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Riverton Mussi diz que vai fazer Macaé voltar a sorrir

Publicado em 25/10/2020 Editoria: Eleições 2020 sem comentários Comente! Imprimir


Riverton Mussi e seu vice, Dr. Luiz da penha, durante carreata pelas Ruas de Macaé

Riverton Mussi e seu vice, Dr. Luiz da penha, durante carreata pelas Ruas de Macaé

Riverton Mussi é professor de educação física por formação e um dos candidatos com maior currículo na carreira pública. Foi secretário de esportes do município de Macaé por duas vezes, vereador por três mandatos, onde atuou como líder do governo e líder da oposição, além de ocupar a cadeira de presidente da Câmara Municipal. Prefeito de Macaé por oito anos, Riverton busca, pela terceira vez, ser o chefe do executivo de Macaé, pelo PDT.

RJ News: Por que o senhor deseja ser prefeito de Macaé novamente?
Riverton: Na realidade alguns motivos levam você a se candidatar, mas principalmente a rua que faz com que você coloque o seu nome à disposição para uma nova disputa. Ao mesmo tempo, eu entendo que ainda tenho muito a oferecer ao município, através da minha experiência, das minhas ações ao longo de minha vida pública, meus erros e meus acertos, erros esses que já sei que aconteceram e eu terei a oportunidade de recuperar e acertá-los. Então eu tenho certeza absoluta que nós temos uma oportunidade nova de contribuir para o crescimento e recuperação de algumas áreas da cidade.

RJ News: Gostaria que o senhor explicasse a sua situação política.
Riverton: Eu sou candidato. A qualquer momento a minha candidatura pode ser homologada. Estamos lutando na Justiça para garantir o que está provado nas ruas. A população macaense torce pela minha candidatura. Não vamos fugir. Vamos recorrer e garantir a nossa candidatura. Jamais colocaria em risco toda a minha trajetória política e pública por vaidade, são mais de 30 anos. Tenho fé em Deus, acredito na justiça dos homens e principalmente no povo dessa cidade que tanto amo.

RJ News: O senhor já teve dois mandatos em Macaé. Se arrepende de alguma coisa? O que gostaria de fazer diferente nesse próximo mandato?
Riverton: Arrependo do que não fiz. Errei algumas vezes, mas acertei muito mais. Sei o que errei e não posso permanecer no mesmo erro. Tenho certeza que vamos fazer uma transformação e vamos fazer a diferença na próxima gestão. Até porque tenho mais experiência, mais conhecimento da administração pública. Nós ainda temos muito a crescer em função do que Macaé necessita. Queremos concluir algumas ações que deixamos de concluir, como o arco viário do município. Precisamos reformular o transporte público na cidade, vamos concluir o VLT, vamos colocar colégios em tempo integral, inclusive é uma bandeira do PDT. Espero no primeiro ano já colocar de quatro a seis escolas em tempo integral no município. Também vamos fazer a recuperação das atividades públicas que estão paradas: praças, prédios, estádio, ginásio, parque da cidade, ampliar o complexo universitário, implantação do projeto Macaé mais segura...

RJ News: O senhor citou o VLT. Muitas pessoas citam que não acreditam no VLT e que ele foi um elefante branco da sua gestão. Vale a pena resgatar esse projeto?
Riverton: Na realidade, na época nós fizemos recuperação da via, ligando o Miramar à Imboassica. Essa via nós faremos uma revisão nela e vamos implantar os terminais: um no Visconde, acoplado ao terminal central de ônibus, e vamos fazer mais duas paradas intermediárias e uma final, em Imboassica. Colocaremos o VLT para funcionar, até porque ele é à diesel e a recuperação se faz com muita facilidade. O sistema será integrado com o ônibus, ou seja, a passagem vale para o ônibus e VLT. Depois de fazer essa primeira etapa, vamos preparar a segunda etapa, que é do Miramar ao Lagomar. Agora nós não iremos esperar recurso federal, vamos investir com recurso do município.

RJ News: O senhor tem uma estimativa de quanto tempo precisa para colocar o VLT para funcionar?
Riverton: Espero no primeiro ano já colocar em prática a primeira etapa.

