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Outubro Rosa chega para reforçar a importância da prevenção ao câncer de mama

Publicado em 04/10/2020 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Dr. Sávio Mussi disse que as possibilidades de cura estão diretamente relacionadas com tempo em que o tumor é detectado no paciente

Dr. Sávio Mussi disse que as possibilidades de cura estão diretamente relacionadas com tempo em que o tumor é detectado no paciente

O mês de outubro chegou e com ele o início de uma das maiores campanhas de conscientização do mundo: O Outubro Rosa, que visa reforçar a importância da prevenção ao câncer de mama.

O Câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, depois do câncer de pele não melanoma. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), entre 2020 e 2022, o Brasil terá 66.280 mil casos novos de câncer de mama, ou seja, um risco estimado de 61,61 casos novos a cada 100 mil mulheres. Por isso a importância de conscientização, já que o diagnóstico precoce ajuda e muito no tratamento.

O oncologista, Dr. Sávio Mussi, salientou que as possibilidades de cura estão diretamente relacionadas com tempo em que o tumor é detectado no paciente.  "Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances do tratamento dar certo. Quanto mais precoce e de menor tamanho, maiores são as chances de cura e melhores são as oportunidades de tratamento. Se o diagnóstico for feito tardiamente, o índice de cura do câncer diminui e complicações podem aparecer mesmo depois da doença ter sido tratada. ", explicou o especialista.

Entre as estratégias para a detecção precoce do câncer de mama estão o diagnóstico precoce, que é a abordagem de pessoas com sinais ou sintomas iniciais da doença para confirmação diagnóstica definitiva, e o rastreamento, que é a aplicação de teste ou exame (como a mamografia) numa população sem sinais e sintomas de câncer de mama, com o objetivo de identificar alterações sugestivas de câncer e, a partir daí, encaminhar as mulheres com resultados anormais para investigação diagnóstica.

O médico lembrou ainda que a prevenção do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos e à promoção de práticas e comportamentos considerados protetores. "Os fatores como excesso de peso corporal, inatividade física, consumo de álcool e terapia de reposição hormonal sem monitoramento adequado são passíveis de mudança. Através da alimentação saudável, nutrição, atividade física, peso e gordura corporal adequados e redução do consumo de bebidas alcóolicas é possível reduzir o risco da mulher desenvolver câncer de mama. A amamentação é também um fator protetor. A idade e o envelhecimento, a durac&807;a&771;o da atividade ovariana, a hereditariedade e características genéticas, alguns medicamentos como anticoncepcionais usados de forma indiscriminada e sem orientação médica e algumas condições endócrinas são fatores de risco importantes. A melhor forma de prevenção ao câncer de mama é a informação e o cuidado profissional adequado", ressaltou.

Segundo o médico, o sintoma mais comum do câncer de mama é o aparecimento de um nódulo, porém sem dor associada ao caroço. Geralmente, as dores só são sentidas no mamilo. Os nódulos podem ser indolores, duros e irregulares ou macios e mais arredondados, mas apenas um especialista poderá examiná-lo precisamente.

Mas como surge o câncer?

O oncologista, Dr. Sávio Mussi disse que a principal função da mama feminina é produzir leite para o bebê, e ela começa a se preparar antes mesmo de saber se o bebê vai nascer. Durante o desenvolvimento e envelhecimento do corpo, a mama passa pelo seu processo de crescimento fisiológico e por transformações cíclicas mediadas pela exposição aos hormônios femininos, principalmente na idade fértil, que vão preparar para a amamentação. São estas mesmas transformações que a expõem a episódios que podem desencadear a formação do câncer. Já a mama masculina permanece rudimentar, por isso uma incidência de câncer muito menor no homem.

"A mama é constituída por lóbulos (pequenas glândulas que segregam leite na gravidez) e por ductos (finos tubos que transportam o leite dos lóbulos até ao mamilo). Quando uma célula de revestimento destas estruturas sofre alterações genéticas graves, multiplica-se aceleradamente e de forma desordenada e descontrolada, formando o câncer. Poucos órgãos ou tecidos do corpo sofrem tantas influências e transformações ao longo de toda vida, e a medida que envelhecemos vamos tendo maior probabilidade. Apesar disso, estamos vivendo um aumento da incidência de câncer de mama nas faixas etárias mais jovens nas últimas décadas. A exposição a fatores de risco e mutações genéticas são alguns dos motivos que contribuem para o aumento do número de casos em pessoas abaixo dos 40 anos", concluiu.

› FONTE: RJ News


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