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Saúde, desenvolvimento social e sustentabilidade estão entre as principais pautas da campanha do Índio

Publicado em 18/10/2020 Editoria: Eleições 2020 sem comentários Comente! Imprimir


. Acredito que eu vou receber o voto de protesto e voto dos cristãos verdadeiros, que não se vendem e querem ver Macaé prosperar

. Acredito que eu vou receber o voto de protesto e voto dos cristãos verdadeiros, que não se vendem e querem ver Macaé prosperar

Nascido em Del Castilho, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Pacheco, 62 anos, conheceu Macaé na infância com seus pais. Sempre que entrava no período de férias escolares a família mudava para a antiga vila de pescadores e passava os meses de dezembro, janeiro e fevereiro: “Antigamente nós tínhamos três meses de férias”, contou. Em 1980, quando começou a violência no Rio, resolveu mudar para Macaé.

Cinegrafista de profissão, começou a trabalhar no ramo para alguns clubes, em bailes de Macaé, e deu certo. Em 1990 criou o Show do Índio, onde se apresentava para crianças, com músicas que faziam sucesso na época. Em 1993, ele se converteu e transformou o Show do Índio em um ministério infantil, trabalho que completa 30 anos em 2020. Índio já gravou dois CD’s e faz shows em igrejas evangélicas e praças de Macaé e Região. Neto de índios, divorciado e pai de um filho de 20 anos, Luiz Antônio já foi candidato a vereador de Macaé em 2000, mas não venceu. Em 2020 lançou a sua candidatura à prefeitura, pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB).

RJ News: Por que o senhor resolveu se candidatar à prefeitura de Macaé?

Índio: Eu sempre gostei de política. Quando cheguei à Macaé comecei a conhecer o trabalho do Leonel Brizola (PDT), através de pessoas que eram do partido, e comecei a militar. Sempre fui idealista, nunca fiquei ao lado da situação. O Brizola tinha um projeto muito legal que era do Darci Ribeiro: o CIEP – escola de tempo integral – e isso me chamou muita atenção. Comecei a ajudar alguns candidatos, mas nunca havia pensado em ser candidato. No ano 2000 eu resolvi tentar uma vaga no legislativo, mas hoje entendo que não era para eu ter sido candidato naquela época. Em 2018 comecei a avaliar algumas coisas que começaram a acontecer em 2014/15/16, vendo os políticos corruptos sendo presos, a lava-jato. Então eu vi que as coisas começaram a mudar e resolvi apoiar o Bolsonaro, que era contra tudo e contra todos desse sistema de corrupção e visava a segurança. Comecei a ajudar o Bolsonaro voluntariamente. Procurei a pessoa que estava apoiando ele aqui na cidade, peguei o material para divulgar. Na primeira caminhada a favor de Bolsonaro em Macaé, eu coloquei a minha roupa de índio verde e amarelo e fui. Vi que muita gente veio tirar foto comigo e surgiu a ideia de vir vereador novamente.  Comecei a procurar alguns pastores, fui recebendo apoios, a candidatura foi crescendo e chegou o convite para ser candidato a prefeito. Então eu vi que seria a oportunidade de colocar meus projetos em prática. É uma aventura e eu creio em milagre. Acredito que eu vou receber o voto de protesto e voto dos cristãos verdadeiros, que não se vendem e querem ver Macaé prosperar.

RJ News: Macaé é uma cidade complexa, e o senhor nunca teve um cargo político. Como você pretende governar?

Índio: Para eu governar uma cidade, eu não vou governar sozinho. Então eu vou ter que escolher as pessoas por meritocracia e tecnocracia. Vou escolher os melhores. Na saúde vai ter que ser um gestor, um médico que entenda os problemas de Macaé, para a gente resolver a questão das filas dos exames e das consultas. Acho injusto a cidade ter tantos recursos dos royalties, a cidade recebeu R$ 2,4 bilhões, era para tudo funcionar cem por cento. Falta gestão. Vou colocar as pessoas que têm capacidade, competentes, para me ajudar e, assim, conseguir governar.

RJ News: Já que o senhor falou da saúde, no seu plano de governo diz que você pretende reduzir as filas e também criar um Polo de Saúde com agilidade total. Como o senhor pretende colocar esses projetos em prática?

Índio: Primeiramente temos que cadastrar todas as pessoas que estão com problemas de consultas ou exames e fazer um mutirão para reduzir as filas. Nós vamos ter que conversar, ver qual é o nosso quadro de profissionais, conversar e negociar com as clínicas particulares que prestam serviço para a prefeitura, e temos que zerar essa fila. Quem adoece tem pressa. Vamos fazer todo levantamento do que precisa ser feito, para zerar essa fila. Se a pessoa não tem saúde, ela não estuda, não trabalha, não pratica esporte, ela não faz nada.

Os postos de saúde de Macaé, esses postinhos, nós temos que equipá-los, inserir equipamentos para realizar exames básicos nos postos de saúde, como exame de sangue, urina, tudo nos postos de saúde. Não tem que ter uma fila para a pessoa fazer exame.

RJ News: Ainda no Plano de Governo do senhor diz que não se deve governar sozinho e frisa que é preciso sensibilizar a sociedade para fazer a sua parte. Pode explicar mais um pouco como será essa estratégia?

