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Grávidas devem procurar formas de manter a saúde mental durante o isolamento social

Publicado em 26/09/2020 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


Adriana Corrêa fez um chá de bebê virtual para aproximar os amigos e a família

Adriana Corrêa fez um chá de bebê virtual para aproximar os amigos e a família

Um dos momentos mais esperados pela maioria das mulheres, a gravidez sempre traz uma série de incertezas e medos. Com o atual cenário de isolamento social e do coronavírus, esse misto de sentimentos ficou ainda maior. Para não deixar que essa situação afete o período gestacional, as mamães estão tendo que buscar formas de se cuidar fisicamente e mentalmente.

A médica obstetra Alessandra Lofiego, uma das pioneiras em humanização do atendimento à mulher em Macaé, com mais de 20 anos de experiência, lembrou que este é um momento de muitas incertezas. Ela informou que no início o cenário da pandemia era um pouco mais assustador, mas agora é hora de manter a calma e entender a importância de cuidar da saúde mental.

"Nós orientamos que as grávidas cumpram o isolamento social, apesar de entender que isso tende a gerar uma certa tristeza. Isso porque, neste momento, elas querem estar com os amigos, com a família, tirar fotos, fazer chá de bebê, confraternizar e mostrar o barrigão para o mundo. Então, é necessário encontrar alternativas para manter a saúde mental", frisou a especialista.

Entre as sugestões, a médica destacou a prática de exercícios físicos em casa ou em espaços abertos sem aglomeração, afinal, realizar atividades físicas ajuda na liberação de endorfina. Também é importante uma alimentação equilibrada e buscar algo que dê prazer. "É necessário se manter bem: pode ser através da meditação, de uma boa leitura, uma música, um vídeo", sugeriu a doutora.

De fato, essas alternativas fazem toda a diferença com a conexão entre a mãe o bebê. A jornalista Adriana Corrêa descobriu que estava grávida logo no início da pandemia e segue o isolamento social à risca, sob muita tensão, até que o próprio médico a orientou mudar alguns hábitos.

"Eu estava ficando muito cansada e estressada, por estar muito tempo confinada em casa e só trabalhando em home office. Até que meu médico me orientou a cuidar mais da minha saúde mental e me conectar mais com o meu bebê. Passei a sair em horários alternativos, por exemplo, já fui à praia em uma segunda-feira de manhã, quando não tinha quase ninguém e mantendo o afastamento necessário, usando máscara, álcool e tomando todas as medidas de proteção", contou.

Outra decisão, que mudou a vida da Adriana, foi a realização de um chá de bebê virtual. Para ela, esse momento foi fundamental para reaproximar as pessoas que fazem parte do seu convívio.

"A ideia partiu de algumas amigas. Na gravidez do meu primeiro filho, eu fiz dois chás de bebês e foi ótimo esse momento de confraternização. Agora, na gravidez do Benício, eu não pensei em fazer, devido à preocupação em manter o isolamento. Mas elas me convenceram e foi ótimo. Eu me senti mais próxima do bebê e das pessoas, além de me desligar um pouco das obrigações e do contexto de pandemia", lembrou Adriana.

A mamãe de segunda viagem contou que amigos e familiares puderam enviar presentinhos, fraldas ou mesmo mensagens de carinho, sugestão de músicas para a playlist da hora do parto e que tudo isso foi muito importante.

"Eu criei o site e as pessoas podiam se conectar com a gente por ali. A cada mensagem que chegava era uma emoção nova. Isso me ajudou a me conectar com meu bebê e começar a me envolver com a chegada do parto. No meio do caminho, senti vontade de retribuir de alguma forma. Então, resolvi fazer umas lembrancinhas, eu mesmo fiz tudo, comprei os itens pela internet e estou escrevendo um cartão para cada um que participou desse momento. Além disso, fizemos uma live, que foi muito divertida e aproximou ainda mais os amigos deste momento", revelou emocionada.

Mesmo que o indicado seja o distanciamento social, para ajudar a reduzir a curva de contágio, é importante que as gestantes continuem a realizar os exames de rotina. O pré-natal é um acompanhamento primordial e não deve ser interrompido durante a quarentena.

"As marcações de consulta tanto na clínica quanto no SUS onde eu trabalho estão sendo agendadas com espaçamento de horário, com distanciamento necessário e com todos os cuidados de higienização necessários para garantir a segurança das grávidas", ressaltou a médica Alessandra Lofiego.
 

› FONTE: RJ News


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