RJ News: Estamos saindo de uma crise, provocada por uma pandemia. O que pretende fazer para fomentar a economia local, a geração de emprego, sem descuidar da saúde das pessoas?
Riverton: Eu de imediato quero abrir duas mil frentes de trabalho para fazer um “but” na cidade inteira. Nós temos aí praças, colégios e postos de saúde para serem recuperados, as unidades prediais do município precisam dessa recuperação. Eu pretendo conseguir buscar o entendimento do Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Estadual, para que a gente possa fazer a contratação imediata desse pessoal. Vai ajudar a população com emprego e a economia local. Invés de dar assistencialismo, nós vamos dar emprego para as pessoas e elas vão limpar e ajeitar a cidade: ruas esburacadas, calçamentos danificados, uma geral, não apenas na área central, que já está bem arrumada pela atual administração, mas também precisamos dar atendimento aos bairros, pois eles estão bastante largados.

Também faremos investimentos, para possibilitar as empresas a realizarem contratação. Vamos estimular todas as compras dentro do município de Macaé, priorizando o comércio local e cumprir a lei, que foi feita na nossa época, para dar a oportunidade ao comércio de fornecer para a prefeitura. Tem que ser aberto para que todo o comércio possa participar e fomentar a economia através disso.

Nós vamos reativar o projeto do Fundec, que é um banco de fomento do município. Vamos ter condições de ajudar, em parceria com outras instituições financeiras, para que possamos fomentar os pequenos e médios comerciantes e microempreendedores da cidade de Macaé.

RJ News:  Na educação, o seu plano de governo fala em “Novo pacto da educação” e “educação cidadã”. Como que seria essa proposta?
Riverton: Primeiro vamos buscar o ensino de tempo integral. A ideia nossa é que as novas unidades que iremos construir no município, todas serão de tempo integral. É evidente que os pais terão a opção de colocar no ensino integral ou no tempo convencional. Essas escolas terão quadra, ginásio, piscina, sala de informática, sala de idiomas, de atividades extracurriculares. Então iremos construir quatro unidades no primeiro mandato e reaproveitar as escolas que tenham estrutura para isso, como é o caso dos Ciep’s. Também vamos integrar a família às escolas, teremos um trabalho grande para que os pais participem da educação das crianças dentro da escola e tirar a ideia de que a responsabilidade é toda do professor.

O município de Macaé é bem diferente dos demais, porque ele assumiu o ensino desde o pré-escolar até o ensino superior. No meu primeiro governo nós começamos a fazer a Cidade Universitária, trouxemos a UFRJ, com vários cursos, consolidamos a permanência da UFF, que antes era financiada com o dinheiro do município e hoje ela que se sustenta, a Universidade Municipal, que era paga quando eu entrei e tinha pouquíssimos alunos, eu coloquei de forma gratuita e hoje temos mais de três mil alunos. Construímos o Colégio de Aplicação, que hoje é uma referência no país, dando condições aos alunos da rede pública em disputar vestibular em várias universidades do país; curso de idiomas pelo país, CETEP, incentivo a universidades particulares a se instalarem no município, transporte universitário, bolsa estágio... Todos esses projetos serão resgatados, aos poucos, voltados para o ensino superior.

A escola do Córrego do Ouro eu quero resgatá-la e transformá-la na Escola Técnica Rural e vou fazer uma parceria com o Estado, para a escola que está sendo construída no Lagomar, ela se transforme em uma escola técnica também.

O objetivo é consolidar o sonho de transformar Macaé em Cidade do Conhecimento.

RJ News: A saúde é um setor que gera muita reclamação da população. Qual é a estratégia para melhorar o atendimento em Macaé?
Riverton: Na área de saúde nós vamos revolucionar, até porque não tem cabimento as pessoas ficarem quase um ano na fila de espera para fazer um exame. É o que mais se tem escutado na rua das pessoas. Não adianta funcionar para QI, quem indicou. A saúde é direito de todos, a Constituição já diz. Então queremos instalar estrutura na rede pública municipal, banco de imagens com resultado imediato, um na cidade e um na região serrana. Pretendo reativar o Hospital da Criança, o Atendimento Especializado da Mulher, quero fazer a Clínica do Homem, para ele não ter vergonha de fazer seus exames. Teremos um sistema integrado, que as pessoas poderão acompanhar suas consultas, marcar seus exames, através do cartão da saúde, através do aplicativo do celular.

Se a prefeitura não tiver condições de atender, nossa ideia é credenciar médicos, laboratórios e clínicas, para atenderem os pacientes, como um plano de saúde municipal. Qualquer médico credenciado pelo município poderá prestar serviço à prefeitura e poderá receber um paciente que a rede não puder comportar. Não temos vagas para cardiologistas: a prefeitura vai poder encaminhar para os consultórios credenciados, o mesmo para exames.

