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Lançamento do PIX promete descomplicar a relação do brasileiro com as movimentações financeiras

Publicado em 18/10/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


A especialista Priscila Schubert explica as vantagens e desvantagens do novo sistema

A especialista Priscila Schubert explica as vantagens e desvantagens do novo sistema

Em aproximadamente um mês, será lançado, oficialmente, o PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), que promete facilitar as movimentações financeiras, dentro do universo digital. Mas, enquanto isso não acontece, muitos brasileiros já estão buscando mais informações sobre o sistema, além de garantirem seu cadastro.

Mas, afinal, o que é o PIX? O PIX é um sistema de pagamentos que usa tecnologia desenvolvida pelo Banco Central e fará transações de modo quase instantâneo. Ele poderá ser usado por qualquer pessoa que tenha conta transacional em um prestador de serviço de pagamento participante, sem a necessidade de inscrição ou adesão extra.

"Com esse novo serviço, os Bancos ganham principalmente com a possibilidade de minimizar erros nos serviços de transferência. Atualmente esses serviços ainda precisam de "alguém" para manualmente fazer essas transações.  Com o PIX esse serviço será totalmente automatizado", explicou a advogada e especialista em comércio exterior, Priscila Schubert.

Entre as vantagens desse novo sistema é que o BC promete transações grátis para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e algumas situações específicas. Para outros casos haverá cobranças, que foram estabelecidas através da Resolução BCB nº 19/2020.

"Na verdade, o serviço a princípio será gratuito apenas para pessoas físicas, porém, para pessoa jurídica, as taxas serão menores que as praticadas para outras transações como DOC e TED. Isso faz parte das principais vantagens, além de agilidade nas transações; a questão de funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo feriados; e tempo de compensação", lembrou a especialista.

Em contrapartida, o serviço ainda é muito novo e traz algumas incertezas. "O tempo para adaptação dos clientes e até mesmo dos bancos em relação a esse novo produto; e, algo bem comum, é a oportunidade aberta a Hackers que estão utilizando essa novidade para dar golpes financeiros. Utilizando sites fake e e-mails para ter acesso a dados bancários das pessoas", ressaltou Priscila.

De fato, a empresa de segurança digital Kaspersky encontrou mais de 60 sites falsos, que usam as técnicas de "phishing" para o roubo de informações.

A recomendação do Banco Central é que o usuário sempre realize o cadastramento de chaves, por meio das plataformas dos bancos ou financeiras. As instituições financeiras, por sua vez, alertam que nunca pedem senhas ou código de validação de transações (tokens) fora de seus canais digitais. Os golpes podem chegar por SMS, e-mail, WhatsApp ou pelas redes sociais.

Sobre o cadastro

Desde o último dia 05 de outubro, foi liberado o cadastro das chaves para uso do PIX e o interesse dos usuários de bancos foi grande. Dados do BC apontam que, em cinco dias, houve quase 25 milhões de cadastros.

A dona de casa, Isabel Cristina, contou que já fez seu cadastro. "Eu não tinha me atentado ao fato de que o sistema só funcionaria em novembro, só depois que percebi, mas já estava fazendo o cadastro, então segui. Estou ansiosa para que comece a funcionar. É bom ter uma opção sem tanta taxa", observou.

Mas, há ainda aqueles, que preferem esperar, como é o caso de Priscila. "Eu penso em aderir sim, mas até os ajustes iniciais serem concluídos, e problemas que surgirão com a aplicação dessa nova transação; tenho a intenção de aguardar um pouco mais, até que o sistema funcione de forma mais segura e sem muitos entraves e/ou surpresas desagradáveis. Como toda implantação e inovação, com certeza muitas possibilidades irão aparecer, e até lá prefiro aguardar até que o novo sistema tenha sido adequadamente absorvido pelo mercado financeiro", ponderou.

Para criar uma chave Pix, a pessoa ou empresa precisa usar uma dessas quatro formas de identificação: CPF/CNPJ, e-mail, número de telefone celular ou a chave aleatória. A chave aleatória é uma forma de receber um Pix sem precisar informar dados pessoais. Será como um login, ou seja, um conjunto de números, letras e símbolos gerados aleatoriamente que identificará a conta do destino de recursos.

O registro da chave deve ser feito em um dos canais de acesso (aplicativo ou site) da instituição onde o cliente tem conta. Para isso, é preciso confirmar a posse da chave e vincular à conta do Pix, ou seja, se identificar e comprovar que aquele e-mail, por exemplo, é de fato seu.

Em cadastros com o telefone celular como chave, o usuário recebe um código por SMS. Ele deve ser inserido no aplicativo da instituição financeira para que a identificação seja confirmada.

› FONTE: RJ News


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