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Brincadeiras aliviam o estresse das crianças durante a quarentena

Publicado em 17/09/2020 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


A pandemia da Covid-19 está mexendo com o estresse das crianças. A pressão de aprender por aulas remotas, a saudade da escola e dos coleguinhas e o peso do isolamento social completaram seis meses. Além disso, elas estão 24h convivendo com os pais, também estressados com todas as atividades que precisam dar conta.  Em função dessa não compreensão e aceitação dessa nova realidade, sintomas como pirraça, tédio, frustração, raiva, tristeza e indícios de ansiedade e depressão vem se mostrando a cada dia mais presentes nos pequenos.

Segundo a terapeuta infantil e psicóloga psicomotricista, Débora Peres, os pais precisam ter atenção ao estado de espírito dos filhos, principalmente os menores. “É preciso identificar o momento de conflito das crianças. Assim como elas aprendem a falar, a se alimentar e a andar, as crianças também aprendem a sentir, a interpretar as emoções que vivenciam. O controle dessa complexidade de sentimentos é fundamental para o crescimento de qualquer indivíduo e os pais têm um papel fundamental nesses ensinamentos”, salientou.

Débora explicou também que os responsáveis têm a função de apresentar o mundo às crianças. Eles devem observar o comportamento dos filhos: o que fazem, as imitações, gestos, brincadeiras, ou mesmo a falta de expressões corporais. A psicóloga reforçou que é muito importante os adultos terem um olhar atencioso para os filhos, para que possam identificar como essas crianças estão neste momento de pandemia.

Brincadeiras podem aliviar o estresse causado pelo isolamento social
A brincadeira é uma forma de aliviar o estresse, além de ser uma forma importante de comunicação infantil. De acordo com Débora, o brincar deve ser livre e genuíno, sem necessidade de intermediação de grandes tecnologias.

“A recomendação em geral dos médicos é que crianças até 2 anos não tenham acesso às telas, TVs e jogos digitais. A brincadeira com os adultos, outras crianças, familiares, pessoas do seu convívio, sempre será a melhor opção para o desenvolvimento, para a neuroplasticidade, que é a característica do cérebro de aprender e se modificar nesses primeiros anos”, explicou.

Débora disse que brincadeiras de esconde-esconde, pique-pega, amarelinha, cantigas de roda, bolinha de sabão, historinhas com fantoches, bonecas e bolas são simples e podem trazer bastantes benefícios às crianças.

Há dois anos, Isabel Tunas, mãe de duas meninas, percebeu que sua filha mais velha, Alice, de 4 anos, embora sempre muito extrovertida, não expressava seus sentimentos, evitando, por exemplo, falar sobre qualquer atividade que tivesse acontecido durante o dia no parquinho e na creche. Após muito estudo, ela viu que através do brincar ela poderia introduzir conversas com sua filha. Foi diante dessas e outras dificuldades na maternidade, Isabel resolveu unir a vida materna ao empreendedorismo, lançando uma loja de aluguel de brinquedos educativos e psicopedagógicos.

O jogo das emoções, por exemplo, foi o escolhido pela mamãe Jéssica, para sua princesa Manu. Jéssica publicou em suas redes sociais um clique de sua filha, dizendo que, assim como Isabel, ela percebeu a dificuldade que a Manu tinha de se expressar, falar de si, do que estava sentindo e que por vezes a pegou quieta e pensativa.

“Com ajuda de profissionais, descobri que jogos podem ser aliados no desenvolvimento da minha filha e da sua relação com o mundo. Hoje, cheia de argumentos e carregada de um vocabulário que até eu duvido, Manu aprendeu a colocar para fora tudo que está sentindo, sem perder sua doçura”, afirmou Jéssica, que contou com o apoio do Jogo da Memória das Emoções para deixar a programação da família em quarentena ainda mais divertida.

› FONTE: RJ News


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