Vamos reativar a parceria com a Irmandade São João Batista, queremos ela como nossa principal parceira. Sem o São João Batista, sobrecarrega o HPM.

RJ News: O seu governo sempre incentivou o esporte, seja amador ou profissional. O Senhor pretende voltar a investir no setor?
Riverton: O esporte é consequência, pois envolve a área de lazer e turismo. Macaé, querendo ou não, é uma cidade que tem uma diversidade esportiva muito grande. Nós sempre tivemos o alto rendimento, esporte de lazer, esporte comunitário, esportes radicais na serra. Então todas as atividades nós vamos voltar a investir. Vamos dar oportunidades, pois o esporte também movimenta o turismo na cidade. Para o alto rendimento, nós vamos buscar os parceiros para investir. Vamos dar essa condição para eles.

Queremos estimular o esporte escolar. O esporte é imediatista, ele salva vidas, ocupa o tempo ocioso das crianças. O programa de esportes, prata da casa, bolsa atleta, Fest Verão Esportivo, vamos reativar tudo, porque não mudou muita coisa, o orçamento é bem maior de quando nós saímos.

Também vamos reativar o Ginásio Poliesportivo, o Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo e recuperar o Clube do Ipiranga, que a prefeitura adquiriu. Lá vou criar o Centro de Lazer do Idoso.

RJ News: O turismo é ainda um setor que precisa crescer na cidade. Qual é o seu planejamento para esta área?
Riverton: Na realidade você envolve tudo: turismo de lazer, turismo de negócio e os eventos também. Cada evento é um atrativo para o turismo: Fest Verão, festas folclóricas da cidade, exposição, carnaval. A serra tem as suas peculiaridades, os eventos da serra que envolvem os esportes radicais, ecotutismo, temos o Parque Atalaia que precisa ser explorado, as cachoeiras no Sana. Precisamos também qualificar a mão de obra, dar condições para as pessoas receberem o turista, inclusive pretendemos montar um Cetep aqui na serra, para qualificar os moradores da região.

RJ News: E para a cultura? Quais são os planos?
Riverton: Reativar o Teatro Municipal, o Cine Clube, que foram iniciadas as obras em parceria com a Petrobras, que era para ser inaugurado no início de 2013 e até hoje não terminaram e não inauguraram. Não sei a que ponto está isso. Vou buscar a Petrobras para ver se ela tem interesse em concluir. Se ela não tiver, o município vai terminar esse projeto. Vamos buscar as parcerias necessárias para reativar a cultura. Seja através de shows culturais, eventos, teatro, escola de dança, escola de música, bandas escolares, que sempre fizeram sucesso na cidade. Vamos voltar a estimular isso para a cultura voltar a ter a sua pujança aqui em Macaé.

RJ News: Uma das críticas do seu governo é que a Prefeitura foi loteada, devido ao grande apoio que o senhor recebeu nas eleições. Dessa vez a sua candidatura vem com menos partidos coligados. É uma estratégia?
Riverton: Eu cometi alguns erros no passado e um dos erros foi ter feito um acordo de loteamento da prefeitura e estou vendo meus adversários hoje cometerem o mesmo erro. Então eu não tenho compromisso, não tenho acordo político com ninguém. Eu pretendo seguir com liberdade, para poder escolher tecnicamente qualquer secretário no próximo governo. Você precisa de coligar principalmente por causa de tempo na propaganda política. Hoje meu tempo de rádio é de dois minutos e meus adversários têm 10, 12 minutos. Então eu preferi assim, mesmo sofrendo essa baixa, mas confiante, pois tenho o principal apoio que é o do povo.

RJ News: Qual é a importância do seu vice no seu mandato?
Riverton: O vice tem que ser parceiro. E eu escolhi o dr. Luiz da Penha, o melhor nome para formar chapa comigo. Conhecedor profundo a saúde de Macaé, é um médico conceituadíssimo, respeitado, seja como médico ou como homem público. Sempre prestou serviço comunitário no município e tenho certeza absoluta que ele veio somar e muito na minha chapa. E vai participar efetivamente no meu governo. Não vai ser vice figurante não. Vice é igual um casamento e eu sempre dei espaço para os meus vices atuarem.

› FONTE: RJ News


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