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Movimento do Mercado Municipal de Peixes cai mais de 50%

Publicado em 08/10/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


Marcos Pimentel disse que ainda não acostumou com o delivery e que os fregueses estão voltando aos poucos

Marcos Pimentel disse que ainda não acostumou com o delivery e que os fregueses estão voltando aos poucos

O movimento do Mercado Municipal de Peixes caiu mais de 50% após a reabertura do comércio e dos restaurantes em Macaé. A reportagem de Tathiana Campolina aborda os diferentes momentos que o setor passou desde o início da pandemia. Comerciantes também relatam as dificuldades que enfrentam no momento e a expectativa para as vendas de fim de ano. 

A reabertura do comércio e dos restaurantes afetaram diretamente o movimento do Mercado Municipal de Peixes e, segundo os comerciantes, a queda chega a aproximadamente 50%. Desde o início da pandemia os profissionais do local passaram por momentos distintos, em relação às vendas.

Marcos Pimentel lembrou que o início do distanciamento social foi bem difícil, já que durante uma das melhores épocas para o setor o local ficou interditado. “O mercado foi fechado durante 16 dias antes da Semana Santa e afetou muitos profissionais. Eu consegui salvar a minha mercadoria, mas teve muita gente que perdeu seus produtos, foi um período muito tenso. A prefeitura não avisou antecipadamente que teríamos que fechar. Pegou todo mundo de surpresa”, informou.

Com a reabertura do mercado e o passar dos dias, as pessoas foram perdendo o medo de sair de casa aos poucos e chegou um momento em que o movimento superou a expectativa. No entanto, nesse último mês, após o retorno das atividades na cidade, os comerciantes se surpreenderam com uma queda brusca nas vendas.
“Está fraquíssimo, caiu mais de 50%, e não acredito que vai melhorar tão cedo. Com os restaurantes fechados as pessoas estavam vindo aqui, mas agora elas estão preferindo sair”, salientou o presidente da Associação do Mercado Municipal de Peixes, Paulo Sérgio Batista.

Paulo Sérgio acredita que a crise econômica também possa ter interferido na economia. “Tem muita gente sem dinheiro. O preço do peixe varia todos os dias, é igual ao dólar. Semana passada o camarão VG estava R$ 80, essa semana está R$ 90. Vamos ver como será o fim do ano, pois é época que o pescado também aumenta”, comentou.

Júlio Gomes tem funcionários e revelou que está pensando em arrumar outra atividade para não ter que demitir. “Estamos passando dias terríveis e acho que a prefeitura poderia fazer alguma coisa nessa praça para fomentar as vendas. Além disso, aqui nós não temos um estacionamento para quem vem ao mercado, tem uns flanelinhas que ameaçam os clientes e ninguém faz nada. Mas, principalmente durante a semana, a mobilidade fica rondando para multar o carro dos consumidores. As pessoas não querem passar por isso”, disse.

Priscila Grain mora perto do Mercado Municipal de Peixes e disse que não abre mão de ir comprar pessoalmente. “Aqui eu vejo a qualidade do pescado, é muito melhor. E como eu moro perto, venho a pé, é mais prático”, frisou.
Todos os comerciantes que o RJ News entrevistou não trabalham com delivery, mas todos foram unânimes em dizer que tem muitos profissionais que começaram a oferecer o serviço e estão conseguindo um bom resultado nas vendas.

“Ainda não acostumei com o delivery e tem muitos fregueses que estão voltando aos poucos. Em novembro o movimento costuma aumentar, mas o preço também sobe. Nesse período da pandemia eu consegui manter os valores”, afirmou Pimentel.

Júlio Gomes reforçou que no atendimento presencial ele consegue dar mais atenção e também negociar com o cliente. “Nós investimos muito no relacionamento com os nossos consumidores. Às vezes a pessoa que comprar um determinado peixe, mas por causa de R$ 3, às vezes ela não leva. Pessoalmente nós conseguimos abaixar o valor e negociar”, comentou.

O RJ News entrou em contato com a prefeitura de Macaé, mas até o fechamento dessa edição não obtivemos respostas sobre os temas.

› FONTE: RJ News


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