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Candidato a vereador de Rio das Ostras é multado por compartilhar Fake News

Publicado em 25/10/2020 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


Vini Dotte nega que tenha compartilhado informação falsa e afirma que as denúncias foram muitas

Vini Dotte nega que tenha compartilhado informação falsa e afirma que as denúncias foram muitas

O Tribunal Regional Eleitoral - TRE-RJ multou em R$ 15 mil o candidato a vereador de Rio das Ostras, Vinicius Silva Cupertino (PTC), o Vini Dotte, acusado de compartilhar fake news, em suas redes. A decisão foi aplicada pelo Juízo da 184ª Zona Eleitoral, mas ainda cabe recurso.

O caso em questão foi a divulgação da informação que o Pronto Socorro não estaria funcionando em plena pandemia do Covid-19 por falta de EPIs - Equipamentos de Proteção Individual.

A Corte entendeu que a suposta informação repassada sem qualquer comprovação teria caracterizado propaganda negativa contra a administração do prefeito Marcelino Carlos Borba. "O recorrente ultrapassou o limite do direito de expressão, uma vez que divulgou notícia falsa e tendenciosa, apta a influenciar a vontade do eleitorado local, desequilibrando o pleito", disse o relator, desembargador eleitoral Vitor Marcelo Rodrigues, que destacou ainda que se tratava de um "exemplo inquestionável de fake news, com nítido propósito eleitoreiro", relatou.

Outra denúncia feita com relação ao candidato é a publicação, também em sua rede social, de uma suposta pesquisa eleitoral não registrada, em descumprimento ao previsto no artigo 17 da Res. TSE nº 23.600/2019. O magistrado salientou que a falta de registro "leva a concluir para a existência de fraude no seu resultado e de vícios na colheita da manifestação de vontade do eleitorado local". Quanto a esse fato, porém, não houve aplicação de multa na sentença do Juízo eleitoral, "o que, certamente, não é possível fazê-lo em grau recursal", conforme afirmou o desembargador eleitoral Vitor Marcelo.

Em sua defesa Vini fez um vídeo, que também foi compartilhado em suas redes sociais, no qual afirma que não praticou de fake news e que diversas páginas e mídias divulgaram a mesma informação.

"Desde 2018 tenho atuado como ativista político e, por isso, chegou a mim a denúncia de que o pronto socorro estava sem atendimento. Eu recebi a denúncia, mas não só eu. Diversas páginas divulgaram a informação, inclusive a minha amiga Kátia, que é uma das responsáveis da página vigilante da gestão, esteve no local e pode comprovar que os profissionais estavam com as atividades paralisadas", reafirmou o candidato.

O mesmo também explicou que quando foi notificado pela primeira vez, teve o prazo de apenas 48 horas para protocolar seu recurso. "Eu tinha 48 horas para protocolar meu recurso e não consegui tempo hábil para juntar as provas necessárias. Mas, agora já estou juntando todas as provas, que serão apresentadas para comprovar as informações", garantiu Vini.

 

› FONTE: RJ News


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