicado em 24/10/2020 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


A coordenadora do MOPAM, Lúcia Anglada, fala sobre a importância do documento

A coordenadora do MOPAM, Lúcia Anglada, fala sobre a importância do documento

Documento foi lançado na última semana e visa garantir prioridade de atendimento em serviços públicos

A Prefeitura de Macaé implementou, na última semana, a Carteira Municipal de Identificação do Autista (Ciptea). De acordo com a Prefeitura, o documento considera que muitas vezes o Transtorno do Espectro Autista não é aparente ou de fácil identificação para quem interage com o portador da necessidade especial, a Carteira do Autista vai garantir prioridade de atendimento em serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social.

A expectativa é que, em breve, o documento tenha validade em âmbito nacional, tendo em vista que a lei já foi sancionada pelo Governo Federal, mas os trâmites seguem de forma lenta. Já no município, a Ciptea Municipal foi instituída por meio do decreto 007/2020.

"A função dessa carteira é contabilizar os autistas de Macaé, independente de ter ou não plano de saúde. É necessário que tenhamos um censo oficial de quantos autistas temos no município para que possam ser feitas ações efetivas para essa parcela da sociedade que muitas das vezes é invisível para o poder público", explicou a coordenadora do Motivados pelo Autismo Macaé - MOPAM, Lucia Anglada.

Os interessados em obter o documento, já podem preencher o formulário no site da Prefeitura de Macaé e enviar para o e-mail cadastrociptea@macae.rj.gov.br. Também devem ser anexadas ao e-mail as seguintes cópias: identidade, CPF, comprovante de residência, uma foto 3x4 e laudo médico assinado por neurologista ou psiquiatra atestando o diagnóstico com o referido código de Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID).

Lúcia ressaltou ainda que é importante que todos façam o cadastro." Estamos lutando por políticas públicas para todos, independente de classe social. É de extrema importância que as famílias façam essa carteirinha. Autismo não tem cara, não tem características físicas e, portanto, dificulta sua identificação nas filas de espera e outros benefícios", lembrou.

Sobre o autismo
O autismo ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito e movimentos repetitivos). Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com outras doenças e condições associadas (comorbidades), como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.
 

› FONTE: RJ News


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