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Músicos de Macaé e Rio das Ostras se adaptam à rotina com shows presenciais e aulas online

Publicado em 24/10/2020 Editoria: Cultura sem comentários Comente! Imprimir


Robson Farah, de Macaé. Ele, que desde 2013 vivia exclusivamente de shows

Robson Farah, de Macaé. Ele, que desde 2013 vivia exclusivamente de shows

A crise causada pelo novo coronavírus, que em março obrigou o fechamento de pontos culturais em todo o país, obrigou os artistas a se reinventarem. Sem as atividades presenciais e o cancelamento de shows para muitos músicos, a saída foi se adaptar ao mundo virtual, por meio das redes sociais e plataformas virtuais. Para continuarem ‘sobrevivendo’, os músicos tiveram que dar aulas online. E agora, mesmo com a flexibilização e o retorno de atividades presenciais, alguns continuam dividindo o tempo, conciliando shows, apresentações e as aulas virtuais.

É o caso do músico Robson Farah, de Macaé. Ele, que desde 2013 vivia exclusivamente de shows, quando a pandemia surgiu, parou. No mesmo ano, foi inaugurada a escola Farah Cultural, uma escola de artes, de música, dança e teatro. “O que aconteceu em março, quando os decretos fecharam tudo, devido à pandemia, tudo o que eu vinha fazendo para viver como artista parou. Aí tive que me adaptar, como muitos, ao mundo virtual, criando plataformas virtuais para dar aulas. Tive que aprender rápido e fazer tudo pela internet. Em uma semana inauguramos uma plataforma digital para continuar atendendo os alunos pela internet. No primeiro momento foi difícil, porque as pessoas também tiveram que se se adequar, mas hoje recebemos muitos alunos interessados em fazer as aulas online”, explicou.

Quanto aos shows, Robson Farah disse que as apresentações presenciais retornaram recentemente e que até dezembro a agenda está cheia. Mas antes da retomada, as apresentações foram por meio de lives, o que deixava Robson um pouco preocupado. “Não é simplesmente transmitir a live. Há todo um preparo, como montagem de estrutura, verificar o som para que seja transmitido com qualidade, estre outras preocupações”, disse.

Durante a pandemia, ao todo, o cantor fez quatro lives. “Dentre elas, fizemos um especial do Dia dos Namorados e uma live temática para o Dia dos Pais, quando realizamos uma homenagem ao rock nacional. Hoje nós já estamos atendendo shows presenciais. No último dia 17 de outubro, fiz meu primeiro show presencial e confesso que foi muito impactante. As pessoas sentiram isso também. Até dezembro, tenho apresentações agendadas em Rio das Ostras”, enfatizou Farah. 

De Rio das Ostras, o músico Luan Schuenchkel, de 28 anos, também apostou no empreendedorismo durante o período da pandemia da Covid-19. Segundo o jovem músico, a pandemia foi um período muito difícil para ele e todo mundo, porque as pessoas estavam muito assustadas. Com o cancelamento de shows e aulas presenciais, começou a ensinar também pelas plataformas virtuais, principalmente o Whatsapp e o Skype. “Foi assim durante alguns meses, mas também dei aulas presenciais, com todos os protocolos de segurança determinados, como o uso de máscaras, de álcool em gel, distanciamento social. Agora, quase 70% dos alunos já retornaram às aulas presenciais e a outra parte prefere ainda ficar em casa, acompanhando tudo pela internet”, explicou.

Antes da pandemia da Covid-19, Luan já mantinha sua agenda cheia. “Nunca gostei de fazer o igual. Sempre busquei ter um diferencial e vi na internet a possibilidade de mostrar minha música. Eu mesmo aprendi a gravar e editar minhas músicas em casa e comecei a fazer meus vídeos. Quando vi, o convite para tocar estava ultrapassando os limites de Rio das Ostras”, contou.

Recentemente, Luan Shuenckel assumiu a carreira solo mostrando sua versatilidade no canto, na guitarra e outros instrumentos, como é possível conferir na sua página do Youtube.  Lançou o clipe “Perfume” e “O que o vento traz”, que já é conhecida pelo público.

Apesar de ter a agenda lotada entre várias cidades, o músico ingressou na universidade e se tornou professor. “Fui estudar mais. Me ingressei na universidade e hoje sou formado em licenciatura em música e estou cursando pós-graduação em Educação Musical. É uma profissão que exige ser bom. Não posso parar”, contou.

Luan se mudou para Rio das Ostras em 2012 e a partir daí sua carreira musical no meio secular começou a decolar, seja como professor de violão ou tocando guitarras em bandas de rock. Na bagagem, apresentações no Ostrascycle – Encontro Internacional de Motociclistas, Sesc Verão, que tem no casting grandes nomes da música brasileira, festivais de cervejas artesanais, nos principais Pubs das Regiões do Lago e Serrana.

› FONTE: RJ News


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