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Ouro Negro injetará R$2bi até 2024 no estado do Rio

Publicado em 27/09/2020 Editoria: Economia sem comentários Comente! Imprimir


O Anuário do Petróleo 2020, lançado online no dia 22 de setembro, mostra que o petróleo ainda vai gerar muito investimento e emprego no estado do Rio de Janeiro. O estudo traça um panorama importante para os empresários do setor. Entre os investimentos listados na publicação estão: duzentos novos poços em áreas licitadas a partir de 2017 em águas fluminenses, investimentos de cerca de R$ 2 bilhões no segmento de abastecimento até 2024 e arrecadação de R$ 300 milhões em ICMS por cada sistema que entrar em produção a partir da internalização do Repetro Industrialização.

Duzentos novos poços em áreas licitadas a partir de 2017 em águas fluminenses, investimentos de cerca de R$ 2 bilhões no segmento de abastecimento até 2024 e arrecadação de R$ 300 milhões em ICMS por cada sistema que entrar em produção a partir da internalização do Repetro Industrialização. Esses foram alguns dados publicados no Anuário do Petróleo 2020, da Firjan. O estudo foi lançado uma semana antes do Dia do Petróleo (29 de setembro) e gerou muita expectativa no setor.

No evento online de lançamento da publicação, realizado no dia 22 de setembro, o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, frisou a resiliência do mercado de petróleo no país e no mundo, devido aos preços baixos por conta da pandemia. Ele destacou as oportunidades que essa indústria traz para o Rio de Janeiro a partir das grandes reservas de óleo em águas fluminenses, assim como a revitalização dos campos maduros na Bacia de Campos, permitindo a entrada de novos operadores.

“Esse é um mercado que vive ciclos mais curtos, exigindo respostas mais rápidas. O Anuário traz informações que auxiliam o mercado a enfrentar os novos desafios”, afirmou Eduardo Eugenio.

Os dados coletados pelos profissionais da Firjan analisaram o pré-sal e pós-sal separadamente. As estimativas de poços no pós-sal são maiores, chegando a um pico de 59 poços e 28 sondas em 2023, o que indica o maior risco exploratório dessas áreas. Para o pré-sal, a previsão de pico é de 15 poços e 4 sondas em 2021 e 2022. Isso ocorre, entre outros fatores, devido à alta produtividade dos poços no pré-sal.

“Anuário do Petróleo no Rio traz informações muito relevantes para todos nós, com uma enorme variedade de informações estratégicas, que podem ajudar-nos a planejar nossas ações para a futuro. O estado do Rio de Janeiro foi e será importante para o setor de Óleo e Gás e continuará gerando emprego e renda a todos nós”, declarou o coordenador da Comissão Municipal da Firjan em Macaé, Evandro Cunha.

O Anuário revela que já se tem o anúncio de um total de investimentos de aproximadamente R$ 2 bilhões em infraestrutura de transferência e refino de óleo em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

“Cada bilhão de reais investido na construção desses investimentos significa a geração de mais de 13 mil empregos diretos. Mas os principais benefícios virão com a operação desses projetos, onde cada bilhão de reais em receita de operação de projetos de refino garante a manutenção de 1,4 mil empregos diretos e 5,3 mil empregos indiretos, além de gerar um efeito renda de outros R$ 2 bilhões em todo o país, dos quais a metade é absorvida pelo estado em que está localizado o projeto”, informou o documento.

O coordenador executivo da Rede Petro da Bacia de Campos, Vítor Paulo Peixoto Silva, disse que Macaé tem muito a comemorar, pois além da cidade ser reconhecida internacionalmente pelo seu crescimento econômico, há excelentes perspectivas também no setor de óleo e gás. “Temos a principal base offshore do Brasil. No seguimento de exploração e produção de petróleo, novas operadoras estão adquirindo os poços maduros da Bacia de Campos e vêm se instalar na cidade para operá-los. Isso vai proporcionar uma diversificação do mercado, principalmente para as empresas fornecedoras”, explicou.

O estudo constata que a pandemia do coronavírus afetou a produção de petróleo inicialmente, atingindo uma queda em maio de 12%, em relação aos meses anteriores. Mas a recuperação veio em seguida, em junho, fechando o semestre com redução acumulada em torno de 7%. No entanto, ao comparar os dados com 2019, o trabalho mostra que em 2020 a produção de óleo no Brasil aumentou em torno de 15%, resultado derivado, em muito, do crescimento da produção no estado do Rio de Janeiro, principalmente do pré-sal.

Para o setor de óleo e gás, Vítor acredita que o retorno da crise gerada pela pandemia será mais fácil, quando comparado à crise do petróleo ocorrida entre 2014 e 2016, aproximadamente. “A crise do petróleo durou de quatro a cinco anos e foi novidade para as empresas da Bacia de Campos, apesar das crises desse segmento não serem novidades, já que a oscilação dos preços no mercado internacional é comum. Nesse momento de pandemia, as empresas estão se adaptando às exigências, mas a Rede Petro tem feito pesquisas e está direcionando algumas estratégias e ações”, frisou.

Entre os desafios do setor do petróleo e gás, Vítor listou a necessidade de adaptação das operações, a elevação dos custos operacionais para o atendimento aos novos protocolos, a adaptação aos novos prazos de pagamentos e, provavelmente, a novas políticas de contratação de bens e serviços.

› FONTE: RJ News


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