Índio: Temos que conversar com as pessoas para saber as dificuldades. Por exemplo, temos que dialogar com os presidentes das associações de moradores. Elas têm que funcionar, ela não pode ser política. A associação tem que ver o que aquela comunidade está precisando. Nós temos que ouvir os moradores e fazer as prioridades. A principal prioridade em Macaé é o saneamento. Tem muitos rios que cortam as comunidades que o esgoto é jogado direto no corpo d’água. Se investirmos R$ 1 em saneamento, nós economizamos R$ 4 em saúde.
Tenho que chamar todos os políticos do município, Macaé não tem mais tempo a perder. Vou querer ouvir as pessoas, os melhores, independente de partido. Quero um governo de união para o bem de Macaé.

RJ News: O senhor disse que pretende cortar o número de secretarias e cargos. Imagina de quanto será esse corte?

Índio: No meu governo terá de dez a 14 secretarias. Hoje a cidade possui 42 secretários. Vamos enxugar a máquina pública, a folha de pagamento de Macaé é muito grande. Precisamos fazer um levantamento dos profissionais, ver quem produz e quem precisa passar por uma capacitação. Não podemos mandar os concursados embora, mas temos os contratados também. Temos que fazer um levantamento dos números. Funcionários da saúde vão trabalhar na saúde, precisamos fazer um dever de casa para cumprir. Precisamos criar o Polo Tecnológico e o Polo Industrial para gerar emprego e renda, convidando empresas para se instalarem na cidade, não apenas do setor petrolífero.

RJ News: No seu plano de governo apesar de falar em enxugar a máquina, no quesito da saúde diz em contratação. É isso mesmo?

Índio: Se precisar contratar para zerar essa fila, nós vamos contratar. É como eu falei, quem adoece tem pressa. A saúde é primordial. Não podemos perder um paciente. Estive na Alemanha em 2015 e lá eu pude ver como as coisas funcionam.

RJ News: O senhor defende o retorno da discussão sobre o transporte ferroviário. O que pretende com isso?

Índio: Temos que fazer um estudo para o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e um estudo para trem. No mundo todo o que funciona é o transporte ferroviário. Ele é menos poluente e é um transporte de massa, carrega muitas pessoas. Mas para isso, vamos fazer uma parceria com o Governo Federal. Primeiro dia, quando eu ganhar a eleição, já quero marcar com o ministro Tarcísio de Freitas, e quero resolver essa questão do trem em Macaé. Também quero conversar com o Governo Federal para falar de outros projetos. Eu votei em Bolsonaro, voto em Bolsonaro, apesar de não estar no partido dele, mas vou procurar uma parceria com o Governo Federal para resolver os problemas de Macaé, principalmente o VLT, que está parado esse trem aí, não sabemos se estão fazendo manutenção, quanto custa. Dinheiro público não pode ser desperdiçado.

RJ News: Na área do desenvolvimento social, o senhor cita a implantação do programa “Amor – assistência aos moradores de rua”. Como seria esse trabalho?

Índio: Temos que ter um projeto muito forte para os moradores de rua, porque o morador de rua, muitos deles, tem família. Muitos têm problemas com o álcool, com as drogas e perdem o estímulo de viver, por isso ficam nas ruas. Eu vejo que em Macaé tem muito morador de rua. E não é só chegar às 12h e dar uma quentinha para essa população. Nós temos que resgatar essas pessoas, dar assistência, criar um local com estrutura, com médicos, psicólogos, professores, dentistas, cursos profissionalizantes, para recuperar essas pessoas e devolvê-las à sociedade e às famílias.

Também teremos um trabalho para resgatar animais de rua, de pequeno e grande portes, vamos tratar, castrar e depois colocar para adoção.

RJ News: Estamos saindo de uma crise, de uma pandemia. Como a prefeitura pode atuar para fomentar a volta da economia, a volta dos empregos?

Índio: Vamos fazer com que Macaé volte a produzir. Vamos criar uma usina de reciclagem, através de parceria: o lixo vai virar lucro, não só para a prefeitura, mas também para as pessoas. Vamos educar a população para fazer a separação do lixo, pois o lixo vai dar dinheiro para as pessoas. Quero que Macaé seja referência em sustentabilidade.

RJ News: Qual é o projeto para a educação?
Índio: Escolas de tempo integral é prioridade no nosso governo. As crianças vão entrar às 7h e sair 18h. Terão quatro refeições e banho. Elas terão as matérias básicas na parte da manhã e esporte total, na parte da tarde, com todas as modalidades, cultura (música, arte, dança), cursos profissionalizantes. Defendemos a implantação de três idiomas (português, inglês e espanhol). As crianças vão chorar para ir à escola.

RJ News: Qual a importância da sua vice no seu mandato?

Índio: Olha, a minha vice é uma pessoa fora de sério. Luzia Carvalho é psicóloga e vem somar à nossa candidatura. Ela tem as mesmas ideias que a minha, encaixou como uma luva. Ela é evangélica também, adoradora, trabalha em três consultórios em Macaé, na sua área, e ela também realiza um trabalho voltado para crianças autistas e vamos dar prioridade ao projeto da MOPAM (Movidos pelo Autismo Macaé). Junto com a secretaria de saúde e de educação, vamos criar uma coordenadoria para atender as pessoas portadoras da doença.

› FONTE: RJ News


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